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A recente venda da Uni- SEB para a Estácio foi uma operação a futuro. A transferência do controle da rede de ensino é apenas parte de uma engenhosa negociação conduzida pelo empresário Chaim Zaher. Ele está convicto de que, ao se desfazer da UniSEB, deu um passo atrás para dar outros cinco a frente. A operação gira em torno da GP. Dentro de aproximadamente dois anos, a gestora de recursos deverá deixar definitivamente o capital da Estácio. O processo de desinvestimento começou há cerca de um ano, período no qual a GP reduziu sua participação na rede de ensino de 35% para 12%. Ao se desfazer da Uni- SEB e herdar, como parte do pagamento, 5,7% da Estácio, Chaim Zaher comprou um bilhete premiado para 2015. Zaher pretende aguardar pelo último capítulo da GP na rede de ensino e, então, adquirir sua participação no negócio. Com quase 18% do capital, se tornaria o maior acionista individual da companhia, passando a comandar um conglomerado de escolas e universidades com mais de 360 mil alunos e faturamento da ordem de R$ 1,5 bilhão. Ato contínuo, jogaria para dentro da Estácio seus demais negócios na área de educação superior. Zaher é dono da Faculdade Dom Bosco (Curitiba), da Faculdades Brasiliense de Negócios (FBN) e da Escola Paulista de Direito (EPD). Mesmo após a venda da SEB, em 2010, ele conseguiu amealhar cerca de 40 mil alunos no ensino básico, seu outro negócio. A meta de Zaher é dobrar esse número em dois anos. No momento, negocia a compra de duas escolas, uma no Rio de Janeiro e outra em Recife – hoje, está presente em 13 cidades de sete estados. Em tempo: não é a primeira vez que Chaim Zaher segue a cartilha do “vender para crescer”. Guardadas as devidas proporções, foi assim em 2010, quando ele negociou o controle da SEB para a inglesa Pearson. Na ocasião, colocou no bolso cerca de R$ 600 milhões. Ao longo dos últimos três anos, investiu parte destes recursos na compra de novos ativos.
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