07.12.18
ED. 6010

Voto impresso racha os “bolsonaristas”

Uma pauta controversa provoca fissuras no núcleo duro do próximo governo. A bancada do PSL, notadamente o Major Olímpio, costura o apoio de outras legendas para a aprovação do voto impresso obrigatório. Aliada do PSL, a deputada eleita Bia Kicis (PRPDF) deverá apresentar, logo no início do mandato, projeto de lei determinando a adaptação do atual sistema do TSE para a impressão dos comprovantes de votação em todas as urnas eletrônicas. A premissa é a redução do risco de fraude eleitoral. A medida, no entanto, encontra resistências entre os assessores de Bolsonaro para a área de segurança. O temor é que o governo eleito com um forte discurso de combate ao crime organizado acabe dando um presente de bandeja para traficantes, milicianos e congêneres. Estes passariam a ter uma arma de grosso calibre para coagir o eleitor a votar em candidatos de seu interesse, com a devida “prova do crime”. Dados da Inteligência da PF indicam que criminosos têm influência direta sobre as eleições em pelo menos nove estados. Como seria de se esperar, o caso mais dramático é o Rio de Janeiro. Só no Grande Rio, estima-se que mais de dois milhões de eleitores vivam em áreas sob ingerência de traficantes e milícias.

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