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Há um curto-circuito nas relações entre o governo de Minas Gerais e a colombiana ISA. O motivo é o apagão de informações sobre o futuro da Cemig e o seu impacto sobre controladas e subsidiárias da companhia. Um dia, o governador Romeu Zema fala na privatização da empresa; no outro, reacende a possibilidade de federalização. A ISA é sócia da estatal mineira na Taesa, uma das principais empresas de transmissão de energia do país. Há pelo menos três anos, o governo mineiro ensaia a venda da participação da Cemig na companhia, equivalente a 36,97% das ações ordinárias. Em conversas reservadas com a direção da estatal, a ISA já manifestou reiteradas vezes a disposição de comprar a sua fatia acionária, o que lhe permitiria assumir o controle da Taesa, com 53% do capital. No entanto, a operação não ata nem desata. O ziguezague entre a federalização e a privatização aumenta a insegurança dos colombianos em relação ao negócio, diante da possível entrada em cena de um novo sócio: seja o governo federal, no primeiro caso, ou um investidor privado, na segunda hipótese.
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