Buscar
Destaque
A compra do controle da I-Systems, anunciada ontem pela TIM Brasil – e antecipada pelo RR na última terça-feira -, pode ter sido a última grande operação sob o comando de Alberto Griselli. Corre em petit comité no setor de telefonia a informação de que a Telecom Italia prepara mudanças na gestão da subsidiária brasileira, com a possível saída de Griselli do cargo de CEO. A troca estaria relacionada a divergências entre o executivo e o chairman da TIM Brasil, Nicandro Durante. Há relatos também de ruídos com o CEO global do grupo italiano, Pietro Labriola, segundo uma fonte próxima à companhia. Curiosamente, ao assumir a presidência da operadora no Brasil, Griselli substituiu o próprio Labriola. As discordâncias estariam relacionadas a decisões estratégicas e à gestão financeira, de acordo com a mesma fonte. Nos últimos dois dias, o RR fez várias tentativas de contato com a TIM Brasil, por meio de sua assessoria, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Também pesaria contra Griselli um histórico de relações turbulentas com integrantes da diretoria. Durante sua gestão como CEO, importantes executivos deixaram a TIM Brasil. Um exemplo emblemático é Renato Ciuchini, que ocupou a vice-presidência de Inovação entre 2022 e julho de 2025. Línguas ferinas de dentro da própria TIM dizem que Ciuchini era uma liderança capaz de desafiar a renovação do mandato de Griselli pela matriz. Consta que o CEO da TIM Brasil prefere governar com colaboradores mais low profile, que não trisquem seu protagonismo. É o caso da diretora financeira, Andrea Palma Marques, e da diretora jurídica, Fabiane Reschke, bastante próximas a Griselli.
Em tempo: caso sua saída se confirme, Alberto Griselli, no cargo desde janeiro de 2022, deixará para seu sucessor uma empresa maior do que aquela que recebeu. Entre 2021 e 2025, a receita da TIM Brasil saiu de R$ 18 bilhões para R$ 26,6 bilhões, alta de 47%. No mesmo período, o Ebitda, por sua vez, subiu de R$ 8,7 bilhões para R$ 13,5 bilhões, um salto de 55%. O lucro da companhia praticamente dobrou: de R$ 2,2 bilhões em 2021, último ano pré-Griselli, para R$ 4,3 bilhões em 2025.
Todos os direitos reservados 1966-2026.