Arquivo Notícias - Página 25 de 1972 - Relatório Reservado

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Planos de M&A voltam à cartilha da Vitru

18/05/2026
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Corre no mercado que a Vitru retomou conversas com outros grupos do setor de educação para uma para uma possível fusão. Do outro lado da mesa, estariam nomes como Cruzeiro do Sul e Yduqs. Há cerca de dois anos, a empresa iniciou um movimento na mesma direção, mas as conversas não prosperaram. A tese do M&A voltou a ganhar tração à luz de fatores conjunturais. A empresa opera em um ambiente mais duro: juros altos, competição intensa no EAD, maior exigência regulatória e necessidade de capital para expansão presencial. Recentemente a companhia fez um follow-on de aproximadamente R$ 177 milhões, operação que reforçou o caixa, mas, aos olhos do mercado, não eliminou a pressão por escala e desalavancagem. Uma associação com Cruzeiro do Sul ou Yduqs poderia trazer escala e maior fôlego para enfrentar a transição regulatória do EAD.

Dona da Uniasselvi e da UniCesumar, a Vitru é um dos players mais cobiçados do setor. Tem ativos relevantes em ensino digital e presença crescente no segmento de medicina. Com quase um milhão de alunos, é uma empresa conhecida no mercado por ter uma gestão bem azeitada. No primeiro trimestre de 2026, registrou receita líquida de R$ 579,2 milhões, alta de 6,1% sobre o mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado somou R$ 235,1 milhões, avanço de 16%, com margem de 40,6%. O lucro líquido ajustado chegou a R$ 91,8 milhões, crescimento de 24%.

Flavio e Vorcaro: se Brasil e EUA quiserem, dá para prender muito mais gente

18/05/2026
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A descoberta das relações “fraternais” entre Flavio Bolsonaro e Daniel Vorcaro caiu dos céus para Lula. Além do potencial impacto eleitoral, o caso dá ao governo brasileiro um fato político, institucional e policial para acelerar as negociações com os Estados Unidos em torno de um acordo de cooperação envolvendo paraísos fiscais. Conforme o RR informou (Leia aqui), a proposta em discussão com autoridades norte-americanas prevê que jurisdições de baixa transparência e suas respectivas instituições financeiras passem a disponibilizar “…prevê que jurisdições de baixa transparência e suas respectivas instituições financeiras passem a disponibilizar, em regime de intercâmbio de informações, dados sobre contas numeradas, beneficiários finais, offshores e estruturas societárias. A questão foi tratada no recente encontro entre Lula e Donald Trump na Casa Branca. O objetivo é cavoucar as trincheiras do crime organizado e trazer à luz a imensa rede de túneis subterrâneos por onde o dinheiro ilícito circula mundo afora. Ou seja: o imenso ervanário oriundo do tráfico internacional de drogas e de armas, milícias, jogo ilegal, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro por fintechs e congêneres etc.

Seja pelos personagens envolvidos, seja pelo que ainda pode vir à tona, o repasse de recursos de Daniel Vorcaro para o clã Bolsonaro dá materialidade policial às negociações diplomáticas com os Estados Unidos para essa ofensiva contra o dinheiro do crime organizado. O governo brasileiro passou a ter nas mãos um caso concreto, rumoroso e de notório impacto, que envolve um pré-candidato à Presidência da República e filho de um ex-presidente e o banqueiro responsável pelo que já pode ser considerado a maior fraude financeira da história do Brasil. Mais do que isso: o episódio em questão envolve diretamente os Estados Unidos. O dinheiro suplicado por Flavio e repassado por Vorcaro – até onde se sabe R$ 61 milhões para supostamente financiar o filme-exaltação “Dark Horse” – deixou um rastro que sai do Brasil e risca o solo norte-americano. Segundo as investigações da Polícia Federal, o pagamento foi efetuado pela Entre Investimentos, ligada ao ex-controlador do finado Master. Parte dos recursos foi repassada ao Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas. De acordo com a PF, o gestor legal do fundo é Paulo Calixto, advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro.

Calixto assessora Eduardo em articulações políticas e jurídicas nos Estados Unidos, além de atuar como representante do Instituto Liberdade, registrada no mesmo endereço onde estão a sede do Havengate e do seu escritório de advocacia. É tudo tão óbvio e escancarado que das duas uma: ou denota um certo amadorismo ou uma convicção de impunidade.
Ao que tudo indica, há outros “cavalos pretos” cavalgando nesse pasto, que não apenas a película em tributo a Jair Bolsonaro. A PF suspeita que uma parcela do ervanário repassado por Daniel Vorcaro a título de financiamento do filme tenha sido usada para custear as despesas de Eduardo e de sua família, que vivem um confortável autoexílio nos Estados Unidos. Ou seja: é dinheiro desviado em cima de dinheiro desviado, crime em cima de crime. O fato é que todo esse road map automaticamente transforma a investigação em uma questão bilateral. É o clássico “follow the money”, que investigações conjuntas entre autoridades do Brasil e dos Estados Unidos. É um bom ponto de partida para os dois países puxarem o fio da meada da lavagem de dinheiro internacional em paraísos fiscais. Caso as investigações da PF estejam no caminho certo, o episódio Flavio/Vorcaro mostra que o problema não está apenas em offshores clássicas no Caribe, mas também em fundos, bancos, contratos, sociedades de investimento e escritórios localizados sob jurisdição norte-americana. (Ver listas de paraísos fiscais ao fim desta matéria).

Esse é um ponto sensível, que favorece o Brasil. As investigações sobre Flavio Bolsonaro e Daniel Vorcaro abrem um espaço delicado para Washigton, ao expor que os Estados Unidos também têm sua culpa no cartório da lavagem de dinheiro. Ao mesmo tempo de que dispõe de instrumentos poderosos de rastreamento financeiro e influência sobre o sistema bancário global, o país abriga suas zonas de opacidade, como Delaware, Dakota do Sul e Nevada. Os três estados são apontados como jurisdições com características típicas de paraísos fiscais. Delaware por exemplo, estado facilita a criação de LLCs e empresas com baixa exigência de identificação pública dos beneficiários finais. Por isso, é amplamente usado para holdings, trusts e estruturas patrimoniais. Embora não seja um paraíso fiscal clássico de baixa tributação, como Cayman ou Bahamas, funciona como uma praça de anonimato corporativo.

Há um agravante doméstico que aproxima o caso Master do submundo que o governo Lula pretende jogar na mesa com Washington. Segundo a Polícia Federal, as investigações sobre Daniel Vorcaro e seu entorno identificaram suspeitas de vínculos com operadores do jogo do bicho e milicianos no Rio de Janeiro. O nome de Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-controlador do Master, aparece nesse contexto como peça relevante das apurações. A PF já havia apontado que Daniel teria usado uma conta ligada ao pai para ocultar cerca de R$ 2,2 bilhões de credores e vítimas do banco. Agora, as suspeições sobre conexões com contraventores e grupos milicianos reforçam a leitura de que o caso extrapola a fraude bancária e encosta no circuito mais amplo de lavagem, coerção privada, fundos de investimento, operadores financeiros e crime organizado. É exatamente esse ecossistema — meio banco, meio fundo, meio política, meio contravenção — que o Planalto quer transformar em argumento para uma ofensiva bilateral contra fluxos financeiros subterrâneos.

Para o governo Lula, o caso Flavio/Vorcaro tem um efeito Bombril, com suas mil e uma utilidades. Flávio Bolsonaro é a ponta solta que apareceu em ótima hora. O descortinamento da relação com o “irmãozinho” Vorcaro é a primeira grande crise da campanha de Flavio à Presidência da República. Mas não é apenas o clã Bolsonaro que está sob risco. A avaliação em Brasília é que o caso pode ajudar a iluminar um circuito muito mais amplo: fundos estrangeiros, empresas intermediárias, escritórios de advocacia, estruturas opacas, bancos com baixa transparência e veículos usados para deslocar recursos entre Brasil e Estados Unidos. Essa é a parte que amedronta a classe política. O Centrão que se segure.

Uma cooperação mais profunda entre os governos brasileiro e norte-americano pode abrir gavetas há muito tempo trancadas. Além de Jair, Flavio, Eduardo e Carlos, a ofensiva pode desbaratar outros “Bolsonaro” que se aninham no Congresso e se valem de arranjos heterodoxos para receber e circular dinheiro, pagar serviços, contratar advogados, financiar campanhas paralelas ou proteger ativos de investigações.

O governo Lula pode ainda auferir outros dividendos políticos desse episódio. Se a investigação avançar, como tudo indica, o caso tem tudo para marcar a ruptura definitiva de Donald Trump com o clã Bolsonaro. A família sempre capitalizou politicamente sua proximidade com o trumpismo. Eduardo Bolsonaro, em especial, fez dessa ponte com Washington um ativo de poder, inclusive na ofensiva contra o STF. Foi nesse contexto que o governo Trump impôs punições a autoridades brasileiras, como a revogação de vistos de Alexandre de Moraes, de aliados no Supremo e de familiares, além das sanções posteriores pela Lei Magnitsky contra Moraes — medidas apresentadas nos EUA como reação à suposta perseguição judicial a Jair Bolsonaro. Mas o cálculo muda de figura se o caso Vorcaro/Flávio deixar de ser uma narrativa de “perseguição política” e passar a ser tratado como fluxo financeiro suspeito dentro do território norte-americano, envolvendo fundo no Texas, advogado ligado ao entorno de Eduardo e eventual uso de estruturas privadas para movimentar dinheiro de origem brasileira. Nesse cenário, o clã Bolsonaro deixaria de ser apenas aliado ideológico incômodo e passaria a representar um problema jurídico e reputacional para Washington.

 

PARAÍSOS FISCAIS
Lista da Receita Federal do Brasil (Instrução Normativa nº 1.037)

O Brasil utiliza o termo “países ou dependências com tributação favorecida” em referência a que tributam a renda a uma alíquota inferior a 17% ou que não permitem acesso a informações sobre a composição societária de empresas.

  • Caribe

Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Britânicas (BVI), Bahamas, Barbados, Aruba, Curaçao, Anguilla, Bermudas, Granada, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Turks e Caicos.

  • Europa

Andorra, Gibraltar, Ilha de Man, Ilhas do Canal (Jersey e Guernsey), Liechtenstein, Mônaco, San Marino e Irlanda (que entrou na lista brasileira recentemente).

  • Ásia e Oceania

Hong Kong, Macau, Singapura, Maldivas, Seychelles, Vanuatu, Samoa e Líbano.

  • Américas

Panamá, Belize e Costa Rica.

 

 

O ÍNDEX DA UNIÃO EUROPEIA
A UE foca na cooperação fiscal e transparência. A lista atual de jurisdições não cooperativas inclui 10 nomes:

  • Panamá
  • Rússia
  • Vanuatu
  • Vietnã (Adicionado em 2026)
  • Ilhas Turks e Caicos (Adicionado em 2026)
  • Samoa Americana
  • Guam
  • Palau
  • Anguilla
  • Ilhas Virgens Americanas

 

INDICE DE SIGILO FINANCEIRO (TAX JUSTICE NETWORK)
Diferente das listas oficiais, a ONG Tax Justice Network aponta países que, embora não sejam “paraísos” no sentido clássico de imposto zero, oferecem leis de sigilo que facilitam a evasão fiscal global. Os principais nomes em 2025/2026 são:

  • Estados Unidos (especialmente estados como Delaware, Dakota do Sul e Nevada)
  • Suíça
  • Singapura
  • Hong Kong
  • Luxemburgo

 

#Flavio Bolsonaro

Credores veem blefe de Ometto em ameaça de saída da Raízen

18/05/2026
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Entre os credores da Raízen, há quem interprete a possibilidade da Cosan de deixar a companhia, informação que correu no mercado na última sexta-feira, como um blefe de Rubens Ometto. A leitura é que o empresário estaria usando a ameaça para tentar inverter a correlação de forças da negociação justamente no momento em que cresce a pressão de bancos e bondholders para que ele deixe a presidência do conselho da Raízen como parte da reestruturação financeira da empresa. É quase uma bala de prata.  Por essa lógica, a hipótese de saída seria um artifício para forçar credores, Shell e mercado a confrontarem um cenário desconfortável: quem assumiria o ônus político, financeiro e operacional da companhia sem a Cosan? A avaliação de aliados do empresário é que, apesar da crise, a presença de Ometto ainda funciona como uma espécie de âncora de estabilidade institucional para a empresa. Sua deserção abrupta poderia agravar a percepção de risco da Raízen, dificultar a captação de recursos, pressionar ainda mais os títulos da companhia e elevar o custo da própria reestruturação. Ao lançar mão de uma renúncia à lá Jânio Quadros – no caso do presidente da República, o tiro saiu pela culatra -, Ometto buscaria também evitar uma diluição excessiva da sua participação na conversão de dívida em ações e aumentar o poder de barganha da holding nas negociações com bancos e bondholders. Pode ser, pode não ser, mas situações limítrofes – como parece ser o caso da Raízen e da Cosan – exigem movimentos limítrofes.

#Raízen

Santos nem precisou virar SAF para ter um “dono”

18/05/2026
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Hoje é dia D para se saber se Neymar vai ou não à Copa do Mundo. Mas uma certeza já se tem: convocado ou não, o jogador virou uma espécie de acionista informal do Santos. O camisa 10 é credor, parceiro comercial e beneficiário direto de receitas do clube. Oficialmente, o Santos reconhece uma dívida de R$ 90,5 milhões com Neymar, notadamente com sua empresa NR Sports. Porém, no entorno do atleta, a informação é que o valor total já passa dos R$ 100 milhões.  Entre outras rubricas, R$ 26 milhões de um contrato vencido, além de R$ 64,5 milhões em 43 parcelas de R$ 1,5 milhão a partir de junho, corrigidas por índice de inflação. Neste momento, Neymar é o virtual proprietário do CT Meninos da Vila, dado como garantia aos passivos. Mas não é só. O jogador teria participações de até 80% em contratos de marketing firmados pelo clube. São receitas que estão empenhadas em nome do atleta. Ou seja: a rigor, o Santos nem precisou virar formalmente uma SAF para ter um acionista. Neymar manda e desmanda no clube que o formou.

#Neymar

Miriam Belchior entra em campo na tentativa de destravar leilão de Itajaí

18/05/2026
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A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, foi escalada para destravar a concessão do canal de acesso do complexo portuário Itajaí-Navegantes. Segundo informações que circulam em Brasília, nos últimos dias ela fez uma série de gestões junto a ministros do TCU na tentativa de reduzir resistências ao projeto – o julgamento do processo na Corte está previsto para amanhã. O governo trata a concessão como uma peça razoavelmente relevante. Sem as obras de dragagem, não há possibilidade de o Ministério dos Portos e Aeroportos deslanchar a licitação do próprio Porto de Itajaí. A ideia inicial era realizar o leilão ainda neste ano, mas a operação já foi empurrada para 2027. Além disso, a oferta do canal de Itajaí é vista como uma ponte para a concessão de acessos em outros portos, como Santos, Bahia e Rio Grande. O projeto em Santa Catarina prevê contrato de 25 anos e investimentos superiores a R$ 311 milhões, com obras de dragagem e infraestrutura para permitir que o complexo receba navios de até 400 metros e alcance calado de 16 metros a partir do quarto ano. Hoje, as limitações de profundidade e a instabilidade da dragagem reduzem a competitividade de Itajaí, especialmente em cargas conteinerizadas.

#Miriam Belchior

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