15.08.18
ED. 5932

Cemig e ISA em campos opostos

A colombiana ISA e a Cemig são duas correntes elétricas em sentido contrário no controle da Taesa. O distanciamento diz respeito ao fôlego financeiro de cada uma e aos planos para a empresa de transmissão. A ISA prega uma política de expansão mais agressiva. Na alça de mira, a compra de cinco linhas de transmissão da Eletrobras e a entrada no próximo leilão da Aneel. Já a Cemig está em outra sintonia, premida pelas circunstâncias. Só pensa em vender ativos – vide a recente negociação da Cemig Telecom – e reduzir sua dívida de quase R$ 13 bilhões. Sinal de divórcio à vista? A Cemig afirma que “o seu relacionamento com a ISA, na condição de acionistas da Taesa, é completamente alinhado”. Está feito o registro. A ISA, por sua vez, não quis se pronunciar. Mas, segundo informações filtradas da própria Taesa, os planos dos colombianos para o Brasil passariam ao largo da estatal mineira. Em um mundo ideal, a ISA, controladora da CTEEP, promoveria a fusão da companhia com a Taesa, dando origem à maior holding privada de transmissão do país.

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