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As relações entre Marfrig e Minerva viraram carne moída. A nova contenda entre ambas passa pelo Uruguai.
Segundo o RR apurou, a Minerva vai recorrer à Justiça para manter a compra de três frigoríficos da Marfrig no país vizinho. Na semana passada, a empresa de Marcos Molina anunciou o encerramento do contrato por superação do prazo.
A Minerva, no entanto, assegura que o acordo permanece válido até que a operação seja analisada pela Comisión de Promoción Y Defensa de la Competencia (Coprodec), o órgão antitruste uruguaio, segundo a própria empresa confirmou ao RR. Perguntada especificamente sobre a judicialização do caso, a Minerva não se pronunciou.
O ringue da contenda é o Uruguai, mas o pano de fundo, ao que parece, é brasileiro. Nos bastidores, fontes ligadas à Minerva insinuam que o encerramento do contrato seria uma vendeta de Molina, pelo fato de a empresa da família Vilela de Queiroz ter entrado com um recurso no Cade questionando a fusão entre a Marfrig e a BRF.
Procurada pelo RR, a Marfrig se manifestou por meio de Fato Relevante divulgado ao mercado na semana passada, reafirmando que “As condições suspensivas aplicáveis à Operação não foram satisfeitas até a Data Limite e, portanto, o Contrato Uruguai foi resolvido de pleno direito, não mais obrigando as partes a concluir a Operação”.
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