Arquivo Notícias - Página 147 de 1965 - Relatório Reservado

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A gangorra da Hochschild Mining no Brasil

30/09/2025
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A Hochschild Mining vive um momento de contrastes no Brasil. A companhia inglesa vai investir cerca de US$ 250 milhões no projeto Monte do Carmo, a maior reserva de ouro já identificada no Tocantins. O grupo desembolsou US$ 60 milhões na compra da jazida junto à canadense Cerrado Gold. A Hochschild ainda está desenvolvendo os estudos de viabilidade, mas a previsão é que a produção em Monte do Carmo chegue a 100 mil onças de ouro por ano. Em contrapartida, os ingleses tiveram de reduzir significativamente as projeções para a produção de ouro na mina de Mara Rosa, em Goiás, fortemente afetadas por chuvas. A meta original era extrair até 105 mil onças neste ano. Agora, a produção não deve passar de 35 mil onças.

#Hochschild Mining #Mineração

China avança mais alguns hectares no agronegócio brasileiro

30/09/2025
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Química por química nada parece superar as relações entre Brasília e Pequim. O governo Lula está costurando um novo acordo com a China no agronegócio, que combina aumento das exportações de grãos e fomento à agricultura familiar no Brasil.

Segundo uma fonte do Itamaraty, as tratativas contemplam a concessão de crédito a pequenos e médios produtores para a aquisição de insumos e equipamentos agrícolas e construção de armazéns e silos, além de transferência de tecnologia para monitoramento de lavouras. Parte dos recursos deverá sair do Agricultural Development Bank of China (ADBC), banco estatal responsável por financiar projetos de política agrícola não apenas em território chinês, mas em países parceiros.

Como contrapartida, o crédito estará vinculado à garantia de fornecimento ao país asiático de parte da produção dos agricultores beneficiados e à compra preferencial de tratores e colheitadeiras junto a fabricantes chineses. É um jogo de ganha-ganha. Do seu lado, Pequim mira na segurança alimentar e na oportunidade de engendrar um mercado para sua indústria de máquinas agrícolas; do lado brasileiro, além de mais adubo nas relações bilaterais com a China, de quebra o acordo pode trazer dividendos adicionais.

Dentro do governo, há quem enxergue na iniciativa um potencial bônus político e eleitoral para Lula, na esteira dos recursos que vão cair na horta da agricultura familiar. O segmento concentra mais de 60% das pessoas que atuam na agropecuária no Brasil, algo em torno de 10 milhões de trabalhadores. Ao todo, são quase quatro milhões de estabelecimentos rurais de base familiar, que respondem por algo em torno de 23% da área plantada no país. É eleitor que não acaba mais.

A primeira semente do acordo foi plantada em maio, durante visita do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, a Pequim. Na ocasião, os dois países assinaram um memorando de entendimentos para impulsionar a mecanização e a tecnificação da agricultura familiar no Brasil. De lá para cá, as conversas avançaram.

A estatal Sinomach, uma das maiores indústrias de máquinas agrícolas da China, acena com a construção de duas fábricas de tratores no Brasil. A primeira delas deverá ficar no município de Maricá, na Região dos Lagos do Rio. No ano passado, a China enviou um lote de 30 colheitadeiras e plantadeiras para serem testadas no Rio Grande do Norte, a maior parte delas em áreas de plantio do MST.

Todos esses movimentos devem ser vistos como mais uma peça no quebra-cabeças geoeconômico que vem sendo montado pela China, com o objetivo de consolidar uma posição estratégica no agronegócio brasileiro. Não é de hoje que o Brasil ocupa uma posição de centralidade no suprimento proteico para a população chinesa.

São seguidos investimentos dentro desta lógica. Em menos de uma década, a Cofco International, umas das grandes tradings agrícolas do mundo, se tornou um dos três maiores compradores de grãos do Brasil – mais de 80% dos embarques têm como destino a China. Além disso, o conglomerado asiático controla estruturas de armazenagem e terminais graneleiros no país.

Paralelamente, a China firmou um acordo com o Brasil para investimentos na recuperação de 12 milhões de hectares de terras degradadas até 2030 – o equivalente a 12% da área total plantada no país.

#Agronegócio #China

Trafigura entra no páreo para ficar com operações da Raízen na Argentina

30/09/2025
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A trading Trafigura, com sede em Cingapura, está na disputa para a compra das operações da Raízen na Argentina. Tem como principal concorrente a holandesa Vitol. O pacote engloba uma refinaria localizada em Dock Sud, na Grande Buenos Aires, com capacidade para processar cem mil barris/dia, e uma rede com aproximadamente mil postos de combustíveis. Cosan e Shell, sócias da Raízen, perseguem um valor em torno de US$ 1,5 bilhão para a venda dos ativos. A empresa é a segunda maior distribuidora de derivados de petróleo da Argentina, atrás apenas da estatal YPF. Concentra 23% das vendas de gasolina e 16% no segmento de diesel. A entrada em cena da Trafigura pode levar a uma expressiva rearrumação desse mercado. O grupo é dono da rede de postos Puma, que detém aproximadamente 5% de market share. Com a aquisição dos ativos da Raízen, a empresa pularia automaticamente para o segundo lugar.

#Raízen

Francesa Trandesv busca um bilhete para o metrô de São Paulo

30/09/2025
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O que se ouve aqui e ali nos corredores do Palácio dos Bandeirantes é que a francesa Transdev pretende disputar a próxima rodada de concessões metroviárias em São Paulo. Executivos da empresa mantêm um canal de interlocução com assessores do governador Tarcísio de Freitas. O grupo mira nos leilões das linhas 10-Turquesa e 14-Ônix, que deverão ser realizados no primeiro trimestre do ano que vem. Somadas, as duas concessões têm previsão de investimentos da ordem de R$ 19 bilhões. Já há algum tempo, a Transdev ensaia investir no metrô de São Paulo. No ano passado, a empresa fez estudos avançados para concorrer na licitação do Lote Alto Tietê, leia-se as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Chegou, inclusive, a engatar uma parceria com o BTG. No entanto, na hora H, o banco tirou seu time de campo, o que forçou o recuo dos franceses.

#Trandesv

Bancada ruralista quer passar o trator em nova taxação das LCAs

30/09/2025
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A Medida Provisória 1.303/2025, apresentada pelo governo para compensar a revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), deve sofrer mais garranchos nos próximos dias. É grande a pressão da bancada ruralista para retirar do texto a proposta de aumento de 5% para 7,5% da alíquota do Imposto de Renda sobre as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio). A justificativa é que a elevação reduzirá consideravelmente a atratividade por um instrumento responsável por quase um terço do crédito agrícola na última safra. Nos corredores da Câmara, líderes da Frente Parlamentar da Agricultura cravam que a medida será derrubada na Casa. Nesse ritmo, a equipe econômica vai ter de apresentar uma MP para compensar a MP que compensaria a reversão do aumento do IOF.

#Bancada Ruralista

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