Buscar
Empresa
A família Goldfarb, controladora da Lojas Marisa, avalia realizar um novo aporte de capital na rede varejista. A empresa tem sido um sugadouro de recursos. Estima-se que, nos últimos cinco anos, os acionistas já tenham injetado quase R$ 1 bilhão no negócio, entre subscrição de ações, empréstimos e compra de dívidas. E as operações de socorro não se limitam à Marisa. O clã se viu obrigado também a colocar cerca de R$ 90 milhões no MBank, o braço financeiro da companhia. Não é de hoje que rede varejista atravessa uma situação delicada. No último balanço divulgado, em setembro do ano passado, a BDO, auditoria independente, levantou dúvidas sobre a capacidade de continuidade operacional da empresa. No fechamento do terceiro trimestre de 2025, a Marisa e suas controladas apresentaram capital circulante líquido negativo de R$ 264,7 milhões no consolidado.
Consultada pelo RR, a companhia não se manifestou até o fechamento desta matéria.
O que mais chama a atenção é que o alerta sobre a própria sobrevivência da companhia vem em meio a um enorme esforço para reversão das sucessivas perdas dos últimos anos. Entre janeiro e setembro de 2025, por exemplo, a Marisa registrou um pequeno lucro de R$ 10,3 milhões, um bálsamo para quem teve um prejuízo de mais de R$ 320 milhões no mesmo período no ano anterior. Além disso, a empresa conseguiu reduzir sua alavancagem para um nível razoável de segurança – a relação dívida líquida/Ebitda chegou a 0,6 vez. Ainda assim, a julgar pelo parecer da BDO, não foi o suficiente, o que está forçando os acionistas controladores a colocar a mão no bolso mais uma vez. Até quando?
Todos os direitos reservados 1966-2026.