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eike-rr-5681
11.08.17
ED. 5681

Façam suas apostas

Mesmo encarcerado, Eike Batista ainda está no jogo. Delegou ao seu filho Thor o comando da “Operação Cassino”, por meio da qual pretende contribuir para a redução do desequilíbrio fiscal do país.

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21.06.17
ED. 5644

Prédio fantasma

Entre os árabes do Mubadala, que herdaram o Hotel Glória de Eike Batista, ganha força a proposta de transformar parte do imóvel em um empreendimento comercial.

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eike-rr-5615
10.05.17
ED. 5615

Eike entre dois juízes

Será, no mínimo, interessante se o juiz Marcelo Bretas decidir convocar uma acareação entre dois de seus réus mais conhecidos (um, claro, muito mais do que o outro): Eike Batista e o juiz aposentado Flavio Roberto de Souza. Por uma dessas coincidências, Bretas, à frente da Operação Calicute, é também responsável pelo julgamento do ex magistrado, que ficou célebre após ser flagrado circulando pelas ruas do Rio no Porsche Cayenne de Eike em uma história até hoje muito mal contada.

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27.04.17
ED. 5607

Maracanã II

O Flamengo tem muito a agradecer ao secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro, Christino Áureo. Ninguém trabalhou tanto quanto Áureo para convencer o governador Pezão a retomar a concessão do Maracanã e realizar uma nova licitação. Fez lembrar o empenho de outro ocupante da Casa Civil, Regis Fichtner, condutor da concorrência que colocou o estádio nas mãos da Odebrecht e de Eike Batista.

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17.04.17
ED. 5600

Um esqueleto na paisagem carioca

Nos cálculos do Mubadala, que herdou o “prédio-fantasma” de Eike Batista, o Hotel Glória precisa, por baixo, de uns R$ 100 milhões para ressuscitar. Dinheiro não falta ao fundo. O problema são as gélidas taxas de ocupação da rede hoteleira no Rio.

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11.04.17
ED. 5597

Mina sem fundo

A Anglo American vai investir mais R$ 1 bilhão no projeto Minas-Rio, para atingir a capacidade de 26 milhões de toneladas/ano – procurada, a empresa confirmou os números. Trata-se de uns trocados se comparados aos US$ 8 bilhões que o grupo desembolsou no empreendimento. O projeto já custou à Anglo American uma baixa contábil de US$ 4 bilhões e o pescoço da então CEO global Cynthia Carroll, que comprou o Minas-Rio de Eike Batista.

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06.03.17
ED. 5571

Bye, bye, Eike

O Mubadala já se movimenta para ficar com os 35% da CCX Carvão, na Colômbia, que ainda pertencem à EBX.

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08.02.17
ED. 5556

Luta de classes

Nessas horas, o andar de baixo não perdoa: entre os carcereiros, as refeições de Eike Batista já ganharam o apelido de “Mr. Lam”.

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06.02.17
ED. 5554

O rastro do “X”

Os procuradores do caso Eike estão reconstituindo os passos do empresário durante sua breve escapada a Nova York. O objetivo é descobrir se ele movimentou contas bancárias e quem teriam sido os eventuais favorecidos.

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03.02.17
ED. 5553

A ilha da fantasia de Eike, Huck e Diniz

Em outubro de 2011, precisamente no dia em que concedeu uma entrevista a João Doria – então regente do programa Show Business, hoje conduzido pela colunista Sonia Racy – Eike Batista foi almoçar no restaurante Parigi, em São Paulo. À mesa, o apresentador Luciano Huck, o empresário Pedro Paulo Diniz e mais dois coadjuvantes que não merecem ser nominados. O papo rolava sobre jatinhos, beldades, lugares exóticos, até que Huck deu a ideia de os três promoverem uma festa em uma ilha em Angra dos Reis.

O trio seria o principal marketing do evento. Eike se entusiasmou tanto com proposta que resolveu subir o lance: propôs que os três comprassem a ilha. E que a festa fosse permanente, rolando dia após dia, 24h após 24h, sem parar. Tudo simples, uma questão só de grana. Mas pasmem, não só Eike, mas também Huck e Diniz toparam a ideia e concordaram em fazer os investimentos.

Ah, sim: na ocasião, não poderia faltar, surgiu o nome de Aécio Neves, chapa da turma. O ex-governador logo foi citado como um provável interessado em participar do projeto. São tempos de fanfarra que não voltam mais.

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eike-rr-5551
01.02.17
ED. 5551

Prisão de Eike fecha o cerco ao “premiê” de Cabral

A prisão de Eike Batista e sua eventual delação prometem trazer para a ribalta um personagem chave no governo de Sérgio Cabral: o ex-secretário da Casa Civil Regis Fichtner. Segundo confidenciou ao RR um deep throat da “república de Curitiba”, os procuradores da Operação Calicute, o braço da Lava Jato no Rio, estariam puxando o fio da meada dos pagamentos feitos pelo Grupo EBX ao escritório de advocacia Andrade & Fichtner, do qual o ex secretário de Cabral é sócio. A firma presta serviços à LLX, em um contrato que remonta à construção do Porto do Açu. À época, em 2009, o governo Cabral desapropriou, com rara celeridade, cerca de 90 quilômetros quadrados para a instalação do complexo logístico-portuário.

Dezenas de proprietários de imóveis e terras entraram na Justiça contra a LLX e o estado. Do limão, fez-se uma limonada. Coube ao Andrade & Fichtner defender a empresa. Àquela altura, o escritório era comandado pela irmã de Regis Fichtner, Viviane Fichtner Pereira. O então secretário da Casa Civil estava afastado da banca havia três anos – ao deixar o governo, retornou para a empresa. Procurado, o Ministério Público Federal não se pronunciou até o fechamento desta edição, alegando que todos os procuradores que acompanham o caso estavam envolvidos com o depoimento de Eike à PF. Por sua vez, o Andrade & Fichtner confirmou que presta serviços à LLX desde abril de 2009. Disse desconhecer “a existência de qualquer investigação” no âmbito da Calicute. Por fim, afirmou que o sócio Regis Fichtner não tem qualquer relação de “parentesco, afinidade, amizade ou inimizade” com Eike Batista.

Regis Fichtner foi um dos personagens mais poderosos da gestão Cabral. Era praticamente o seu “primeiro-ministro”: cuidava da articulação política à contratação de fornecedores, passando pelas grandes obras e projetos do estado. Foi também tesoureiro na primeira campanha de Cabral ao governo do Rio,  em 2006. Em 2010, embora a função tenha sido oficialmente entregue a Wilson Carlos Carvalho – preso em novembro –, auxiliou na arrecadação de doações para a reeleição do governador.

Entre outras esquinas, Eike Batista e Regis Fichtner também se encontraram na concessão do Maracanã, em 2013. À época, Fichtner conduziu o processo de privatização do estádio, inclusive representando pessoalmente o governo em audiências públicas. A licitação foi vencida pelo consórcio Maracanã S/A, liderado pela Odebrecht. Não obstante sua diminuta participação societária por meio da IMX – apenas 5% –, Eike era a principal face, quase o garoto-propaganda do pool de investidores, que tinha ainda a norte-americana AEG.

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01.02.17
ED. 5551

Gritos do silêncio

Desde que teve sua prisão decretada, na última quinta-feira, Eike Batista ganhou cerca de 10 mil seguidores no Twitter. Nada mal tratando-se de alguém que não posta um novo tweet desde outubro e, pelo jeito, ficará longe das redes sociais por um longo tempo.

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eike-rr-5550
31.01.17
ED. 5550

Eike é o fator mais imponderável da Lava Jato

O risco Eike Batista não tem limite. Devido a componentes megalômanos notórios e a uma ética peculiar – “tudo é mercado, as pessoas têm direito a cobrar por tudo” – a delação do empresário pode se tornar uma bomba mais explosiva do que o testemunho de Marcelo Odebrecht. Eike vai de A a Z. A crônica de regalias obtidas junto ao empresário registra o nome dos peixões José Dirceu, José Sarney, Aécio Neves, Delcidio do Amaral e o notório Sérgio Cabral.

Ele teve relações próximas com Lula, que foi requisitado pelo empresário durante e após o seu mandato para contornar problemas em países da América do Sul. Mas Eike tornou-se ainda mais próximo de Dilma Rousseff, de quem foi publicamente um entusiasta. Dilma ajudou o empresário em diversas vezes, pedindo celeridade à burocracia e facilitando seus pedidos na esfera da administração pública. Eike teve o que quis da Petrobras (vendeu uma termelétrica, a “Termoluma”, por um preço três vezes maior do que o valor de mercado), do BNDES (o banco tornou-se sócio de seus projetos “no papel”), da Fazenda (a “delação não premiada” sobre Guido Mantega é uma amostra de como os pedidos eram feitos e atendidos) e do Gabinete Civil, de Gleisi Hoffmann.

Os Conselhos das empresas de Eike também eram constituídos de luminares com trânsito diferenciado, a exemplo da ex-ministra do STF Ellen Gracie e de Pedro Malan. Todos os conselheiros nas diversas empresas de Mr. Batista foram agraciados com a honraria de processos na CVM. Eike sempre considerou que o “vil metal” resolve tudo. E não por distorção de caráter ou amoralidade, mas por patologia mesmo.

Ele acredita que comprar o que for é um caminho natural para resolver qualquer coisa. Aliciou mais de 40 geólogos e engenheiros da Petrobras (todos detentores de informações estratégicas e confidenciais) simplesmente triplicando ou quadruplicando seus salários. Com a Vale, usou o mesmo expediente do “vem para MMX, você também”. Arrumou um inimigo, o então presidente da mineradora Vale Roger Agnelli, para o resto da vida. Agnelli bem que tentou, mas não conseguiu equiparar os salários alucinantes oferecidos pelo empresário, que se apoderou de dezenas de funcionários seus, igualmente detentores de segredos vitais da Vale.

Quem conhece Eike Batista – tais como Bradesco, Itaú, Ricardo K, BTG, Rodolfo Landim, José Luis Alqueres, entre tantos e tantos – pode avalizar que ele age como se sofresse da Doença de Huntington, enfermidade em que as pessoas se comportam de forma inadequada e dizem coisas sem pensar. Sua megalomania o levou a contenciosos com governos da Rússia, Venezuela, Bolívia e Grécia, neste último é persona non grata. Quando tinha seus R$ 25 bilhões, Eike distribuiu muito dinheiro pelos critérios mais e menos imagináveis. Se for levado à delação, imbuído das virtudes que sempre encontra em tudo que faz, vai falar cobras e lagartos. Será o momento mais imponderável da Lava Jato.

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cabraleeike-rr-5549
30.01.17
ED. 5549

Cabral: do Glória para Bangu

Eike Batista e Sérgio Cabral quase viraram sócios. Formais. O RR tem certeza do que diz. No auge da popularidade do então governador do Rio, Eike ofereceu ao amigo do peito uma opção para participar minoritariamente do Hotel Glória. Tratava-se de um mimo.

Os secretários mais próximos de Cabral souberam da proposta, assim como a entourage de Eike. A operação se consumaria após sua saída do governo do estado. As conversas entre ambos não excluíam a manutenção da carreira política de “Serginho”, àquela altura um potencial candidato à presidência da República. Muito pelo contrário. A essência era juntar um dos mais bem avaliados governantes e o mais pop empresário do Brasil para criar um cinturão de empatia em torno do Glória.

Seria o início de um take over do estado do Rio. O Glória era um dos mais caros presentes de Eike Batista para o Rio: a reforma do hotel estava orçada em mais de R$ 100 milhões. Hoje é um sarcófago à beira da Baía de Guanabara. As obras estão paradas há mais de três anos. A batata quente está nas mãos do Mubadala, o fundo de Cingapura que herdou o hotel. Não por falta de tentativa de se livrar do problema. Em 2014, a suíça Acron comprou o empreendimento para devolvê-lo aos asiáticos poucos meses depois.

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eikebatista-rr-5549
30.01.17
ED. 5549

O eterno pára-raios de Mr. Batista

Preso na semana passada, o advogado Flavio Godinho – sócio minoritário de Eike Batista em quase todos os negócios e também seu melhor amigo – tinha a incumbência de assumir formalmente a culpa por desatinos de toda ordem do mano querido. Mesmo assim não escapou da temporada na geladeira à que Eike submetia invariavelmente todos os “amigos”. A própria secretária de Godinho, quando alguém perguntava por ele nesses períodos, respondia: “Eike o enviou para a Sibéria”. Uma das vezes, Eike mandou despejar todos os papéis e objetos do escritório de Godinho no hall do elevador. Se havia algo que deixava Mr. Batista fora de si era a lembrança de que fora o amigo quem o convencera a não convidar o já falecido Marcio Thomaz Bastos para assumir a defesa dos seus casos. Eike, com suas pedras, cristais e patuás, cismou depois que Bastos teria resolvido todas as suas pendências. Godinho foi para o exílio algumas vezes. Na última, foi chamado de volta por ocasião das investigações da Polícia Federal nos negócios na ferrovia do Amapá, que por pouco não levaram Eike a debutar no xadrez. Quem assumiu a culpa? Flávio Godinho.

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30.01.17
ED. 5549

Crueldade digital

As mídias sociais não perdoam nem seus mitos. Luciano Huck (12 milhões de seguidores) está bombando no Twitter desde a última quinta-feira. Milhares de internautas já reproduziram, com os comentários sarcásticos de praxe, tweet postado pelo apresentador em 2009 rasgando elogios à dupla Sérgio Cabral e Eike Batista.

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22.12.16
ED. 5522

Le petit Eike

Pelo acordo prestes a ser fechado com o fundo Mubadala, as participações de Eike Batista na MMX, na OSX e na CCX Colômbia poderão sofrer novas reduções em função de dívidas remanescentes e eventuais perdas decorrentes de ações movidas por minoritários. Por ora, as fatias minoritárias de Eike nas três empresas serão de 35 a 37%. Para quem devia US$ 2 bilhões ao fundo de Abu Dhabi, está bom demais

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28.11.16
ED. 5504

Mr. Dados

Eike Batista pretende estrear como dono de cassino no Brasil trazendo um grupo sul-coreano a tiracolo. Kid Megalô Batista vem dizendo que, se Donald Trump tivesse perdido a eleição, chamaria o magnata para ser seu sócio. Mr. Batista aposta um outro Grupo EBX como a lei que libera o jogo será aprovada.

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10.11.16
ED. 5493

Mémoire

 O novo CEO do Itaú, Cândido Bracher, foi um grande entusiasta da construção do Grupo EBX, de Eike Batista. Bracher ficava maravilhado com a engenharia de abertura de capital sem lastro. Eike, com seu estilo graçola, o chamava de “meu amigo banqueiro”. Ao que consta, a amizade esfriou.

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03.11.16
ED. 5488

Grande família

 Eike Batista é chairman de um novo conselho constituído por Luma de Oliveira e Flávia Sampaio, a “Flavinha”. Eike conseguiu aproximar a primeira e a segunda mulher em reuniões nas quais são tomadas decisões estratégicas para a família.

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eike-rr-11
11.08.16
ED. 5431

Eike é tão evangélico quanto biliardário

 “Mas eu só fui lá para atender ao pedido de um empregado”, balbuciou um aturdido Eike Batista diante do vazamento de um vídeo sobre sua ida a um templo da Assembleia de Deus, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Quando viu na imprensa a gravação, sugerindo que ele tinha se convertido em evangélico, o empresário cuspiu marimbondos. Chegou a combinar com o seu reduzido staff negar veementemente a sua presença na igreja. Foi convencido de que ninguém acreditaria em mil palavras diante de uma imagem. Pensou, então, em soltar um comunicado para negar sua nova condição de evangélico. Difícil colar. Sua trajetória de práticas místicas emprestam credibilidade àquilo que o vídeo não prova, mas induz a crer. Numerologia, astrologia, a deificação do Sol – que virou o símbolo do seu grupo –, o poder dos cristais e a repetição de palavras e letras (o famoso símbolo “X”) sempre marcaram as decisões de negócios do ex-magnata. Sua mesa de trabalho é uma vitrine de símbolos incas.  Eike recorre aos astros não só para que protejam seus negócios, mas principalmente para que amenizem as chagas que lhe queimam o espírito. Não é de hoje que o empresário sofre frequentemente de surtos de depressão, o que apenas se agravou bastante após a morte de sua mãe, Jutta. Nas últimas semanas, ele tem amargurado uma daquelas fases de tormento agudo da alma. Foi ao templo evangélico como iria a qualquer outra paragem religiosa que lhe prometesse conforto. O problema de Eike não são os US$ 30 bilhões que lhe deixaram mais magro. A sua dor não se cura com cifras. E nem com passe de pastor evangélico. Freud ou talvez Philippe Pinel explique.

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eike
07.07.16
ED. 5406

Eike empurra mais uns cascalhos do “X”

 Eike Batista vai aproveitar o interesse do fundo Mubadala em assumir o controle das suas ex-empresas OSX e MMX para vender suas ações em um valor acima da linha d’água. Ele negocia a transferência de 20% do capital da OSX e de 28% da MMX. Os árabes já têm 29% da primeira e 21% da mineradora. As novas ações não darão o controle de ambas as empresas, o que dispensará a Mubadala de fazer uma Oferta Pública de Ações (OPA). Eike joga com o interesse do fundo de ter uma influência maior no rumo das duas empresas, que enfrentam problemas financeiros. O ex-megabiliardário pagou com ações de 12 companhias do grupo EBX uma dívida de US$ 2 bilhões com o grupo árabe. A título de saudade, Eike Batista continua mantendo algumas ações das duas empresas. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: EBX e Mubadala.

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29.03.16
ED. 5336

Rosewood tem uma reserva no Hotel Glória

  Eike Batista é passado, um nome a ser esquecido no livro de hóspedes do Hotel Glória. O Mubadala, que assumiu em definitivo o controle da Rex – antigo braço de real estate da EBX –, já saiu em busca de um parceiro com o objetivo de retomar as obras do empreendimento no início do segundo semestre. Segundo o RR apurou, a candidata mais forte é a Rosewood Hotels & Resort. O grupo norte-americano e o Mubadala são sócios no Rosewood Abu Dhabi, hotel de alto luxo que, inclusive, serviria de inspiração para o próprio Glória.  Além da parceria pregressa com os árabes, outro fator atrai a Rosewood para o projeto: o grupo decidiu concentrar no Brasil todos os seus investimentos na América do Sul. O primeiro grande negócio já tem endereço certo. Os norte-americanos vão abrir um hotel na Cidade Matarazzo, complexo de prédios históricos próximos à Avenida Paulista.  O Hotel Glória mais parece um cenário de “The Walking Dead” a assombrar a paisagem do Aterro do Flamengo. As obras estão completamente paradas desde 2013. Estima-se que seja necessário algo em torno de R$ 200 milhões para a conclusão da reforma.  Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Rosewood e Mubadala.

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01.03.16
ED. 5317

Um café e a conta

 Depois de perder quase todos os ativos do antigo Grupo X, Eike Batista deve ficar também seu chefe de cozinha. O chinês Sik Chung Lam, que dá nome ao restaurante do empresário na Lagoa, Zona Sul do Rio, pretende se desligar de vez do empreendimento e se dedicar exclusivamente a seus negócios em Nova York, onde voltou a morar. Consultado, o restaurante Mr. Lam nega o rompimento.

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06.01.16
ED. 5281

Luz entre as nuvens

 Eike Batista dirigia, ontem, seu Porsche Cayenne, na Rua Marquês de Abrantes, na Zona Sul do Rio, com ares de um 2016 próspero. Mr. Batista fazia meneios com a cabeça como quem ouvia uma música animada. Vai ver era o tilintar dos cifrões. Com a quebra do seu império, conseguiu reestruturar suas dívidas de forma a manter pequenas participações nas empresas e praticamente zerar o seu passivo individual. No final da tempestade, continuou como um homem de R$ 1 bilhão.

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27.11.15
ED. 5257

Por que Mr. Batista chora e ri com a Lava Jato

  Os fatos da última quarta-feira devem ter despertado em Eike Batista as lembranças e os sentimentos mais antagônicos. Tanto André Esteves quanto Delcídio do Amaral estão indissociavelmente ligados a sua trajetória, ainda que em polos opostos. O banqueiro remete a alguns dos maiores insucessos de Eike. Em sua biografia, Esteves aparece como o adviser de dupla face, por vezes mais empenhado em ludibriá-lo e tirar proveito dos problemas do empresário do que ajudar a solucioná-los. Já Delcídio é o parceiro fiel que o conduziu pela mão entre os corredores mais estreitos do poder e ajudou Eike a se livrar do complexo de não ser um “empresário do PT”, como ele mesmo dizia.  Para Eike, André Esteves foi quase sempre sinônimo de operações sinuosas e malsucedidas. Foi Esteves quem expôs o empresário a uma situação constrangedora ao convencê-lo a visitar o Bradesco e externar sua disposição de comprar a participação do banco na Vale. Poucos dias depois, o banqueiro vazava aos jornais o interesse de Eike e a fictícia negociação. Aliás, não foram poucas as vezes em que as reais intenções de Esteves só se revelariam posteriormente. Assim foi por ocasião do IPO da OSX, em 2010. Só bem mais tarde Eike identificou que o BTG usava um duplo chapéu. Adviser da operação, o banco trabalhou na ponta contrária e forçou a oferta a um piso mais baixo, com o propósito de ele próprio encarteirar os títulos. Algo similar ocorreu em 2013, quando os negócios de Eike já derretiam. Convocado para assessorar a EBX na venda de ativos, o banco avaliou a LLX a um preço três vezes menor do que, posteriormente, o grupo viria a conseguir no mercado. Mais uma vez, o BTG estava nas duas pontas. Esteves teria subapreciado o negócio com o objetivo de fazer uma oferta pela LLX por meio de um fundo. Antes da ruptura em definitivo, o banqueiro ofertou a Eike um crédito de R$ 1 bilhão e pediu participação nos resultados das empresas, um modelo que se revelaria um trampolim para uma tentativa de take over do grupo.  Já Delcídio sempre se notabilizou-se por ser um grande facilitador para os negócios da EBX. A relação começou por conta do projeto de Eike de construir um complexo minero-siderúrgico em Corumbá (MS). Ainda no governo FHC, antes de deixar a diretoria de gás e energia da Petrobras, Delcidio modelou, juntamente com Nestor Cerveró, o controverso contrato que beneficiaria a EBX e, em especial, a Termoluma com um retorno inusitado para o setor. Gradativamente, o petista se tornou um dos mais importantes canais de interlocução entre Eike e o governo Lula. Com o tempo, passou a recrutar executivos para o grupo, sobretudo na Petrobras. Paulo Monteiro, que formalmente cuidava da área de sustentabilidade, transformou-se em uma extensão do parlamentar na EBX tanto quanto uma extensão do empresário no gabinete de Delcídio. Foi o senador também quem aproximou Eike de José Dirceu, na frustrada tentativa de equacionar um imbroglio com o governo boliviano. Por todos estes fatos, os novos capítulos da Lava Jato deixaram Eike dividido. Os sentimentos difusos não somam um resultado conclusivo. Nessa pororoca de emoções, talvez o melhor mesmo é que nem Esteves nem Delcídio tivessem passado por sua vida.

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26.11.15
ED. 5256

Volta à terra

 Na última terça-feira, no Miako, modesto restaurante japonês de Botafogo, Eike Batista almoçava, numa mesa de três pessoas, um prosaico combinado de sushi com sashimi. O ex-semideus não conseguia disfarçar a aparência cansada, acentuada pelos cabelos quase todos brancos.

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13.11.15
ED. 5247

Endereço certo

A CVM deverá alterar a Instrução 358 com o objetivo de tornar mais rigorosas as normas de divulgação de fatos relevantes. O objetivo é impedir que as companhias abertas usem e abusem do expediente para inflar expectativas do mercado. Qualquer semelhança com a recente condenação de Eike Batista não é mera coincidência.

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30.09.15
ED. 5217

Eike busca novas pepitas

O ex-bilionário Eike Batista retorna às suas origens – quando ainda era “duro”, conforme suas próprias palavras. Vai reingressar na exploração de ouro. Mas com operações pequenas, como no início de sua carreira. Nada de megajazidas, como a colombiana da AUX, vendida na raspa do tacho dos negócios do grupo X. Eike vai ser puro greenfield. O empresário é conhecido por ser um grande detentor de alvarás de pesquisa mineral e um profundo especialista em manter-se sentado nessas áreas, adiando a exploração. Eike tem um magote de alvarás no Norte do país, que é por onde imagina dar sua volta por cima. Por enquanto tudo caminha no maior silêncio, porque o empresário precisa descolar sua imagem dos estrepitosos episódios recentes. Mas pensa em um sócio no futuro. Alguém como Olavo Monteiro de Carvalho foi no passado, lá no início da sua saga.

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26.08.15
ED. 5193

Hotel fantasma

O grupo saudita Kingdom Holding está interessado em assumir o Hotel Glória, ou melhor, o esqueleto de concreto que Eike Batista deixou na paisagem da Praia do Flamengo.

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23.06.15
ED. 5147

Um X a menos

O Mubadala colocou a  venda a mineradora AUX, um dos anéis entregues por Eike Batista em perdão a uma dívida de US$ 2 bilhões. Dona de minas de ouro na Colômbia, a empresa está longe de ser o negócio dos sonhos dos árabes. É muito custo, muita chateação na área regulatória e pouquíssima rentabilidade.

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08.05.15
ED. 5116

Esteves quer levar o HSBC sem concorrência

 André Esteves é incorrigível. O balão de ensaio plantado na mídia de que ele é o ?cavalo vencedor? na disputa pelo HSBC é um filme trash já visto por todos. O enredo é autotélico. Esteves acha que somente o BTG pode disputar o certame pela compra do HSBC porque o sistema bancário brasileiro é concentrado. E ponto final. Só não diz concentrado em relação a quem? Confrontado com os Estados Unidos, o mercado brasileiro é super concentrado. Na comparação com a França, estamos mais ou menos ao par. Quando a referência é a Espanha, a correlação numérica de instituições bancárias é a mesma. Agora, se o parâmetro for a andia, o Brasil tem o dobro de bancos.  O argumento de André Esteves é casuísta e atende unicamente ao seu próprio interesse. A compra do HSBC permitiria a ele alavancar seus negócios, saindo de uma situação, digamos assim, desconfortável. Como é sabido, o banqueiro não tem sido exitoso em diversas das suas operações. O modelo para colocar o HSBC no bolso, Esteves conhece de cor. É uma derivada da fórmula vendida a Eike Batista para juntar a Vale com o Grupo X, desafogando este último em função do aumento da alavancagem. Sim, a palavra chave é esta: alavancagem. É em nome do abate desta presa que ele busca imobilizar a banca comercial mais bem equipada e situada no ranking do setor. Em vez de dizer solidez, Esteves esfaqueia com a palavra concentração. Espera-se que não seja mais um logro. Em tempos recentes, André Esteves ajudou a aumentar a concentração bancária com a compra do Banco Pan-Americano. Parceira no negócio, a Caixa Econômica deu mais uma engordada com o aperitivo. Ou seja: o manda-chuva do BTG diz uma coisa e faz outra. Apesar das semelhanças, contudo, ainda é muito cedo para dizer que André Esteves é um Eike II.

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22.01.15
ED. 5046

Eike por Eike

 Vem aí mais um livro sobre Eike Batista. Só que dessa vez não é só paulada na moleira. A obra é patrocinada pelo empresário, contando sua versão das próprias desventuras. O texto será escrito por um ghostwriter. Eike faz questão de assinar o livro.

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29.09.14
ED. 4967

O erro de Eike foi achar feio o que não era espelho

 Não perguntem o porquê, mas o Relatório Reservado é insider do pensamento e da psicologia de Eike Batista. O RR pode afirmar que nunca houve dolo no comportamento do empresário. Eike é um baita financista e um gênio do convencimento, mas é megalomaníaco e infantilizado. Seu próprio pai, Eliezer Batista, sempre mostrou compreensível preocupação com esse lado “criança” de Eike, não obstante a enorme admiração que nutre por ele. O filho, por sua vez, nunca escondeu uma freudiana competição com Eliezer, um reconhecido gigante da vida pública. Um registro desse fetiche encontra-se no depoimento dado ao filme “O Engenheiro do Brasil”, documentário sobre o ex-presidente da Vale. Os cinco crimes como gestor e acionista dos quais Eike Batista é acusado podem ser explicados por essa patologia. Sua irresistível vontade de aparecer se tornou ainda mais hiperbolizada depois que Mr. X se convenceu de que a superexposição o blindaria até de atentados a  sua pessoa física. Eike é o centro do seu próprio mundo; o dinheiro, sua devoção. Se alguém tem dúvida, basta constatar que, a partir da vitória contra a Petrobras na conturbada venda da “TermoLuma”, o empresário passou a falar quase todo dia na imprensa. No início, todos os assessores de Eike achavam graça, mas com o tempo passaram a demonstrar preocupação. Dos colaboradores mais íntimos, Flávio Godinho era quem mais externava seu temor. O próprio Rodolfo Landim, que depois foi pivô de um confronto sem volta com Eike, chegou a falar com ele várias vezes para que tomasse cuidado. O ex-ministro Raphael de Almeida Magalhães saía das reuniões do Conselho da EBX e descia até o restaurante Alcaparra, logo embaixo da sede da companhia, para tomar um drink e amenizar a ansiedade. Raphael lia o clipping sobre as torrenciais declarações do empresário e dizia que nunca viu um ego tão autocentrado no mundo dos negócios. A incontinência verbal de Eike serviu bem aos acionistas minoritários, seus principais carrascos na Justiça, enquanto o mercado sancionava os projetos. Ninguém reclamou do que ele dizia. Hoje, queixam- se de que ele não foi tão rigoroso nas análises, notadamente em relação ao petróleo comercial, antes de colocar a boca no mundo. Mas o RR afirma que ele não inflou artificialmente seus ativos, e, novamente, não nos perguntem por que sabemos. O preço desse falatório desatinado agora são os supostos crimes de falsidade ideológica, formação de quadrilha e indução do mercado ao erro. Seria bom que os juízes analisassem o procedimento pregresso do empresário e verificassem como na última década ele falou, falou, falou, incansavelmente. E teve toda a mídia do mundo. Narcisismo e inconsequência paroxísticos? Com certeza. No entanto, sem motivação criminal. O RR garante, mas não perguntem o porquê.

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19.05.14
ED. 4873

Governo arma uma barricada anti-Eike nos leilões de energia

 O sinal de alerta está aceso no Ministério de Minas e Energia e na Aneel. A associação entre a Eneva (ex-MPX) e a Prumo Logística (antiga LLX) para o leilão de energia A-5, marcado para setembro, causou alvoroço entre as autoridades do setor elétrico. No governo, há uma enorme resistência e, mais do que isso, uma boa dose de receio quanto a  participação da Eneva na licitação. Segundo uma alta fonte do Ministério, a Aneel chegou a encaminhar a  companhia um pedido de esclarecimento sobre a sua real situação financeira e a capacidade de honrar a eventual construção de novas térmicas. Mera formalidade. De acordo com o informante do RR, o governo já sabe a resposta para as suas indagações. E é exatamente por isso que a presença da antiga MPX no leilão é tratada como uma temeridade em Brasília. Com o desabastecimento dos reservatórios das hidrelétricas e o crescente risco de um racionamento, a licitação tornou-se fundamental. O que está em jogo é um acréscimo de 3.000 MW a  matriz energética, algo que exigirá um volume de investimentos superior a R$ 5 bilhões. Ou seja: não há margens para atrasos e muito menos para apagões financeiros que possam colocar em risco a implantação dos projetos que serão licitados. Consultada pelo RR, a Aneel limitou-se a dizer que”desconhece as informações”.  Por estas razões, o que o governo menos quer é ver um “X” no leilão de térmicas. O que dizer, então, dois “X”? O consórcio junta o enfermo com o alquebrado. A Prumo, controlada pela norte-americana EIG, ainda tem dado alguns sinais de recuperação – não obstante os sucessivos prejuízos. No caso da Eneva, a questão é bem mais grave. Mesmo com o aumento de capital recém anunciado, da ordem de R$ 1,5 bilhão, o futuro da companhia é uma incógnita. A própria reestruturação da Eneva ainda depende da venda de ativos estratégicos, como a termelétrica Pecém II. Ao mesmo tempo, a companhia está prestes a levar uma multa milionária da Aneel pelos atrasos na construção da usina Parnaíba II. Diante destes fatos, a entrada da Eneva nos leilões soa, no mínimo, como um atentado ao bom senso. Como uma empresa que não consegue manter seus próprios ativos e colocar suas usinas para rodar pode se comprometer com a construção de novas térmicas a gás? Por isso mesmo, a própria intenção da Prumo de se associar a  combalida Eneva foi vista no Ministério de Minas e Energia como um despropósito. Só não se pode dizer que a decisão causou perplexidade no governo. Afinal, as duas companhias podem até ter deixado de carregar o “X” em seu nome, mas ainda têm como fator de interseção Eike Batista, acionista minoritário de ambas. Ora, e a quem mais interessaria a associação?

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15.01.14
ED. 4817

T4F e Dream Factory ensaiam um concerto societário

 O setor de entretenimento vive um período heavy metal. Além da redução da fatia da IMX, de Eike Batista, no Rock in Rio, e a consequente chegada da norteamericana SFX, outra sonora operação está prestes a subir ao palco. A T4F, do empresário Fernando Alterio, e a Dream Factory, do próprio Roberto Medina, ensaiam uma associação. O script passa pela criação de uma terceira empresa, com o capital dividido meio a meio. Com um faturamento consolidado da ordem de R$ 600 milhões, esta nova companhia assumiria boa parte dos eventos e projetos pendurados nas prateleiras da T4F e da Dream Factory, entre os quais os festivais de música Lollapalooza, Sónar e, acima de tudo e de todos, o Rock in Rio, reforçado pelos recursos da SFX. Procurada, a Dream Factory negou a operação. Esta não é a primeira vez que as duas empresas negociam uma parceria. Há cerca de três anos, T4F e Dream Factory chegaram a conversar sobre uma possível associação. a€ época, no entanto, o show não chegou sequer a  segunda música. As tratativas desafinaram diante da pretensão de Fernando Alterio de ser o acionista majoritário da operação. A intransigência do empresário se baseava nos números das respectivas empresas: a T4F fatura quase três vezes mais do que a Dream Factory. Não obstante a diferença de tamanho entre as companhias, Alterio estaria disposto a dividir o controle e a gestão do negócio com os Medina. Neste caso, ele joga as fichas no potencial de crescimento da Dream Factory e, sobretudo, no prestígio e na expertise de Roberto Medina. Esta parece ser uma aposta bem mais segura do que alguns dos projetos tocados pela T4F nos últimos anos, operações que pareciam ser um puro-sangue e, ao fim do páreo, se revelaram pangarés. O caso mais emblemático foi o da vinda ao Brasil da cantora Lady Gaga. Os prejuízos até hoje ecoam nas contas da T4F. Alterio também enxerga a associação com a Dream Factory como um movimento estratégico de defesa, diante da crescente concorrência no setor. Quem mais lhe incomoda, neste caso, é a Planmusic, que pertencia a  Traffic, de J. Hawilla, e foi vendida no fim de 2013 para o fundo de investimento Atico.

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10.01.14
ED. 4814

Comentário feito por um “Eike boy”

 Comentário feito por um “Eike boy” no Sparks, espetacular steakhouse em Nova York: “Mr.Batista sai com 10% de tudo e com um bom dinheiro no bolso”.

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22.11.13
ED. 4783

Esteves acha um atalho para o Banco Votorantim

 É impressionante como Eike Batista, ou melhor, como a débâcle de Eike Batista faz bem a André Esteves. O banqueiro foi muito bem remunerado para ser adviser de uma reestruturação que sequer chegou a entregar. Só na venda da MPX, teria embolsado aproximadamente R$ 50 milhões, isso para não falar do valor intangível do acesso a s mais intestinas informações do Grupo EBX – um conhecimento que pode ter mil e uma serventias. No entanto, nessa curiosa e bem recompensada convivência, o maior dos ganhos obtidos por Esteves não deverá vir pelo seu figurino de conselheiro. Por vias transversas, Eike tem tudo para ser o responsável pela consumação do maior e mais cobiçado projeto do banqueiro: ser sócio, a um só tempo, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. O “X” da questão é a execução da garantia dada pelo Banco Votorantim ao empréstimo de US$ 228 milhões do BNDES a  OSX. Ao que tudo indica, o pagamento da carta-fiança, anunciado nesta semana, foi a gota d’água na conflituosa sociedade entre o BB e os Ermírio de Moraes, sócios no Votorantim. O desembolso dos US$ 228 milhões praticamente aniquilou qualquer possibilidade de o banco fechar o último trimestre do ano no azul e interromper a longa sequência de prejuízos. Somando-se os balanços de 2011 e de 2012, as perdas chegam a impressionantes R$ 2,2 bilhões. Nos noves primeiros meses deste ano, o déficit acumulado é de R$ 633 milhões. Ressalte-se que a direção do Votorantim teria aprovado a concessão da carta-fiança sem a anuência do BB. O resultado não poderia ser outro. Segundo fontes ligadas a  instituição, a situação acicatou de tal forma o relacionamento entre as partes que já se dá como certo o rompimento – leia-se a saída dos Ermírio de Moraes, que, aliás, querem deixar esse barco não é de hoje. Neste caso, todos os caminhos levam na direção do BTG Pactual. Há tempos que André Esteves se movimenta para fincar sua bandeira no Votorantim – ver RR edição nº 4.374. Desta forma, o dono do BTG fecharia seu tão sonhado Grand Slam bancário, tornando- se parceiro da Caixa, por meio do Banco Pan (o antigo PanAmericano), e do BB, no Votorantim. A partir daí, as derivações não têm limite. Esteves poderia, por exemplo, criar uma holding onde penduraria suas participações nos dois bancos. O passo seguinte? Bem ao estilo do BTG, que tal um IPO desta futura empresa? O disfarçado incesto da banca pública – o banqueiro privado fecha os vértices do triângulo com o BB e a CEF – deixará André Esteves em posição privilegiadíssima no setor. A interseção societária com o BB e a Caixa significará o acesso a dois dos maiores canais de distribuição do varejo bancário no Brasil: a dupla soma mais de oito mil agências. A operação, diga-se de passagem, viria em um momento oportuno. O Pan não é o sofrido Banco Votorantim, mas o BTG também tem suado para colocar a casa em ordem. Um caso emblemático é área de crédito imobiliário. Nem mesmo a coabitação societária com a Caixa tem sido suficiente para alavancar o negócio. Muito pelo contrário. Nos últimos meses, o Banco Pan reduziu a oferta de recursos e adotou critérios mais rigorosos para a concessão de empréstimos, inclusive com a suspensão de uma leva de contratos que já estavam pré-aprovados.

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 Relembrando Drummond: André Esteves assessorou Eike Batista, que tem como um de seus grandes financiadores o Santander, que foi buscar no Banco Votorantim garantias para os empréstimos ao Grupo X, que também deve, e muito, a  Caixa Econômica, que é sócia de Esteves no PanAmericano… Mundo pequeno, não?

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08.03.13
ED. 4602

Eike Batista

E agora? Depois do acordo de André Esteves com Eike Batista, que boa nova a Petrobras pode ter para dizer ao mercado?

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