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Asaas sai a campo em busca de startups de seguros e de crédito

3/10/2025
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A Asaas, plataforma de gestão financeira para pequenas e médias empresas, está sedenta por aquisições. Deve cravar, ainda neste ano, a aquisição de uma startup de seguros. No mercado, circulam informações de que a empresa também está garimpando fintechs da área de crédito. O projeto da Asaas é se tornar um hub de serviços financeiros e de consultoria. Dinheiro em caixa para materializar suas pretensões na falta. No fim do ano passado, a startup levantou R$ 820 milhões, a maior rodada Série C da América Latina em 2024. Entre os investidores figuram SoftBank, Endeavor Catalyst e da 23S Capital, leia-se Votorantim e Temasek, fundo soberano de Cingapura.

 

#Asaas #Gestão financeira

Empresas de energia renovável vão à Justiça por prejuízos com cortes de produção

3/10/2025
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As empresas do setor elétrico cansaram de perder dinheiro, queimado pelo sol ou levado pelo vento. Segundo uma fonte do setor, grandes grupos de geração solar e eólica – à frente Alupar, CPFL, Engie e Auren – estão se mobilizando para entrar na Justiça e exigir do governo ressarcimento pelas perdas sofridas em decorrência do curtailment.

O polêmico procedimento adotado pelo ONS, que determina a interrupção de usinas quando há risco de sobrecarga no sistema, já causou mais de R$ 6 bilhões em perdas às geradoras – R$ 3,2 bilhões apenas neste ano. Ao longo de 2025, a Alupar, por exemplo, teve 37% da sua produção de energia solar cortada sem compensação financeira. Por sua vez, a Auren, joint venture entre a Votorantim e a canadense CPP Investments, foi penalizada em 31% do insumo gerado. São as “campeãs” do apagão financeiro.

Procuradas pelo RR, Engie e Auren não quiseram se pronunciar sobre o assunto. Alupar e CPFL não retornaram até o fechamento desta matéria.

Quando a diplomacia fracassa, a guerra se torna, muitas vezes, inevitável. O “conflito armado”, neste caso, é o iminente contencioso entre o governo e um grupo de empresas que fizeram mais de R$ 50 bilhões em investimentos em geração renovável nos últimos três anos e esperavam um tratamento diferenciado.

No entanto, até o momento, as seguidas gestões junto ao Ministério de Minas e Energia e à Aneel na tentativa de revisão das regras do curtailment não avançaram. A Pasta e o órgão regulador parecem adotar a estratégia do “pisca-pisca”. Ora, acendem a possibilidade de uma solução; ora, apagam, com o argumento de que o risco de perda é inerente ao investimento realizado.

Foi o que o próprio ministro Alexandre Silveira disse publicamente na semana passada. Silveira chegou a sinalizar uma saída no meio do caminho. A proposta contemplava a possibilidade de ressarcimento às geradoras sempre que o desligamento das usinas se desse em razão de mau planejamento dos órgãos públicos – e não por falta de demanda por energia.

Parece mais a solução de quem não quer ou não sabe como solucionar. As empresas rechaçam essa hipótese. Enxergam que ela permitiria às autoridades públicas tirar o corpo fora e sempre justificar a interrupção da geração por erro do investidor e não por falha do próprio setor público.

Enquanto os grandes grupos privados e o governo não se entendem, o investimento estaciona. Neste ano, os aportes das empresas de energia devem somar R$ 113 bilhões, contra R$ 112 bilhões no ano passado. É a primeira vez em uma década que os valores devem ficar estagnados.

#Energia renovável #Ministério de Minas e Energia

Toyota só deve retomar produção no Brasil daqui a cinco meses

3/10/2025
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Intramuros, os executivos da Toyota trabalham com a hipótese de a empresa retomar plenamente a sua produção no Brasil apenas em março do ano que vem. Os dirigentes da montadora avaliam também a necessidade de importar veículos de outras subsidiárias para atender o mercado brasileiro. Tudo dependerá do ritmo dos estoques até o início de 2026. A Toyota enfrenta a “tempestade perfeita” no Brasil. A fábrica de motores da companhia em Porto Feliz (SP) foi praticamente destruída por um temporal. Com a falta de equipamentos, a produção de automóveis nas unidades de Sorocaba e de Indaiatuba, também em São Paulo, está completamente paralisada. O RR entrou em contato com a Toyota, mas a empresa não se manifestou até o fechamento desta matéria.

#Toyota

Em grave crise, Grupo Virgolino de Oliveira busca novos investidores

3/10/2025
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Há informações no setor sucroalcooleiro que os acionistas do Grupo Virgolino de Oliveira (GVO) estão em busca de investidores dispostos a aportar capital na empresa. Trata-se de uma procura complexa. A situação da companhia, em recuperação judicial desde 2021, com um passivo de R$ 7 bilhões, se tornou ainda mais preocupante nas últimas semanas. As possibilidades de reestruturação vão ficando mais apertadas. O BTG suspendeu três linha de crédito no valor total de R$ 185 milhões que vinham sendo negociadas com o GVO. O episódio levou os controladores da empresa a pedir à Justiça um tempo maior para o pagamento de dívidas. No mercado, o recuo do BTG é atribuído às suspeições que passaram a pairar sobre o grupo sucroalcooleiro. O GVO foi citado na Operação Carbono Oculto, que apura o envolvimento do crime organizado com várias atividades da economia, notadamente o setor de combustíveis. Segundo as investigações, Mohamad Hussein Mourad, empresário com supostas ligações com o PCC, teria comprado créditos bancários contra o grupo sucroalcooleiro e estaria preparando uma oferta para assumir seu controle. O RR entrou em contato com o GVO, mas não obteve retorno.

#Grupo Virgolino de Oliveira

Um algodão nada doce: produtores pressionam governo por ajuda

3/10/2025
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O Ministério da Agricultura discute medidas para compensar as fortes perdas sofridas pelos produtores de algodão. Entre as propostas cogitadas está a criação de uma linha de crédito especial. A maior cobrança sobre a Pasta vem de parlamentares e ruralistas do Mato Grosso, estado responsável por mais de 70% da produção nacional. No mês passado, os preços do algodão atingiram o menor patamar em uma década. Foi o quarto mês seguido de expressiva queda das cotações. O mercado interno sofre o efeito das fortes desvalorizações da commodity no exterior. E a tendência é de piora: a safra brasileira de 2024/25 está entre as maiores da história, o que deve pressionar ainda mais a precificação do algodão. O que se vê é um efeito-dominó. Diante desse cenário, há um número crescente de produtores em inadimplência, notadamente junto ao Banco do Brasil.

#Ministério da Agricultura

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