Esther Dweck sobe na bolsa de apostas para o lugar de Haddad

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Esther Dweck sobe na bolsa de apostas para o lugar de Haddad

  • 29/01/2026
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Há uma peça nova no tabuleiro da sucessão de Fernando Haddad na Fazenda. A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, desponta como um nome forte dentro do governo para assumir o comando da economia. Dweck é vista como alguém capaz de quebrar resistências e formar consensos em torno da sua nomeação. É querida dentro do PT e carrega uma história de proximidade, sobretudo, com Dilma Rousseff e Gleisi Hoffmann. Da primeira, foi secretária do Orçamento Federal durante a gestão de Nelson Barbosa na Fazenda; da segunda, assessora especial no Senado. Dweck tem também ótima relação com o próprio Haddad. No início do governo, colaborou de forma relevante para a elaboração do novo arcabouço fiscal.

Em meio a toda pressão por ajustes nas contas públicas, ambos sempre procuraram calibrar de forma compartilhada a gestão orçamentária para reajustes de servidores e a realização de concursos públicos. Na avaliação do Palácio do Planalto, o afinamento com Dweck funcionaria como um amortecedor para a frustração de Haddad por não emplacar o seu candidato ao cargo, o atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan. Por fim, a Faria Lima. A eventual escolha de Dweck não seria recebida exatamente com euforia pelos agentes financeiros – afinal, Narciso acha feio o que não é espelho. Mas estaria longe de ser uma solução que causasse sobressaltos no mercado.

A ministra da Gestão e Inovação é vista como um quadro técnico com formação acadêmica e atuação consistente em gestão pública, orçamento e administração pública. Também joga a favor o seu alinhamento a Haddad em relação ao ajuste fiscal e à reestruturação do Estado. Faltando menos de um ano para o fim do governo, a Faria Lima já se dará por satisfeita com alguém que não represente uma ruptura abrupta e, sim, uma continuidade na gestão da economia.

Esther Dweck tem ainda outros atributos, a começar por uma trajetória olímpica, sem qualquer mácula curricular. Nesse caso, seria o oposto de um dos nomes defendidos dentro do PT para o lugar de Haddad: o ex-ministro, Guido Mantega – conforme o RR informou.

Mantega chegou a ser investigado no âmbito da Operação Zelotes que apurou a venda de sentenças no CARF. Também é sonegador confesso: em 2017, admitiu ter US$ 600 mil em uma conta não declarada na Suíça. Aliás, as diferenças entre Dweck e Mantega não se resumem a eventuais suspeições. A escolha de um ou de outro tem muito a dizer sobre o que será o Ministério da Fazenda nessas raspas e restos do Lula III. Uma vez no cargo, Mantega muito provavelmente seria uma espécie de fantoche – o que se diz em Brasília, inclusive, é que sua indicação viria acompanhada de um fortalecimento do próprio Dario Durigan, que viraria algo como um primeiro-ministro da Fazenda. Já o figurino de títere certamente não caberia em Esther Dweck. E muito menos em Durigan. O secretário-executivo do ainda ministro da Fazenda tem ideias que flertam com o neoliberalismo. Tem sido um pêndulo nas relações entre Haddad, a Faria Lima e os obcecados do PT. A questão é que Durigan pode até ter padrinho político, o próprio Haddad, mas não soma na campanha. Já Dweck é uma espécie de assemblage entre Luiz Gonzaga Belluzzo, Luciano Coutinho e Gabriel Galípolo. Juntando um pouquinho daqui e um pouquinho de lá, ela conseguiria agradar ao PT sem matar de ódio a Faria Lima.

#Fernando Haddad

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