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A polarização chegou aos negócios da Enel no Brasil. Se, em São Paulo, a companhia tem em Tarcísio Freitas um adversário declarado, no Ceará os italianos estão buscando o apoio do governador Elmano Freitas para a renovação antecipada do seu contrato de concessão no estado. A companhia conta com o petista para sensibilizar o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e a diretoria da Aneel. Em contrapartida, acena com o aumento dos investimentos na distribuição de energia no estado, que pode passar dos R$ 9 bilhões até 2027, contra os R$ 7,4 bilhões anunciados no início deste ano. Em São Paulo, a batalha da Enel pela extensão do contrato é preservar sua maior e mais rentável operação no Brasil. Já no Ceará, a motivação dos italianos vai na direção oposta: a renovação da licença da Enel Ceará por 30 anos é condição indispensável para a venda do controle da empresa. A atual concessão da distribuidora cearense vale somente até 2028. Nenhum investidor vai se aventurar a comprar o ativo sem a garantia de um contrato de longo prazo. Em tempo: em outra latitude, as coisas parecem mais bem encaminhadas para os italianos. Ontem, a diretoria da Aneel aprovou a recomendação, ao Ministério de Minas e Energia, da renovação antecipada da concessão da Enel Rio.
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