O duro recado da EDP (e não só da EDP) para o governo

Energia

O duro recado da EDP (e não só da EDP) para o governo

  • 7/11/2025
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A EDP subiu o tom — e dificilmente ficará sozinha. Ao anunciar seu novo plano de investimentos no Brasil, sem grandes projetos em geração renovável, a companhia sino-portuguesa inaugurou uma nova fase de tensão entre o setor elétrico e o governo. O Ministério de Minas e Energia já recebeu sinais de que mais uma grande empresa de energia deverá anunciar nos próximos dias a redução dos investimentos em usinas eólicas e solares enquanto não houver uma mudança nas regras do curtailment. Trata-se dos cortes compulsórios de geração impostos pelo ONS (Operador Nacional do Sistema), provocados pela incapacidade do sistema de escoar a energia produzida. O dispositivo virou símbolo da fadiga regulatória que trava o avanço das renováveis no país. Só neste ano, as empresas de geração já perderam mais de R$ 3 bilhões. Nesta semana, a EDP, controlada pela chinesa Three Gorges, anunciou investimentos de 1,3 bilhão de euros no Brasil, recursos que devem ser quase que inteiramente destinados a distribuição e transmissão. Ou seja: por ora, a geração está fora do game. A decisão da EDP deve ser lida com um instrumento de pressão que vocaliza o setor: sem compensação financeira e segurança jurídica, os investidores tendem a reduzir aportes em energia renovável no Brasil.

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