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Marina Silva não ganha uma no Congresso
7/08/2025
O furacão Trump e o nacionalismo brasileiro
7/08/2025O furacão Trump vem incomodando e irritando a Deus e a todo mundo, desde que ele ganhou a eleição, provocando animosidade e revolta. Mas o fato real é que sua arrogância não conseguiu esconder as fraquezas cravadas em sua própria testa: “Make America Great Again”. Parece que o império americano, que já foi tão grande, deixou mesmo de ser. Assi como parece que Trump se tornou a busca da dignidade perdida. Dificilmente os Estados Unidos voltarão a ser tão grandes quanto no passado, e o “Maga” não é apenas uma frase de efeito, mas o sinal de debilidade que vinha se agravando por surtos desde o início dos anos 70.
O fato paradoxal é que a globalização dos anos 90, que deixou o Brasil de calças curtas, pode ter sido o último soluço de grandeza do império americano, que brotou dos escombros da velha União Soviética como o momento triunfal do liberalismo e da democracia. É surpreendente. Parece que a globalização americana deu errado… para os americanos! Mesmo com o enriquecimento colossal das big techs. Não obstante o poder mundial do capital financeiro, os Estados Unidos se protegem graças às lamúrias de Trump no altar dos sacrifícios de um liberalismo que parecia triunfal. Agora, ele o líder está tentando se livrar da ordem global a picaretas, quem sabe para inventar uma outra que lhe pareça melhor.
A demolição das instituições globais provoca protestos e revoltas, mas, para nós, brasileiros, pouco há do que lamentar. A globalização foi a grande madrasta do Brasil e não temos por que chorar no seu enterro, e muito menos no altar dos sacrifícios de um multilateralismo que pouco fez por nós. Na verdade, muita coisa permanece errada no multilateralismo tosco das Nações Unidas: as guerras incontroláveis e fratricidas que prosperam sob o olhar complacente do Conselho de Segurança da ONU; o acordo global sobre as mudanças climáticas, que já vem se arrastando há décadas sem produzir nenhum resultado; e o planeta Terra que já alcançou 1,5oC de aumento da temperatura global, ultrapassando o seu limite e aproximando-se de uma calamidade global.
Também pudera: seis países do mundo são os grandes poluidores que não assumem sua responsabilidade, enquanto os quase 200 restantes não emitem nada. Apenas participam como figurantes e vítimas que não mandam nada. É a tragédia dos Commons que respondem pelos crimes de uma minoria que tem poder de veto. As decisões são tomadas por unanimidade nesse falido sistema multilateral! Ninguém lamenta o morticínio que continua no coração da África. E o Haiti, continua violento, ignorando as tentativas frustradas das Nações Unidas de organizar o caos.
No caos da Era Trump estamos cercados pelo inesperado e pelas incertezas. Às vezes positivos. A última surpresa foi assistir ao ressurgimento no Brasil do pulsante nacionalismo que há muito parecia ter sido enterrado pela globalização. E o mais curioso é que este nacionalismo se espalhou no espectro político brasileiro, cobrindo de A a Z e chegando até os redutos do povão. Ouvimos daqui e dali vozes de admiração por uma “Embraer é nossa” e que trouxe de volta o orgulho perdido. Até o presidente Lula vem declarando solenemente que “o Brasil é nosso e nossos minerais estratégicos não estão à venda. Uma boa intenção logo desmentida por seu angustiado e menos patriótico ministro da Fazenda. Os minerais estratégicos, afinal, estão ou não estão à venda?
Denúncias da Trela miram na Shopper para acertar o iFood
7/08/2025Em meio à chegada de um forte competidor ao Brasil, leia-se a chinesa Meituan, o iFood é alvo de novas acusações de práticas anticoncorrenciais no mercado de delivery. O RR apurou que a Trela, startup de entregas, está acionando o Cade. O objetivo é que o órgão antitruste investigue o real nível de ingerência do iFood na gestão do Shopper.
O caso é cheio de caminhos oblíquos. Formalmente, o iFood não passa de um investidor minoritário da Shopper, a partir do aporte de capital feito em outubro do ano passado. Portanto, a rigor não teria qualquer participação na condução da estratégia de negócios da empresa. Pode ser que sim; pode ser que não.
Segundo as denúncias que chegam ao Cade, a Shopper não passaria de um biombo usado para encobrir condutas anticompetitivas. Na prática, o iFood não apenas teria assumido as rédeas da gestão executiva como estaria usando a startup para impor estratégias comerciais abusivas e minar outras plataformas de delivery que atuam no Brasil.
A principal acusação é que a Shopper estaria forçando parceiros comerciais, mais precisamente redes de supermercados, a fechar acordos de exclusividade em troca de apoio financeiro. Coincidência ou não, em 2023 o próprio iFood foi flagrado em conduta semelhante. Para se livrar da investigação, fechou um Termo de Compromisso de Cessação (TCC) com o Cade.
Nos bastidores, fontes próximas à Trela insinuam que o iFood estaria utilizando a Shopper para driblar o acordo firmado com o órgão antitruste. Ou seja: seria uma espécie de “outsorcing” de práticas anticompetitivas.
As denúncias contra a Shopper, ou melhor, contra o iFood, se dão no momento em que este último anuncia seu maior plano de investimentos no Brasil, da ordem de R$ 17 bilhões. Ressalte-se que, além da esfera administrativa, o caso pode parar também na Justiça.
No mês passado, a Trela, fundada por Guilherme Nazareth, apresentou denúncia contra a Shopper ao Ministério Público do Estado de São Paulo. Em conversa com o RR, Nazareth disse que “Diante de indícios de práticas que extrapolam os limites da competição justa, estamos avaliando todas as medidas cabíveis para garantir que o setor continue aberto à pluralidade de soluções e modelos. Acreditamos que os consumidores devem ter liberdade de escolha, e que nenhum agente de mercado deve utilizar sua posição para restringir ou sufocar alternativas legítimas”.
O empresário confirma que “a principal denúncia diz respeito à adoção de contratos de exclusividade com fornecedores, que passaram a impedir explicitamente a venda de seus produtos na Trela — em alguns casos, inclusive em outros canais também”.
De acordo com Nazareth, que ocupa também o cargo de CEO da Trela, “esses contratos, segundo relatos dos próprios fornecedores, surgiram de forma repentina e com cláusulas que limitam sua liberdade comercial, impactando diretamente a pluralidade de ofertas no mercado”.
Perguntado especificamente sobre uma suposta ingerência do iFood na gestão do Shopper, Nazareth afirmou que “A Trela não comenta estruturas societárias de outras empresas. No entanto, observa com atenção semelhanças entre práticas adotadas e seus impactos no mercado, especialmente quando há restrições impostas a fornecedores ou movimentos que possam limitar o acesso dos consumidores a diferentes opções”.
Também procuradas, iFood e Shopper não se manifestaram.
Após corte na remuneração, dirigentes da Oi ensaiam revoada
7/08/2025NR: A Oi procurou o RR para esclarecer que não procede a informação de seus altos executivos estejam se desligando da companhia. Segundo a empresa, “não há qualquer processo de desligamento em curso relacionado ao que foi divulgado”.
Nem tudo é o que parece ser na troca de controle do Grupo Safras
7/08/2025A recém-anunciada transferência do controle do Grupo Safras para a AM Agro, de Marcos Teixeira, seria apenas um rito de transição. O que se diz à boca miúda no setor é que a gestora estaria apenas esquentando o lugar para outros investidores que assumiriam mais à frente uma posição majoritária. Uma das possibilidades sobre a mesa seria a conversão de debt em equity, com a entrada dos credores no capital – entre eles Banco do Brasil e Caixa. Nesse redesenho, até mesmo as famílias Moraes e Rossato, até pouco tempo controladoras da companhia e agora acionistas minoritárias, deixariam o negócio de vez. A ver. Seria mais um ziguezague na sinuosa trajetória do Grupo Safras nos últimos meses. Um dos maiores distribuidores de insumos agrícolas do Brasil – em 2023, chegou a ter uma receita de R$ 7 bilhões -, a companhia atravessa uma delicada situação financeira. Com uma dívida de mais de R$ 2 bilhões, nos últimos meses tentou por três vezes entrar em recuperação judicial. Todos os pedidos foram negados pela Justiça do Mato Grosso. Sem a proteção da recuperação judicial, o Grupo Safras está ao relento. Credores têm executado garantias, tomando unidades de armazenamento e máquinas da companhia.