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21.06.19

Caças da FAB ganham altitude

Um dos raros projetos imunes aos cortes orçamentários na área de Defesa começa, literalmente, a sair do chão. Até setembro a sueca Saab iniciará os testes do primeiro dos 36 novos caças da Força Aérea Brasileira (FAB). Os voos experimentais vão se estender pelo ano de 2020, já com a participação de pilotos da FAB. Segundo a própria Aeronáutica informou ao RR, a entrega das aeronaves será
iniciada em 2021. A operação dos caças ficará a cargo da chamada Ala 2, base da FAB em Anápolis (GO). O contrato firmado entre o governo brasileiro e a Saab acabou servindo como blindagem do projeto: o pagamento dos US$ 5,4 bilhões só começará a ser feito após a entrega da última aeronave, prevista para 2024.

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25.01.17

Saab transforma o Brasil em conexão para a América Latina

Apesar das restrições no orçamento das Forças Armadas, o mais badalado investimento da área de Defesa começa a decolar. A Saab vai anunciar nos próximos dias o projeto da fábrica que será instalada no ABC paulista para a montagem final dos 36 caças Gripen vendidos à FAB – um contrato em torno de US$ 5 bilhões. O aporte será da ordem de US$ 200 milhões. Tão ou mais importante do que esta cifra é o valor, por ora intangível, da chegada da Saab ao país: os suecos pretendem transformar o Brasil em cabeça de ponte para a América Latina, aproveitando sua base de produção para vender aeronaves e equipamentos a outros mercados da região.

Embora, de um modo geral, os investimentos militares na América Latina tenham caído, em média, 3% nos últimos dois anos, nações como Colômbia, Peru e Paraguai vêm ampliando consideravelmente seus orçamentos na área de defesa. Uma peça importante na estratégia geoconômica da Saab é a paulista Akaer. No último fim de semana, os suecos anunciaram o aumento da sua fatia na empresa de 15% para 25%.

É apenas a parte mais visível do seu plano de voo. A Saab fechou um acordo com os acionistas da Akaer para chegar gradativamente aos 40% do capital até o fim de 2018. Não é por falta de apetite que os nórdicos vão parar por aí. Este é o percentual limite para que a Akaer siga enquadrada no regime de Empresa Estratégia de Defesa (EED), o que lhe garante benefícios fiscais e algumas vantagens na disputa de licitações. Para todos os efeitos, a companhia permanecerá com a fuselagem pintada de verde e amarelo. No entanto, o manche estará cada vez mais na mão da Saab.

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05.09.16

Lockheed muda o calibre da sua estratégia comercial

 A Lockheed Martin aprendeu direitinho a lição deixada pelo fracasso na disputa pelo fornecimento de 36 caças supersônicos à Força Aérea Brasileira, vencida pela sueca Saab . O grupo norte-americano resolveu aposentar a postura de intransigência e intolerância nas negociações, aliás, semelhante à da concorrente francesa Dassault. Está adotando uma política de “Lockheed paz e amor”, pautada pela associação com fornecedores locais e investimentos no mercado brasileiro, na expectativa de futuras licitações das Forças Armadas. O Brasil será uma base industrial do grupo na América do Sul e em boa parte da América Central, com a construção de um centro de manutenção de turbinas, em Recife. Essa é apenas a primeira fase do empreendimento. O projeto da Lockheed Martin é instalar em Pernambuco um complexo industrial que fará a montagem final de equipamentos aeronáuticos, como radares, sistemas de vigilância e asas.  Os produtos foram escolhidos de olho prioritariamente no mercado brasileiro, pois são usados pela FAB há mais de dez anos. No caso das asas, a Força Aérea deverá lançar até 2017 uma licitação para revitalização de nove aeronaves de patrulha marítima P-3 Orion, um negócio que deverá chegar a US$ 100 milhões. As negociações com os governos federal e estadual para investimento de US$ 1 bilhão começaram em 2015, mas o acordo foi fechado somente nesse ano. Por ora, não haverá transferência de tecnologia porque o projeto ficará restrito à manutenção de turbinas, mas, na fase de produção, prevista para ocorrer daqui a três anos, a companhia norte-americana prevê transferência parcial do modo de fabricação das peças.  Com essa aproximação, a Lockheed Martin pretende quebrar a espinha dorsal da parceria entre a FAB e a Saab. A ideia é incentivar o governo brasileiro a fazer nova licitação para a futura compra suplementar de aeronaves de combate. A Força Aérea estuda, depois da entrega dos 36 caças pela fabricante sueca, fazer novos pedidos – o que já foi anunciado pelo Alto Comando da Aeronáutica. Posicionada no Brasil, a Lockheed Martin pretende ser lembrada no processo e não apenas assistir à assinatura de um aditivo no contrato firmado pela FAB com a Saab. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Lockheed Martin.

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 O bilionário sueco Marcus Wallenberg, dono de um colar de empresas que inclui, entre outras, Ericsson, AstraZeneca e Saab, está deixando a pão e água a ABB no Brasil. A controlada, líder mundial em tecnologia para energia e automação, não fará um único investimento nesse ano em novos produtos e expansão da produção. A medida é uma reviravolta na atuação da companhia, que estava investindo R$ 200 milhões ao ano no país desde 2011. Procurada, a ABB disse “não confirmar as informações”.

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08.03.16

Voo baixo

 O inquérito aberto pelo Ministério Público Federal para apurar irregularidades na compra dos jatos Gripen pela FAB está deixando o comando da Saab em estado de alta tensão. O processo deverá atrasar em, pelo menos, um ano a entrega do primeiro lote, prevista para 2017.

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02.02.16

Caça e caçador

 Há ruídos – e não são de turbinas – no acordo entre a Embraer e a Saab para a montagem de 15 dos 36 novos caças da FAB. A empresa brasileira quer repassar aos suecos o custo de adaptação da sua fábrica para a produção do Gripen. A Saab diz que não paga. O impasse tem de ser resolvido logo: os primeiros testes de produção estão previstos para o segundo semestre. A Embraer não comentou o assunto.

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19.10.15

Dassault aprende lição com a derrota para a Saab

  A Dassault Aviation aprendeu a lição. Depois da humilhante derrota para a sueca Saab na disputa pelo fornecimento de jatos para a Força Aérea Brasileira, o grupo francês está mudando completamente a estratégia de atuação no país. Sai de cena a postura imperial que fechou portas em Brasília e entra no circuito um jogo diplomático muito parecido com o adotado pela Saab. A companhia vai montar uma base no país da sua área de defesa e já negocia parcerias com a Embraer para desenvolvimento de tecnologia aeronáutica e até a produção conjunta de peças de jatos militares. Em todas as tratativas, estão previstas maciças doses de transferência de tecnologia. Precisou apanhar para entender. A postura é diametralmente oposta à adotada pela Dassault antes do anúncio do vencedor na licitação da FAB.   A companhia procurou o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, com a promessa de construir uma fábrica no país, como está fazendo a Saab, caso saia vencedora em novas licitações das Forças Armadas. A Marinha têm interesse em renovar parte da frota aérea e as três Forças pretendem adquirir equipamentos de defesa, cujos contratos deverão chegar a R$ 3 bilhões. A Dassault pretende ainda montar um colar de empresas fornecedoras nacionais, inclusive com participação no capital de algumas.

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29.09.15

O combinado

Depois de se notabilizar como o principal cabo eleitoral da Saab na licitação para a venda dos novos caças da FAB, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, cobra a contrapartida. Marinho quer que os suecos iniciem a construção da prometida fábrica na cidade antes das eleições de 2016. Faz parte do jogo.

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26.08.15

Céu brasileiro à moda sueca

Entre as contrapartidas colocadas sobre a mesa para sacramentar a negociação com a Saab, fabricante do caça Gripen, o governo comprometeu-se a flexibilizar as regras de enquadramento no regime de Empresa Estratégica de Defesa (EED). A medida beneficiará os fornecedores do grupo sueco, que terão uma série de vantagens para se instalar no Brasil. Este foi um dos pontos que fizeram o governo sueco aceitar a redução dos juros do financiamento para a venda dos 36 caças à FAB.

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27.05.15

Derrotada pela sueca Saab

Derrotada pela sueca Saab na licitação dos novos caças da Força Aérea, a Airbus está convencida de que precisa ter uma melhor estrutura de representação institucional no Brasil. Para isso, o grupo europeu pretende criar uma espécie de conselho de notáveis no país. A ideia é buscar nomes com reconhecido trânsito junto ao governo, interlocução direta com os ministros da área militar e visão privilegiada do tabuleiro geopolítico. Alguém assim como um Celso Amorim…

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