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Destaque

Denúncias da Trela miram na Shopper para acertar o iFood

7/08/2025
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Em meio à chegada de um forte competidor ao Brasil, leia-se a chinesa Meituan, o iFood é alvo de novas acusações de práticas anticoncorrenciais no mercado de delivery. O RR apurou que a Trela, startup de entregas, está acionando o Cade. O objetivo é que o órgão antitruste investigue o real nível de ingerência do iFood na gestão do Shopper.

O caso é cheio de caminhos oblíquos. Formalmente, o iFood não passa de um investidor minoritário da Shopper, a partir do aporte de capital feito em outubro do ano passado. Portanto, a rigor não teria qualquer participação na condução da estratégia de negócios da empresa. Pode ser que sim; pode ser que não.

Segundo as denúncias que chegam ao Cade, a Shopper não passaria de um biombo usado para encobrir condutas anticompetitivas. Na prática, o iFood não apenas teria assumido as rédeas da gestão executiva como estaria usando a startup para impor estratégias comerciais abusivas e minar outras plataformas de delivery que atuam no Brasil.

A principal acusação é que a Shopper estaria forçando parceiros comerciais, mais precisamente redes de supermercados, a fechar acordos de exclusividade em troca de apoio financeiro. Coincidência ou não, em 2023 o próprio iFood foi flagrado em conduta semelhante. Para se livrar da investigação, fechou um Termo de Compromisso de Cessação (TCC) com o Cade.

Nos bastidores, fontes próximas à Trela insinuam que o iFood estaria utilizando a Shopper para driblar o acordo firmado com o órgão antitruste. Ou seja: seria uma espécie de “outsorcing” de práticas anticompetitivas.

As denúncias contra a Shopper, ou melhor, contra o iFood, se dão no momento em que este último anuncia seu maior plano de investimentos no Brasil, da ordem de R$ 17 bilhões. Ressalte-se que, além da esfera administrativa, o caso pode parar também na Justiça.

No mês passado, a Trela, fundada por Guilherme Nazareth, apresentou denúncia contra a Shopper ao Ministério Público do Estado de São Paulo. Em conversa com o RR, Nazareth disse que “Diante de indícios de práticas que extrapolam os limites da competição justa, estamos avaliando todas as medidas cabíveis para garantir que o setor continue aberto à pluralidade de soluções e modelos. Acreditamos que os consumidores devem ter liberdade de escolha, e que nenhum agente de mercado deve utilizar sua posição para restringir ou sufocar alternativas legítimas”.

O empresário confirma que “a principal denúncia diz respeito à adoção de contratos de exclusividade com fornecedores, que passaram a impedir explicitamente a venda de seus produtos na Trela — em alguns casos, inclusive em outros canais também”.

De acordo com Nazareth, que ocupa também o cargo de CEO da Trela, “esses contratos, segundo relatos dos próprios fornecedores, surgiram de forma repentina e com cláusulas que limitam sua liberdade comercial, impactando diretamente a pluralidade de ofertas no mercado”.

Perguntado especificamente sobre uma suposta ingerência do iFood na gestão do Shopper, Nazareth afirmou que “A Trela não comenta estruturas societárias de outras empresas. No entanto, observa com atenção semelhanças entre práticas adotadas e seus impactos no mercado, especialmente quando há restrições impostas a fornecedores ou movimentos que possam limitar o acesso dos consumidores a diferentes opções”.

Também procuradas, iFood e Shopper não se manifestaram.

#iFood #Trela

Venture capital

Dona do iFood traz startup espanhola para o Brasil. O que virá depois?

16/05/2025
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A startup espanhola Luzia vai se instalar no Brasil. A decisão deve ser creditada na conta da Prosus Ventures, braço de venture capital da Prosus, dona do iFood. O grupo de origem holandesa capitaneou o recente aporte de US$ 13,5 milhões na empresa de tecnologia ibérica. E teria se comprometido a injetar mais recursos para impulsionar o crescimento da startup no mercado brasileiro. A Luzia, que desenvolveu uma assistente pessoal baseada em inteligência artificial, já vende seus serviços no Brasil. Agora decidiu se instalar fisicamente por aqui, com a abertura de um escritório em São Paulo. A Prosus, como sempre, deve estar enxergando longe. Quem sabe não está vislumbrando a possibilidade de algum crossover entre o sistema assistência da Luzia e o serviço de entregas do iFood?

#iFood

Empresa

Será mesmo que a Meituan vem ao Brasil para concorrer apenas com o iFood?

13/05/2025
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O vice-presidente, Geraldo Alckmin, está com os ouvidos zumbindo devido a enxurrada de telefonemas que vem recebendo de empresários, notadamente do varejo. O motivo de tantas consultas é a ausência de maiores explicações sobre os investimentos chineses anunciados no setor. Na listagem dos acordos que somam R$ 27 bilhões está destacada uma parcela expressiva de recursos para o segmento varejista. O dinheiro viria por meio de uma única empresa, a plataforma de delivery Meituan, que, sozinha, aplicaria R$ 5 bilhões. A narrativa do ingresso bilionário da companhia tem sido feita em torno de uma competição direta com o iFood. Não é assim que acontece na China. A ilusão é que a plataforma chinesa vai concentrar suas operações em alimentos. Um discurso ingênuo. Os orientais vendem e entregam quase todos os bens de consumo. Os mais ansiosos nas consultas são os empresários do e-commerce.  Alckmin também é ministro da Indústria e Comércio e presidente em exercício. Segundo a fonte do RR, o vice tem acalmado aos que lhe procuraram afirmando que o assunto ainda será debatido e, se necessário, regulamentado com as devidas ressalvas. Mas não deixa de ser autoexplicativo que os chineses tenham repartido um montante proporcionalmente tão grande para investir em um negócio de delivery se não for para vender seus produtos no Brasil. Ainda mais agora, em que as tarifas americanas não voltarão ao mesmo patamar de antes, conforme afirmam todos os especialistas.

#alimentação #iFood #Meituan

Destaque

iFood fecha mais uma porta para a concorrência no Brasil

23/04/2025
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O RR apurou que o iFood negocia uma parceria com a Mottu, startup especializada na locação de motos e em serviços logísticos. Os mais de cem mil entregadores clientes desta última vão fortalecer o sistema de envios da plataforma de delivery de refeições. O timing do acordo é mais do que emblemático.

A parceria se dá justo no momento que o iFood está prestes a ganhar um velho e um novo competidor no país. O “velho” é o 99Food, do conglomerado chinês de tecnologia Didi, que anunciou seu retorno ao Brasil, com um investimento da ordem de R$ 1 bilhão. O “novo” é a também chinesa Meituan, que deverá iniciar sua operação no país ainda neste ano.

Os asiáticos têm calorias de sobra para incomodar a supremacia do iFood em terras brasileiras. Uma das maiores plataformas de entrega de refeições da China, a Meituan soma mais de 30 bilhões de pedidos por ano e faturamento superior a US$ 46 bilhões. Procurados pelo RR, iFood e Mottu não se pronunciaram até o fechamento desta matéria.

A parceria com a Mottu tem tudo para reacender os questionamentos aos métodos do iFood no Brasil.

Trata-se de um acordo de exclusividade, que permitirá à plataforma de delivery amarrar milhares de entregadores clientes da startup. Ou seja: o iFood, que já detém mais de 70% das entregas de refeições no país, faz mais um movimento estratégico para aumentar sua concentração de market share. A empresa controlada pela holandesa Prosus é recorrentemente contestada por suas práticas comerciais no Brasil.

Em fevereiro de 2023, a companhia chegou a firmar um acordo com o Cade, comprometendo-se a não fechar acordos de exclusividade com redes de restaurante com mais de 30 lojas. Ainda assim, é difícil furar a hegemônica posição do iFood no mercado brasileiro. A própria saída da 99Food do Brasil, em 2023, se deu pela dificuldade de competir com a empresa. Foi o mesmo motivo que levou o Uber Eats a encerrar suas atividades no país.

#iFood

Destaque

Está cada vez mais difícil pedir comida no Brasil se não for no iFood e no Rappi

16/12/2024
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A saída do supermercado digital Justo do Brasil coloca o iFood e o Rappi na mira do Cade. A desistência da startup mexicana em operar no país aumenta a percepção de que existe um duopólio praticamente intransponível no setor de delivery de alimentos. Um a um, quase todos os principais concorrentes da calórica dupla ou deixaram o Brasil, caso também do Uber Eats e da 99 Food, ou foram engolidos, como a Box Delivery, adquirida pelo Rappi no ano passado, e a Pedido Já e SiteMercado, comprados pelo iFood.

Juntos, iFood e Rappi já detêm mais de 80% dos pedidos a restaurantes e mercados no país, um negócio que movimenta cerca de R$ 140 bilhões por ano. É muita comida no prato de poucos. E, a julgar por movimentos já em curso no mercado, essa concentração tende a se acentuar, sobretudo em relação ao iFood.

No mês passado, a empresa anunciou a compra de uma participação minoritária no aplicativo de supermercados online Shopper. O percentual não foi divulgado. No entanto, entre os investidores do setor, ninguém acredita que a plataforma controlada pela holandesa Prosus, gigante global dos investimentos em tecnologia, tenha se sentado à mesa para ser mandada e não para mandar.

Há quem diga que o iFood já calculou milimetricamente cada um dos próximos passos. Sua estratégia seria aumentar gradativamente a participação no Shopper até fisgar o controle da empresa, uma forma exatamente de não atiçar os órgãos antitruste.

Essa dissimulada expansão se aplicaria também a outro negócio. Em fevereiro deste ano, o iFood firmou um acordo com o Daki, aplicativo de entrega de compras com presença em São Paulo e Belo Horizonte.

No que depender do seu apetite, para essa parceria ganhar forma de um M&A seria um triscar de dedos. São dois unicórnios, mas um com uma protuberância córnea bem maior do que o outro. O Daki já foi precificado em US$ 1,3 bilhão – ainda que em sua mais recente capitalização, em janeiro deste ano, o valuation tenha caído para US$ 850 milhões, o que tecnicamente o transforma em um ex-unicórnio. Por sua vez, o iFood vale mais de US$ 5 bilhões.

O Uber Eats é um caso emblemático. O gigante global do mercado de delivery, com atuação em mais de seis mil cidades de 45 países, deixou o Brasil em 2022 dizendo ser impossível competir com as “barreiras artificiais impostas pelo iFood com sua conduta exclusionária”. Era uma referência aos contratos de exclusividade mantidos pela concorrente com restaurantes. A prática foi alvo de investigação do próprio Cade. Em fevereiro do ano passado, o iFood firmou um TCC (Termo de Compromisso de Cessação) com o órgão antitruste, com cláusulas para limitar os acordos de exclusividade.

#Cade #iFood #Rappi

Negócios

Daki divide a mesa com um parceiro guloso demais

23/10/2024
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No mercado de venture capital, há o entendimento de que a plataforma de entregas Daki fez um movimento com uma razoável dose de risco ao firmar uma parceria com o iFood. Na prática, o negócio parece ser bom para ambas as partes. O iFood, que desativou seu sistema próprio de entregas ultrarrápidas no início deste ano, passou a oferecer o serviço por meio da plataforma da Daki.

Esta última, por sua vez, encontrou na aliança uma forma de ganhar escala e aumentar o número de clientes. A questão é que o iFood tem fama no setor de ser parceiro apenas de si mesmo. A empresa é vista como um triturador de concorrentes, vide a saída do Uber Eats no Brasil.

Investidores de venture capital enxergam a possibilidade de o iFood se aproveitar do acordo para impor condições restritivas, minar a posição da Daki e, eventualmente, até mesmo dar o bote sobre a “parceira”. A ver. Do lado da startup brasileira, talvez seja um risco calculado de quem não tem muita margem de manobra neste momento.

A Daki perdeu o status de unicórnio, freou sua expansão para outras cidades do país, basicamente limitando-se à Grande São Paulo e Belo Horizonte, redesenhou sua estrutura de dark stores e promoveu demissões.

#Daki #iFood

Empresa

Plataforma de delivery do Magazine Luiza faz dieta forçada

27/02/2023
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A recente demissão de 70 funcionários é apenas o sintoma mais visível da indigestão do Aiqfome, aplicativo de entregas controlado pelo Magazine Luiza. Segundo o RR apurou, a rede varejista de Luiza Helena Trajano não demonstra apetite para fazer novos aportes no negócio, comprado em 2020. Ao mesmo tempo, o Aiqfome estaria sofrendo com a baixa rentabilidade. Apesar do esforço para expandir sua área de atuação – já são mais de 800 municípios -, a empresa não tem conseguido transformar o avanço territorial em aumento dos lucros. Ressalte-se, sobretudo, a dificuldade de entrar em cidades maiores, com mais de 500 mil habitantes. Na maioria dos casos, são regiões blindadas pelo iFood, com suas controversas e agressivas estratégias comerciais, notadamente acordos de exclusividade com restaurantes. Neste mês, a plataforma fechou um acordo com o Cade. Comprometeu-se a encerrar contratos de exclusividade com redes de restaurante que tenham mais de 30 lojas. A interferência do órgão antitruste chegou tarde demais para diversos concorrentes do iFood que não conseguiram sobreviver nesse mercado e encerraram suas atividades, inclusive o gigante Uber Eats. A ver se ainda veio a tempo para o Aiqfome manter seu lugar à mesa. Procurado pelo RR, o Magazine Luiza não se pronunciou.

#iFood #Magazine Luiza #Uber Eats

Negócios

Prosus estuda novo aporte no iFood

18/11/2022
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No mercado de venture capital corre a informação de que a Prosus, braço de investimentos da sul-africana Naspers, prepara um novo aporte de capital no iFood. O grupo, que já era dono de 67% do aplicativo de entregas por intermédio da Movile, assumiu o controle integral em agosto ao comprar a participação da Just Eat Holding Limited. O iFood é um dos unicórnios mais bem sucedidos do mercado brasileiro, ainda que às custas de pesados aportes. O mais recente, ainda que de forma indireta, se deu em agosto do ano passado, quando a Prosus injetou R$ 1 bilhão na Movile.

#iFood #Prosus

Negócios

iFood entra na ceia de Natal do Cade

25/10/2022
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O RR teve a informação de que o Cade deverá concluir em dezembro o inquérito administrativo contra o iFood. A plataforma de delivery é investigada por supostas práticas anticoncorrenciais, entre as quais a imposição de acordos de exclusividade a restaurantes. Como pano de fundo, há uma disputa encarniçada com a Rappi, que tem municiado o Cade com uma série de acusações contra o Ifood.

#Cade #iFood #Rappi

Muito apetite e pouca concorrência

5/08/2022
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Segundo o RR apurou, concorrentes do iFood têm alimentado o Cade de farta documentação sobre supostas práticas de concorrência desleal que seriam cometidas pela plataforma de delivery. Entre as acusações estariam a imposição de contratos de exclusividade e abuso de poder econômico, como empréstimos e subsídios a restaurantes, para amarrar seus parceiros. Por ora, o Cade trata as denúncias com cautela. Em contato com o RR, frisou que “as “referidas condutas estão em apuração, em fase de inquérito”. Ou seja: ainda não há processo administrativo corroborando a acusação. O iFood, por sua vez, afirma que “suas políticas comerciais estão em estrita conformidade com a legislação concorrencial e segue cooperando com as autoridades que tratam o assunto.”

#Cade #iFood

Concorrência com fome

4/07/2022
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É grande o apetite contra o iFood. O aplicativo de delivery Goomer vai se juntar à Rappi na ação movida contra o concorrente no Cade. O iFood é acusado de impor acordos de exclusividade e cláusulas draconianas a bares e restaurantes. Foi a principal razão para a Uber encerrar as atividades da divisão Uber Eats no Brasil.

#Cade #iFood #Rappi #Uber Eats

“Uberização”, sim, mas com limites

14/02/2022
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Má notícia para Uber, iFood, Rappi e congêneres. De acordo com uma fonte do próprio TST, dentro da Corte há um crescente entendimento quanto à existência de vínculo empregatício entre motoristas e entregadores de aplicativos com as respectivas empresas. Neste momento, esta seria, inclusive, a interpretação predominante entre os integrantes da Subseção Especializada em Dissídios Individuais 1. Uma forte sinalização neste sentido vem de um julgamento sobre o tema em curso na Sexta Turma do Tribunal. Dois ministros já votaram a favor da tese. Ambos fazem parte da Subseção I, que também deverá apreciar a matéria. Dos 11 ministros restantes, outros três já sinalizaram também votar pelo vínculo, de acordo com a mesma fonte. Ficaria faltando apenas um voto pró-trabalhadores.

#iFood #Rappi #Uber

Cozinha internacional

1/02/2022
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O iFood estuda abrir seu capital. Na Nasdaq.

#iFood #Nasdaq

Quanto apetite

9/08/2021
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Os acionistas do iFood estariam preparando uma nova rodada de capitalização.

#iFood

Multiplataforma

2/02/2018
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O conglomerado de mídia e tecnologia Naspers está garimpando fintechs no Brasil. O objetivo dos sul-africanos é investir em plataformas financeiras que tenham sinergia com seus demais negócios no país, como OLX, Buscapé e iFood.

#Buscapé #iFood #Naspers #OLX

Aplicativos

4/09/2017
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O grupo sul-africano Naspers, sócio do iFood e da OLX, está vasculhando o mercado brasileiro em busca de novos aplicativos de e-commerce. Em algumas incursões, conta com a colaboração do ex-presidente da Vivo e da Natura, Roberto Lima, membro do board do grupo.

#iFood #Naspers #OLX

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