Cruzeiro e Nike são obstáculos à candidatura de Ronaldo Fenômeno na CBF

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Cruzeiro e Nike são obstáculos à candidatura de Ronaldo Fenômeno na CBF

  • 10/03/2025
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O empresário Ronaldo Fenômeno tem muito a perder com o cartola Ronaldo Fenômeno. A não ser que chute a ética para escanteio, o ex-jogador precisará abrir mão de rentáveis negócios caso queira levar adiante a sua candidatura à presidência da CBF. Para começar, Ronaldo ainda é legalmente acionista da SAF do Cruzeiro.

Pelo contrato de venda firmado com Pedro Lourenço, dono dos Supermercados BH, ele só transferirá integralmente suas ações em 2034, quando embolsará a última parcela dos R$ 270 milhões que ainda tem a receber do empresário. Não poderia haver maior conflito de interesses do que um presidente da CBF sócio de um clube que disputa competições organizadas pela entidade. Mal comparando, é como se o presidente do Banco Central fosse sócio de uma instituição financeira.

A única saída, nesse caso, seria Ronaldo tirar seu time de campo, ou seja, refazer o acordo de forma a se desfazer de imediato de toda a sua participação na SAF do time mineiro. O que provavelmente lhe custaria um significativo deságio no valor de venda, hoje, para o conforto de Lourenço, diferido em quase dez anos.  

Há ainda outra bola dividida no caminho do “presidenciável” Ronaldo. A holding “Fenômeno” mantém um contrato com a Nike, que lhe rende mais de R$ 1 milhão por mês. A fabricante norte-americana é a fornecedora de material desportivo da seleção brasileira desde 1996.

O mais novo contrato está com a tinta fresca. Foi assinado no último mês de dezembro. Estima-se que a Nike pagará cerca de US$ 100 milhões por ano à Confederação. Da mesma forma do caso do Cruzeiro, não parece adequado que o gestor-mor do contrato, ou seja, o presidente da CBF, seja patrocinado pela outra parte.

Ronaldo lançou sua candidatura ao comando da entidade tremulando o bandeirão da moralidade e da renovação, em contraponto ao atual ocupante do cargo, Ednaldo Rodrigues. Entre seguir trajado com o uniforme de empresário e de garoto-propaganda ou vestir a camisa de dirigente da CBF, o ex-jogador terá de fazer uma escolha. Não vai pegar bem nada bem jogar nos dois times.

#CBF #Ronaldo Fenômeno

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