Arquivo Notícias - Página 148 de 1965 - Relatório Reservado

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Mubadala joga mais tempero no cardápio de negócios da Zamp

29/09/2025
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Com o fim da novela sobre o fechamento de capital da Zamp, o Mubadala pode finalmente se dedicar aos planos de reestruturação e expansão da holding de marcas de fast food. O maior desafio é estancar as seguidas perdas da empresa – no primeiro semestre do ano, o prejuízo acumulado bateu em R$ 116 milhões, praticamente igual ao resultado negativo registrado entre janeiro e junho de 2024 (R$ 118 milhões). O cenário mais provável é de uma reorganização implacável: renegociação de contratos de aluguel, cortes de lojas deficitárias e revisão de cardápios. O Mubadala não vai hesitar em serrar galhos que não dão frutos. A prioridade é o fortalecimento do Subway e, sobretudo, do Starbucks, que perderam caloria no Brasil com o desmoronamento financeiro do antigo detentor das duas bandeiras no país, a SouthRock. No caso do Burger King, carro-chefe da Zamp, a ordem de ceifar custos vem com decibéis ainda mais altos, dada a recorrente perda de rentabilidade da rede. Na comparação entre junho deste ano e junho de 2024, as margens caíram 2,27 pontos percentuais. No setor, o que se diz também é que o Mubadala poderá usar a Zamp como plataforma de experimentos em digitalização e tecnologia: automação de cozinhas, sistemas de pedidos 100% em app, programas de assinatura de café, fidelização agressiva e integração vertical com delivery. Procurada pelo RR, a Zamp não quis se pronunciar.

#Mubadala #zamp

Estado democrático de Direito vs. Estado de exceção

29/09/2025
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É voz corrente entre os chamados especialistas, e atualmente parece ao observador comum, estar a sociedade brasileira dividida, na política e também na economia, entre dois polos extremos. Os últimos julgamentos pela mais alta Corte do país revelam que o núcleo de uma dessas posições assumiu a defesa da anistia para os condenados pelo Supremo Tribunal Federal por crimes contra o estado democrático de direito e golpe de estado, dentre eles o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro.

Os defensores políticos dos condenados almejam obter, de modo geral, perdão ou anistia para os autores da depredação ocorrida na praça dos Três Poderes, em Brasília, a 8 de janeiro de 2023 e para os gerenciadores e articuladores das medidas que, se executadas, visariam depor do Poder quem legitimamente venceu as eleições populares.

No mundo jurídico, no entanto, tal gesto não faz parte da rotina, especialmente no campo processual, e isto porque se tem concebida a ideia de que a condenação penal, de modo geral, se é imposição de medida de força praticada pelo Judiciário contra o indivíduo tido como autor do crime, através da aplicação da pena de prisão, se dá para preservação da própria vida em sociedade; em defesa dos instintos da vida.

Em outras palavras: a condenação penal é muito menos nociva do que a agressividade dos crimes cometidos pelos condenados.

Na sociedade livre e democrática não se aceitam violações de direitos, individuais ou coletivos, como algo menor e sem importância. As instituições existem para regular a ordem social que permite a convivência pacífica e salutar entre os cidadãos e não para legitimar a balbúrdia e a desordem. Os rigores das leis também alcançam os comportamentos criminosos dos incivilizados e dos vândalos, mesmo que integrem a camada social mais poderosa do país.

Neste quadro, a Constituição da República proclamou o Brasil como estado democrático de direito. Não basta, entretanto, que o texto constitucional contenha este dispositivo para termos a garantia de que vivemos em ambiente democrático nem nos podemos iludir com a existência do referido diploma como fim em si mesmo. No Brasil, a história comprova através de exemplos eloquentes a quantidade de tentativas, algumas frustradas outras não, de solapar o poder através da violência.

Na sociedade democrática, os que pretendem usar o poder para oprimir estabelecem confronto permanente com o estado de direito e espera-se que nesses embates acabem por sucumbir, prevalecendo as razões das instituições como mediadoras desses conflitos. Tal se deu no julgamento da cúpula dos que tentaram o golpe cujo objetivo era o de abolir o estado democrático de direito e a partir daí passar a exigir a submissão da sociedade a seus abusos e desvios.

Perderam.
E por isso foram condenados. Muito bem condenados.
O estado de exceção, no entanto, continua ativo, sendo articuladas logo em seguida à proclamação do julgamento, em alguns setores da vida nacional, medidas com o objetivo de impor outros golpes de estado, para apagar o papel das instituições e desfazer a decisão da mais alta Corte do país.

Não se pode perder de vista que uma das características do estado de exceção é suprimir o Poder Legislativo e o Poder Judiciário. Afinal, foram esses os alvos do 08 de janeiro. Não cabe para os condenados pelo Supremo Tribunal Federal nenhum tipo de perdão, anistia ou redução das penas aplicadas. Se passasse, seria a vitória do estado de exceção sobre o estado democrático de direito.

Leonardo de Souza Chaves é Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e professor de Direito da PUC – RJ, colaborador especial do Relatório Reservado.

BTG amplia seu latifúndio florestal com aporte na Cosan

29/09/2025
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A entrada no capital da Cosan é uma operação de várias camadas para o BTG. O mercado começa a destrinchar outros negócios dentro do negócio que despertaram o interesse do banco de André Esteves.

É o caso da Radar, empresa de propriedades agrícolas pertencente ao grupo sucroalcooleiro e à Nuveen Natural Capital, por sua vez controlada pelo Teachers Insurance and Annuity Association of America (TIAA), o poderoso fundo de pensão norte-americano, com mais de US$ 1 trilhão de patrimônio.

Ao se associar à Cosan, o BTG coloca o pé, ainda que indiretamente, em um portfólio com 315 mil hectares em terras, avaliadas em mais de R$ 18 bilhões. Trata-se de um ativo que se encaixa à perfeição com o Timberland Investment Group (TIG), braço de gestão florestal do banco, um latifúndio com 3,8 milhões de hectares na América Latina e nos Estados Unidos e valuation superior a US$ 7,5 bilhões.

No mercado, surgiram, inclusive, rumores de que o acordo fechado com a Cosan permitiria ao BTG incorporar, desde já, a participação do grupo na Radar, assumindo, portanto, uma posição direta no capital da empresa. Consultado pelo RR, o banco negou. Está feito o devido registro. A Cosan, por sua vez, silenciou sobre o assunto, preferindo não comentar.

Pode ser que uma eventual consolidação da Radar venha apenas daqui a seis anos, quando o BTG terá a possibilidade de assumir o próprio controle da Cosan, com base no acordo firmado com Rubens Ometto. Pode ser que venha antes. Tudo tem seu tempo.

O fato é que, direta ou indiretamente, ao ter a Radar sob sua órbita, o banco de André Esteves amplia seu poder de fogo em um negócio estratégico. Por uma combinação de fatores – da busca por segurança alimentar às pressões do mercado por investimentos ESG –, terra tornou-se objeto de cobiça de fundos soberanos, private equities, grandes gestoras de previdência privada mundo etc.

Nos últimos três anos, por meio do Timberland Investments, o BTG tem feito investimentos contundentes nessa área, algumas ao lado de parceiros de peso.

Em agosto, por exemplo, o TIG se uniu à Klabin e à British Columbia Investment Management Corporation (BCI), um dos maiores investidores institucionais do Canadá, na criação de uma plataforma de terras florestais no Sul do Brasil.

Na paralela, o Timberland vem fechando acordos com grandes grupos internacionais, como a Microsoft e a Meta, dona do Instagram e do Facebook, para a venda de créditos de carbono.

#BTG #Cosan

Saúde é o que interessa: CVC Capital Partners ensaia nova aquisição no Brasil

29/09/2025
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A CVC Capital Partners é apontada no mercado como candidata à compra da Brasil Senior Living (BSL), holding que reúne hospitais de transição, residenciais para idosos e serviços de home care. A empresa foi colocada à venda pela francesa emeis, sua atual controladora. O grupo europeu, que adquiriu a BSL junto ao Pátria Investimentos há cinco anos, tem passado por um processo de desmobilização de ativos em vários países. A compra da empresa seria mais um passo da CVC com o objetivo de montar uma vertical de negócios na área de saúde no Brasil. O primeiro movimento nessa direção se deu em abril deste ano. Os norte-americanos desembolsaram R$ 1,5 bilhão na aquisição da GSH, empresa especializada em hemoterapia, terapia celular e medicina nuclear, até então controlada pela Rede D’Or e pela Opus Investimentos.

#CVC Capital Partners

Americanas avalia venda de um pedaço da Uni.Co

29/09/2025
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Os executivos da Americanas estão quebrando a cabeça em relação à Uni.Co, controlada que detém as marcas Imaginarium, MinD, Puket e Lovebrand. A empresa repousa sobre o balcão há meses, à espera de um comprador. Até agora, no entanto, não surgiu nenhuma proposta tida como aceitável. Na Americanas, já se cogita uma alternativa: a venda de um pedaço do negócio para um fundo de investimento. Por ora, a Uni.Co segue como uma máquina de moer dinheiro do grupo varejista de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. Recentemente, a Americanas precisou fazer um aporte de R$ 54 milhões na controlada para “manutenção de caixa e viabilização de operações no curso normal dos negócios”.

#Lojas Americanas

Depois da Previ, oposição quer devassa do TCU na Funcef

29/09/2025
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Parlamentares da oposição, notadamente do PL, se articulam para requerer ao TCU uma auditoria na Funcef. Miram no déficit atuarial da fundação, da ordem de R$ 13 bilhões, que exigiu um plano de equacionamento ao longo dos próximos quatro anos. Nesse período, tanto a mantenedora, a Caixa, quanto os beneficiários terão de arcar com contribuições adicionais para tapar o buraco da fundação. A abertura de um processo contra a Funcef pelo Tribunal de Contas seria mais um constrangimento político para o governo relacionado aos grandes fundos de pensão de estatais.  Não custa lembrar que a Previ já está na berlinda. Desde abril, o próprio TCU está fazendo uma devassa nas contas da entidade para apurar as razões de um prejuízo acumulado de R$ 17 bilhões. Sem entrar no mérito das suspeições, a oposição parece ter encontrado um prato cheio para atazanar o governo Lula. Como instrumento de narrativa, tem um importante trunfo a seu favor: as malfeitorias nos fundos de pensão nas gestões passadas do PT.

#Funcef #Previ

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