Arquivo Notícias - Página 188 de 1965 - Relatório Reservado

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Canopy prepara lançamento de dívida de olho em aquisições

6/08/2025
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Corre no mercado que a Canopy, startup da área de softwares, está prestes a tirar do forno uma emissão de dívida. Potenciais investidores já estariam sendo sondados. O valor giraria em torno de US$ 50 milhões. O reforço de caixa se juntaria aos US$ 100 milhões recebeu recentemente em uma rodada de capitalização encabeçada pela brasileira Cloud9 e pela gestora norte-americana Bessemer. Com munição no coldre, a Canopy vai partir para a aquisição de empresas na área de tecnologia.

#Canopy #Startup #Tecnologia

Trump já dá terras raras brasileiras como favas contadas

6/08/2025
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Donald Trump, ao que parece, conseguiu o que os Estados Unidos desejavam há décadas: o direito preferencial de importação do excedente da extração de terras raras do Brasil. A contrapartida vigoraria a contar do acordo para redução das sobretaxas impostas ao país.

A forma despretensiosa como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que os minerais críticos serão uma moeda de troca importante para a diminuição das tarifas demonstra o quanto o Brasil está disposto a se ajoelhar a Trump. Haddad não diria o que disse se já não soubesse as cenas dos próximos capítulos. É sintomático que Lula tenha convenientemente se calado diante da postura do “leva o que quiser” adotada publicamente por seu ministro. Ajoelharam-se todos. Mesmo sabendo da importância estratégica das terras raras ou mesmo que a desistência camuflada do fim da soberania sobre minérios nucleares pode levar a algum transtorno com os chineses, nosso principal parceiro comercial. Governar é gerenciar riscos. Espera-se que Lula tenha acertado na conta.

O domínio chinês nessa área é absoluto. O país asiático é detentor do primeiro lugar no ranking dos maiores depósitos de terras raras. O Brasil aparece no segundo posto, empatado com a Rússia. Em terceiro vem a Índia, outra nação que começa a sofrer as dores do tacape de Trump. A China também é o maior importador do minério brasileiro (60,8%), seguida da França (19,6%) e do Japão (8,5%).

Se existissem coincidências, elas explicariam o fato de que os três países com maiores reservas das terras raras são membros dos BRICs. Mas o RR não acredita em coincidências. Aliás, vem alertando para o assunto recorrentemente – leia aqui:

As terras raras já foram tratadas como assunto de Segurança Nacional no Brasil. A história do pantagruélico interesse dos EUA pelos minérios críticos nacionais é matusalêmica. Dois acordos estranhamente redigidos, o primeiro em 1945, e o segundo em 1952, organizavam a exportação de monazita em grandes quantidades, sem compensação específica para o Brasil.

Documentos dos governos brasileiro e norte-americano, pesquisas acadêmicas, notícias de jornais da época e fotografias de arquivos públicos comprovam o envio de areia monazítica de Guarapari e de outros municípios capixabas, do Rio de Janeiro e da Bahia para os Estados Unidos – além de França, Alemanha e Inglaterra –, desde o fim do século XIX até a década de 1960. Muitas vezes o envio era feito a “preço de banana” ou de forma clandestina, com a monazita declarada como areia comum para preencher o lastro dos navios.

Em 1946, o Conselho de Segurança Nacional pediu que o primeiro acordo fosse denunciado, mas as exportações continuaram, além do contrabando, que gerou ação disciplinar em 1952. A baderna foi contida em parte.

Hoje, a regulamentação da exploração e produção de terras raras está sob jurisdição do Ministério de Minas e Energia, com o apoio do Departamento Nacional da Produção Mineral. Mas o rigor do controle da política para as terras raras é o próprio espelho da expressão facial do ministro Alexandre da Silveira.

Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungman, a maior reserva de terras raras do Brasil está em Serra Verde, Goiás. A empresa Serra Verde Pesquisa e Mineração já fincou seus pés em Minaçu, região norte do estado, e é a única mineradora fora da Ásia a produzir em escala comercial quatro elementos magnéticos essenciais: disprósio (Dy) e térbio (Tb), além de neodímio (Nd) e praseodímio (Pr).

A Serra Verde se apresenta como empresa brasileira, com sede no estado de Goiás, mas tem entre seus investidores de referência o fundo americano Denham Capital Management. Por alguma triangulação de difícil compreensão, a Serra Verde exporta a maior parte da sua produção para a China. Mistério!

Além dela, cinco outras empresas mineram tório, mas em muito menor escala. Somente uma é realmente de capital nacional. O tório, que é a pedra preciosa a ser extraída das terras raras, pouco é mencionado. Fala-se mais na monazita, que contém tório, bastnasita, xenotima e loparita e as argilas lateríticas, todos com maior função econômica.

O Ministério de Minas e Energia destaca como elementos de relevo a bastnasita e xenotima. Quem? Engraçado realmente ninguém falar no tório. Talvez haja alguma intenção de disfarce no silêncio em relação ao mineral.

O tório assumiu uma importância estratégica para os chineses. Neste ano, o país asiático conseguiu pela primeira vez na história reabastecer um reator nuclear com tório – elemento radioativo – sem precisar desligar o equipamento. O teste foi realizado em um reator localizado no Deserto de Gobi, no noroeste da China.

Segundo informações do jornal estatal chinês Guangming Daily, a unidade experimental pode gerar 2 megawatts de energia, utilizando sal fundido para transportar o combustível, tendo o tório como fonte nuclear geradora.

O tório, assim como as terras raras, é de difícil processamento. As principais reservas desse minério estão na Índia e China. O Brasil vem em sétimo lugar. Se juntarmos os três países, eles somam mais da metade das reservas planetárias de tório. Coincidência que os três sejam os founding fathers dos BRICs? O RR, como já dito, não acredita em coincidências.

#Donald Trump

Auren avalia nova emissão de títulos para reduzir a carga do seu passivo

6/08/2025
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Há um burburinho no mercado que a Auren Energia, leia-se Grupo Votorantim e a canadense CPP Investments, tem planos de realizar uma nova emissão de debêntures até o fim do ano. Os títulos seriam lastreados em metas de sustentabilidade. Em abril, a companhia lançou R$ 2 bilhões em debêntures incentivadas. O novo reforço de caixa, assim como anterior, se destinaria ao alongamento do passivo, hoje tratado como prioridade pela Auren. A aquisição da AES Brasil, no ano passado, esticou a corda da alavancagem. No primeiro trimestre, a relação dívida líquida/Ebitda chegou ficou em cinco vezes. Já foi pior: no fim do ano passado, o sarrafo bateu em 5,7 vezes. Mesmo com a redução nos três primeiros meses do ano, o patamar ainda está bem acima da média do setor de energia – em torno de três vezes. É de se imaginar que a questão cause desconforto, sobretudo, entre os Ermírio de Moraes, historicamente conhecidos por manter uma gestão de caixa conservadora na Votorantim, com níveis de endividamento mais palatáveis.

#Auren

Andrade Gutierrez busca uma luz no fim do túnel Santos-Guarujá

6/08/2025
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A Andrade Gutierrez busca no mercado um parceiro para disputar o leilão de concessão do túnel Santos-Guarujá, marcado para 5 de setembro. Segundo informações filtradas pelo RR, há conversas com duas importantes gestoras de private equity já com investimentos significativos na área de infraestrutura. A Andrade Gutierrez ficou sozinha no asfalto depois que a construtora italiana WeBuild, com a qual negociava uma dobradinha, atravessou para o outro lado da pista e fechou uma parceria com a Marquise Infraestrutura. O túnel Santos-Guarujá desponta como uma das maiores licitações da área de transporte previstas para o segundo semestre, com investimento total de R$ 6 bilhões. Mais do que isso, no entorno do governador Tarcísio de Freitas o leilão é tratado como uma reluzente vitrine política e eleitoral da sua gestão na área que é o seu habitat natural, o setor de infraestrutura.

#Andrade Gutierrez

Nomeação de Wadih Damous para a ANS é prioridade no Palácio do Planalto

6/08/2025
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O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, negocia com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, uma espécie de fast track para votar em plenário a nomeação de Wadih Damous à diretoria-geral da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A indicação entraria logo na primeira leva de apreciação dos 22 nomes apresentados pelo Palácio do Planalto para preencher vagas em 10 agências reguladoras. Prioridade é prioridade. A indicação de Damous, ex-presidente da OAB-RJ, é um movimento pessoal de Lula.

#ANS

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