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02.10.20

Embraer ainda pisca o olho para Boeing

O rompimento do acordo com a Boeing deixou a Embraer com a turbina pinada. Todo o planejamento estratégico da empresa estava centrado na joint venture e foi para o espaço. Mas permanece na cúpula o propósito de associação com algum fabricante estrangeiro. O sonho de casamento com a Boeing, porém, ainda não foi desfeito. O presidente da Embraer, Francisco Gomes Almeida, é o primeiro a apostar que as núpcias ainda podem ser reatadas.

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13.01.20

Perda de altitude

Segundo um alto executivo da Embraer, todas as discussões sobre projetos conjuntos com a Boeing na aviação comercial teriam sido congeladas. A medida teria partido dos próprios norte-americanos, como consequência da gravíssima crise do grupo, que levou à demissão do CEO global, Dennis Muilenburg. Procurada, a Embraer nega atrasos nos projetos, assim como qualquer impacto da delicada situação financeira da Boeing sobre a fusão entre as duas empresas. Ressalte-se que o negócio ainda aguarda pela aprovação da União Europeia e do Cade. Aliás, depois de tudo que está acontecendo com a Boeing, cabe a pergunta: por que mesmo a operação continua de pé?

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21.05.19

“Embraer News”

Até o fim do mês, serão anunciados a estrutura de gestão e o nome da joint venture formada pela Embraer e pela Boeing exclusivamente para a fabricação do cargueiro militar KC-390. O batismo deverá ser celebrado com a venda de cinco aeronaves para as Forças Armadas de Portugal.

A “Boeing Embraer” bateu o martelo: José Serrador Neto ocupará o nevrálgico cargo de diretor de relações institucionais da nova companhia no Brasil. Nesse ramo, antiguidade é posto: há dez anos, Serrador é o vaso comunicante da Embraer com o Poder.

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14.02.17

O longo e cansativo voo da Embraer na OMC

Nos cálculos mais otimistas da Embraer, a queixa contra a Bombardier formalizada pelo governo brasileiro na OMC, por conta de subsídios do governo canadense de US$ 4 bilhões, é caso para mais de uma década. Segundo o RR apurou, a empresa toma como base ação similar movida pela Boeing contra a Airbus, que começou em 2004 e só foi julgada em setembro de 2016. Consultada, a Embraer limitou-se a dizer que apoia a iniciativa do governo brasileiro. Estranho seria se falasse o contrário.

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08.09.15

Boeing reserva sua cabine para o comandante da Embraer

Em breve, o 787 deverá pousar no Aeroporto Internacional da Filadélfia e dele descerá uma cidadã do mundo de volta à sua querida Pensilvânia. Donna Hrinak está prestes a desembarcar do comando da Boeing no Brasil. Tudo tem seu tempo e o tempo da ex-embaixadora parece ter chegado ao fim. O substituto? Os norte-americanos buscam um executivo brasileiro, que combine perfil técnico, extremo conhecimento do setor aeronáutico e notória autonomia de voo entre os principais gabinetes da República. Um lobista que só falta morar na Boeing jura que ouviu o cochicho: “No Brasil, ele é o melhor”. Quem? Quem? Para os norte-americanos, existe apenas um nome: o presidente da Embraer, Frederico Curado. Além de entregar a gestão da subsidiária a um executivo de primeira grandeza, a presença de Curado ajudaria a Boeing a superar as antipatias que ainda desperta nas mais diversas instâncias do Poder. Permitiria ainda à empresa perscrutar as entranhas, o coração e a alma da Embraer, uma de suas maiores concorrentes no segmento de jatos regionais. A abdução de Frederico Curado não é um desejo simples de se realizar. Nome certo no top ten dos grandes head hunters do país, Curado é patrimônio da Embraer, onde está há 30 anos. Nesse período, passou por todas as áreas e cargos executivos até chegar à presidência, em 2007. Sua posição na empresa corresponde praticamente a de um imperador – algo, diga-se de passagem, natural em se tratando do integrante de uma dinastia iniciada por Ozires Silva e seguida por Mauricio Botelho. Aliás, a Embraer prima pelo baixo turnover em seus postos mais altos. Nessas condições, só mesmo discordâncias graves de estratégia com os acionistas justificariam uma eventual decisão de Curado de trocar de companhia aérea. Por meio da assessoria da Embraer, Frederico Curado negou qualquer contato com a Boeing. A multinacional, por sua vez, garante que não haverá mudanças em sua gestão no Brasil. Dentro da empresa, no entanto, segundo o RR apurou, prevalece o senso comum de que Donna Hrinak já cumpriu sua missão. Conduziu a abertura do escritório no país, em 2011, e emprestou à Boeing seu maior ativo: as relações acumuladas nos três anos em que respondeu pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Por ironia, seu grande ativo foi também seu maior passivo e fator de desgaste no país. Desde que Edward Snowden apareceu para o mundo, qualquer integrante da chancelaria norte-americana passou a ser visto no Brasil como um araponga em potencial. Aliás, é impossível dissociar o episódio de espionagem do grande revés da gestão de Donna: a perda da licitação dos caças da FAB. As viscerais relações entre a fabricante de aeronaves e o Departamento de Estado norte – americano minaram as chances da Boeing. E, ao que tudo indica, selaram a viagem de volta de Donna Hrinak para a Pensilvânia.

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