Após reestruturação, Natulab mira agora em M&As

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Após reestruturação, Natulab mira agora em M&As

  • 18/12/2025
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A Natulab está garimpando ativos no setor farmacêutico. Na mira, marcas de medicamentos isentos de prescrição, fitoterápicos e suplementos — com um recorte mais cirúrgico: segundo informações filtradas pelo RR, o laboratório quer reforçar presença em categorias de alto giro e forte tração no balcão, especialmente dor e febre, gripe e resfriado. Trata-se de um segmento com elevada escala, recorrência de consumo e efeito chamariz nas gôndolas, capaz de impulsionar o sell-out de todo o portfólio junto às grandes redes.
Nos últimos anos, a companhia passou por uma reestruturação profunda, primeiro sob o Pátria Investimentos e, desde abril do ano passado, sob a batuta do fundo Pettra, de Ronnie Motta, que assumiu o controle ao encampar uma dívida de R$ 240 milhões. Desde então, Motta e investidores parceiros já aportaram R$ 180 milhões, direcionados à reorganização financeira, alongamento de passivos e recomposição de capital de giro — movimentos que devolveram previsibilidade ao caixa e fôlego operacional à empresa.
Com a casa arrumada, a Natulab passou a operar com alavancagem mais controlada, retomou geração de caixa e voltou a discutir crescimento orgânico e inorgânico de forma estruturada. A companhia conta hoje com plataforma industrial própria, capacidade de integração de marcas e uma malha de distribuição que alcança o varejo farmacêutico nacional — atributos que reduzem o risco de aquisições e aceleram captura de sinergias. Os resultados começam a aparecer. Neste ano, a Natulab deverá faturar cerca de R$ 800 milhões, crescimento de aproximadamente 20% em relação a 2024. O avanço reforça a leitura de que o turnaround entrou em fase madura e abre espaço para um novo ciclo estratégico.

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