Embrapa e UFRJ firmam acordo e dão passo importante para exploração das riquezas do mar - Relatório Reservado

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Embrapa e UFRJ firmam acordo e dão passo importante para exploração das riquezas do mar

  • 11/12/2025
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A Embrapa deu um passo importante para entrada efetiva do Brasil na economia do mar. Segundo o RR apurou, a estatal alinhavou um protocolo de intenções com o Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ para criar a Rede Agicultura Brasil. De acordo com o documento, ao qual a publicação teve acesso, o objetivo é fomentar o desenvolvimento de cadeias de produtivas de algas nativas e exóticas com interesse comercial no Brasil e no mercado internacional. A parceria confirma a posição da Embrapa como o agente da esfera federal mais comprometido em fomentar a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a exploração sustentável dos recursos marinhos brasileiros – como antecipou o RR hoje pela manhã (https://relatorioreservado.com.br/noticias/governo-bate-cabeca-e-deixa-embrapa-do-mar-a-deriva/). Ou seja: o atraso nas discussões em torno dessa agenda deve ser debitado na conta dos demais órgãos envolvidos na iniciativa – a exemplo de Casa Civil, Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério da Agricultura, Marinha, BNDES, Finep, CNPq, entre outros -, como informou o RR.

O acordo entre a Embrapa e a UFRJ mira a estruturação e implementação de programas, projetos e ações de pesquisa e inovação (PD&I) de alto impacto para o cultivo desses organismos. Embrapa e UFRJ pretendem ainda promover a conectividade entre centros de pesquisa, instituições de ensino, instituições de transferência de tecnologia e extensão rural, setor produtivo e comunidades locais. Tudo pode ser resumido a um intuito: transformar o Brasil em referência mundial em agicultura sustentável.

O memorando de intenções prevê, desde já, uma série de ações, tais como:

  • Mapear, hierarquizar e priorizar demandas, gargalos e oportunidades estratégicas para o desenvolvimento das cadeias produtivas de algas nativas e exóticas, considerando critérios técnicos, científicos, socioeconômicos e de mercado nacional e internacional.
  • Estruturar e executar projetos colaborativos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) de alto impacto, com foco na geração de tecnologias, processos e produtos que ampliem a competitividade, a sustentabilidade e a rastreabilidade da algicultura brasileira.
  • Estabelecer programas integrados de melhoramento, manejo e domesticação de espécies de algas com interesse econômico, incluindo a criação de biobancos e bancos de germoplasma para conservação e uso sustentável dos recursos genéticos.
  • Implementar ações de transferência de tecnologia, capacitação e extensão rural voltadas a produtores, técnicos, extensionistas, professores e comunidades costeiras, utilizando metodologias presenciais e a distância, e garantindo a atualização contínua de agentes multiplicadores.
  • Criar e manter plataformas digitais e canais permanentes de comunicação para a integração de dados, resultados de PD&I, protocolos técnicos e materiais educativos, assegurando a conectividade entre centros de pesquisa, instituições de ensino, setor produtivo e comunidades locais.

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