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Após a frustrada negociação com a chinesa Sinoma, a família Negrão segue em busca de um comprador para a Aeris. No setor, a dinamarquesa Vestas é apontada como potencial candidata à compra da fabricante de aerogeradores. Outro nome citado em petit comité é o da gestora alemã Aquila Capital, que já investiu mais de US$ 2 bilhões em energia eólica, tanto no segmento de equipamentos quanto em parques fotovoltaicos.
Em meio a uma crise financeira que se arrasta há mais de dois anos, a Aeris teve um alívio recente, ao conseguir fechar um acordo com Banco do Brasil, Banco Votorantim e Santander para a repactuação de aproximadamente 90% do seu passivo. Além do peso do passivo, a empresa sofre com a crise que atinge a indústria de equipamentos para energia eólica.
Players como a própria Vestas, WEG, Siemens Gamesa e GE reduziram a produção e fizeram demissões. Nesse último quesito, a Aeris fez um estrago: eletrocutou mais de 3,7 mil postos de trabalho. Ainda assim, há uma luz no fim do túnel que pode reavivar o interesse de
grupos internacionais pela sua aquisição.
No setor, há uma estimativa de retomada das encomendas a partir de investimentos em energia eólica anunciados. Alguns contratos já foram confirmados, com entregas a partir de 2027. É sintomático, inclusive, que a Vestas
já tenha anunciado um investimento de R$ 130 milhões em sua fábrica de turbinas em Aquiraz (CE).
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