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Ontem, nos corredores da Enel, circulou a informação de que o CEO global do grupo, Flavio Cattaneo, deverá vir ao Brasil nos próximos dias. Chegaria com a ingrata missão de tentar amainar a nova crise entre a companhia e autoridades por conta da falta de luz em São Paulo. A presença no país do mais alto dirigente da Enel seria uma forma simbólica de mostrar que o grupo trata a questão como prioridade absoluta.
O risco é acabar desgastando a própria figura de Cattaneo. Em junho, ele esteve no Brasil e rodou por alguns dos principais gabinetes da República anunciando um novo plano de investimentos da Enel no país. De lá para cá, o cenário se agravou ainda mais devido à interrupção do fornecimento de luz em São Paulo no último fim de semana e a politização do apagão às vésperas da eleição municipal na capital. Ontem, por exemplo, o governador Tarcísio Freitas disse, com todas as letras, que a Enel “tem que sair do Brasil”.
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