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11.11.19

O novo partido do presidente

Termômetro

Há forte expectativa de que o presidente Bolsonaro anuncie, amanhã, a sua saída do PSL. Caso iniciativa se confirme, principal hipótese é de que fique sem partido, em um primeiro momento. Isso posto, vale atenção para alguns pontos que podem ser abordados pelo presidente, ou em decorrência de sua manifestação amanhã, tais como:

1) Qual grau de adesão terá de parlamentares do PSL. Hoje a percepção é de que a agremiação, com seus 53 deputados e 3 senadores, está dividida ao meio. Em segundo plano, virão as movimentações dos que ficarem no partido: romperão abertamente com o governo Bolsonaro ou manterão apoio a pautas comportamentais e econômicas?

2) O nome da sigla a ser criada (fala-se na denominação Conservadores) e o cronograma almejado para sua criação. Ao mesmo tempo, a existência ou não de plano B – ou seja, a migração para partido já existente ou em fase de registro, como a nova UDN, que tem sido mencionada por aliados de Bolsonaro.

3) A justificativa a ser explicitada pelo presidente Bolsonaro e o quanto embutirá de críticas à direção e a práticas do Partido. É provável que busque se dissociar de apurações sobre esquema de laranjas. Terá, contudo, uma dificuldade, que pode vir já em questionamentos iniciais: a manutenção e aparente fortalecimento do ministro do Turismo, indiciado pela PF.

Estímulo ao emprego na mesa

Pacote para gerar 4 milhões de empregos até 2022, voltado para jovens entre 18 e 29 anos, anunciado hoje pelo governo, estará em foco amanhã. Três vetores centrais:

1) O impacto junto à mídia e a parlamentares. Desoneração de folha de pagamentos é temática que tende a ser bem recebida, bem como ampliação do microcrédito e qualificação de trabalhadores. Ainda assim, repercussão pode ser prejudicada por não terem se inserido como parte de reformas mais amplas do Estado – que garantiram excelente exposição para PECs anunciadas por Guedes, semana passada. E pode haver comparação com medidas de desoneração e projetos voltados para os jovens já tomadas nas gestões Dilma e Lula.

2) Atuação do próprio governo. Para gerar repercussão positiva, como continuidade de reformas e ações de estímulo econômico, precisará se manter em campo. Parece que o fará, mas através do secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Tem prestígio no governo e no mercado, mas não tem a eloquência e poder de convencimento do ministro Guedes. A conferir.

3) A reação da oposição, agora vocalizada pelo ex-presidente Lula, que tem a capacidade de usar pontos específicos, eventualmente retirados de contexto, para ataques eficientes. Tendência é de que se fixe em medidas como possibilidade de trabalho aos domingos e feriados. Bem como a carteira verde amarela, que pode ser exposta como tentativa de se acabar com a legislação trabalhista, e o imposto sobre seguro desemprego.

As chances da prisão em segunda instância

Terça-feira será um dia fundamental para evidenciar as chances de aprovação para PEC que reponha a prisão em segunda instância. Está em curso tentativa de se votar admissibilidade de projeto na CCJ da Câmara. Se a iniciativa tiver sucesso, pode alimentar mobilização mais ampla de deputados, apoiada por manifestantes pró-Lava Jato organizados em redes sociais. Por outro lado, se projeto não passar na CCJ entre hoje e terça–feira, avanços em 2019 serão praticamente inviáveis.

Crise em aberto na Bolívia

Situação na Bolívia está completamente em aberto e ainda pode se desenvolver, amanhã, para nova convulsão institucional e popular. Renúncia de Evo Morales não se deu com a criação de nenhum caminho legal que permita novas eleições, sem contestações de parte a parte. E, se for confirmado que pediu asilo no México, Morales pode subir o tom amanhã, aprofundando imagem de golpe e apontando para forças da oposição, do exército e da polícia. Apesar de ter saído do poder, ainda é apoiado por parte importante da população e de movimentos sociais.

Nesse contexto, atuação da OEA – e do Brasil no âmbito da OEA – será essencial, nesta terça. Tudo indica que a Organização só aceitará solução que envolva novas eleições, imediatamente. Mas não está claro, ainda, qual papel será exercido pelo Brasil no processo. Reconhecerá imediatamente novo governo? Aceitará intervenção de militares ou movimentação mais dura de Carlos Mesa, principal liderança da oposição, caso busque se alçar ao governo? Vale lembrar que essa semana ocorre reunião dos Brics, que envolvem países – Rússia e China – que dificilmente aceitarão sem críticas o movimento contra Evo.

De uma forma ou de outra, embate deve ser internalizado, com a oposição a Bolsonaro tachando a renúncia de Morales como consequência de um golpe de estado.

A se observar também, amanhã, o posicionamento de Jeanine Añez, vice-presidente do Senado, que reivindicou a Presidência, constitucionalmente. Em primeiro lugar, se conseguirá assumir a função. E, se consegui-lo, qual cronograma oficial delineará.

Manchas de óleo podem chegar a rios

Noticiário entrou, novamente, em movimento automático, que diminui impacto, mesmo com informações diárias – e com bom espaço na mídia. Mas pode haver novos desdobramentos amanhã em função de: reunião de pesquisadores, agora à noite, na UFRJ; chances de que manchas cheguem a outros estados do Sudeste e, sobretudo, a rios, o que poderia afetar abastecimento de água em algumas localidades.

Deltan no Conselho do MP

Foi pautado para amanhã, pelo Procurador Geral da república, Augusto Aras, julgamento do procurador Deltan Dallagnol no Conselho Nacional do Ministério Público.

Serviços em alta

No que se refere a indicadores econômicos, destaque amanhã para a Pesquisa Mensal de Serviços (IBGE), de setembro. Estimam-se resultados positivos, com alta de 1,2%, após queda de 0,2% em agosto. Panorama seria comemorado – e valorizado – pelo governo federal.

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08.11.19

Lula solto: Congresso, Mídia, Sociedade

Termômetro

Soltura do ex-presidente Lula influenciará todo o debate político parlamentar, bem como o noticiário, amanhã e nos próximos dias. Alguns pontos, tudo indica, serão centrais nesse processo:

1) Em termos parlamentares e de mídia, a força com que avançará a proposta de se votar emenda constitucional repondo a prisão em segunda instância. Pauta terá apoio do Grupo Globo e de grandes veículos, como o Estadão, mas o grau de pressão que será alcançado ainda é incerto.

O mesmo vale para o Congresso. Setores já se mobilizam e prometem investir pesado em emenda constitucional. Que deve ser capitaneada pelo Senado, através da CCJ, comandada pela senadora Simone Tebet. No entanto, presidente da Casa, Davi Alcolumbre, demonstra enorme reticência em pautar o projeto. E Maia, embora indique que abrirá caminho para tramitação de emenda na Câmara, está longe de patrociná-la. Vale muita atenção para o posicionamento de ambos, amanhã.

O outro ponto decisivo serão as movimentações do Centrão, que pode aumentar a fervura ou jogar balde de água fria na tentativa. A segunda hipótese parece ser a mais provável, mas não se pode bater o martelo.

2) A atitude do próprio Lula e do PT, nos próximos dias. Pelo tom do primeiro discurso, Lula voltará suas baterias para ataque duplo: contra Moro e a Lava Jato  e, em menor medida, a mídia; contra o governo, com foco na economia e na educação.

A se observar como esse posicionamento evoluirá – particularmente buscará se constituir como polo de crítica à gestão Bolsonaro. Se o fizer, pode utilizar como gancho, justamente, a atual política econômica e o ministro Guedes, que vem de semana na qual angariou apoio renovado da mídia e do setor empresarial.

Outros alvos naturais seriam pastas mais impopulares – educação e meio ambiente estão no radar. Nesse caso, haverá reação dos ministros? E, no que se refere à política econômica, do mercado?

3) O posicionamento dos partidos de oposição, particularmente do PDT e de Ciro Gomes. Se associarão ao impacto que virá da soltura ou buscarão distanciar-se de Lula?

4) Também estarão no radar as decisões de movimentos sociais que apoiam o “Lula Livre”. Esquerda tem mostrado enorme dificuldade de mobilização, mas não se pode descartar impulso para algum tipo de manifestação, com a liberdade do ex-presidente.

5) Reação do presidente Bolsonaro e do ministro Moro. É questão similar a do próprio Lula. Responderão de maneira mais institucional – como ocorre até o momento – ou mais política, mobilizando seguidores e opinião pública?

6) Movimentações nas redes sociais e no PSL. Vale observar se a existência de um “inimigo comum” pode amenizar embates internos em grupos ligados ao presidente Bolsonaro e a partidos da direita. A deputada Joice Hasselman, por exemplo, já acena com articulação para votar emenda constitucional que reporia prisão em segunda instância. E Carlos Bolsonaro começa a operar nas redes.

7) Posicionamento da chamada ala militar do governo – e de lideranças das Forças Armadas como um todo. Não há expectativa de nenhuma iniciativa fora de arcabouços institucionais, mas, dado o momento, qualquer declaração mais enfática pode gerar forte polêmica.

8) Nível de mobilização institucional que ainda pode ser alcançado por uma fragilizada Lava Jato.

9) A quantidade de pessoas com possibilidades reais de serem soltas – terá forte impacto sobre o debate. Se aproximarão das 5 mil, como indicou o noticiário nas últimas semanas, o que alimentaria percepção de impunidade? Ou tal número diminuirá significativamente, indicando que estimativas podem ter sido exageradas?

Outros dois temas, nesse âmbito, serão:

> Ilações sobre liberação de nomes conhecidos, que, sem a popularidade do ex-presidente, favoreceriam discurso contrário à decisão do STF. Seria o caso do ex-ministro José Dirceu, do ex-governador Eduardo Azeredo e do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque;

> Como outro lado da moeda – para parte de movimentos sociais com alguma entrada na mídia –, a libertação de ativistas presos sem condenação definitiva.

10) Presidente do STF, Dias Toffoli, afirmou que STF não veria negativamente uma proposta de emenda constitucional que acabasse por reverter decisão do Tribunal. Para ele o tema não seria cláusula pétrea da Constituição. Mas os demais ministros – particularmente os ditos “garantistas” –  ainda não corroboraram tal posição.

Diagnóstico da América Latina

Vale conferir, na segunda-feira, a Sondagem da América Latina, levantamento trimestral da FGV. Gera muito interesse pela situação atual de muita instabilidade na região, econômica e politicamente, sobretudo. No último estudo, publicado em agosto, o Indicador de Clima Econômico havia recuado pela segunda vez consecutiva – influenciado, também, por temores de guerra comercial entre EUA e China –, mas  o de Expectativas havia melhorado.

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06.11.19

Disputa pelo Parlasul

O PSL, ou melhor, o PSL de Jair Bolsonaro, vai testar sua força no Congresso hoje. A ala bolsonarista do partido passou o dia de ontem buscando votos para a senadora Soraya Thronicke (MS), que hoje disputará a presidência da representação brasileira no Parlamento do Mercosul contra o colega Telmário Mota (Pros-RR). O “primeiro turno” da eleição se dá nos bastidores: Mota tenta convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a restringir a votação aos dez senadores que integram o Parlasul, entre os quais acredita ter maioria, e a não a todo o plenário.

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04.11.19

Começou mal

O ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antonio – suspeito-mor de comandar o suposto laranjal do PSL –, é um dos artífices da criação do Partido da Defesa Nacional. A sigla nasceria para receber Jair Bolsonaro e outros retirantes do PSL.

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01.11.19

Os senhores do destino

Congressistas baianos – capitaneados pela deputada Dayanne Pimentel (PSL), presidente da Frente Parlamentar da Indústria Marítima – têm feito uma romaria junto aos presidentes do Banco do Brasil, Rubem Novaes, e da Caixa, Pedro Guimarães. Buscam um acordo que contemple a redução da dívida do estaleiro Enseada. A empresa, pertencente à Odebrecht e à OAS, entrou em recuperação judicial com um passivo de R$ 2,3 bilhões. Juntos, BB e Caixa são credores de quase 70% desse montante.

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31.10.19

Mobilização contra Eduardo Bolsonaro

Termômetro

Declaração de Eduardo Bolsonaro indicando possibilidade de novo AI 5 “caso esquerda radicalize” vai mobilizar tanto o Congresso quanto a mídia, amanhã. Há sinais de que o presidente Rodrigo Maia, apoiado pelo centrão, por partidos de oposição e por parte do próprio PSL, buscará iniciativa mais dura contra Eduardo. Há possibilidade de que se ponha na mesa processo de cassação do parlamentar, mesmo com pedido de desculpas, agora à noite.

Já a mídia tende, majoritariamente, ao repúdio veemente à declaração de Eduardo, por meio de matérias, analistas e espaços para manifestações institucionais – como as da OAB e de membros do STF. Tendência é de apoio à cassação ou de punição que imponha freio a manifestações consideradas antidemocráticas. Ao mesmo tempo, deve dissociar a questão da defesa das próximas reformas – administrativa e pacto federativo, visando controle de gastos públicos e aumento de repasses federais para estados e municípios.

Nesse sentido, delineia-se clivagem entre a ala política do Planalto e o ministro Paulo Guedes, visando blindá-lo. O mesmo vale para movimentações no Parlamento: qualquer ameaça às reformas gerada por desestabilização do ambiente político será condenada, ainda que responsabilidade seja atribuída a Eduardo e ao próprio presidente.

Bolsonaro, justamente, também será cobrado por posição mais contundente – e definitiva – sobre a declaração do filho. Condenação da fala de Eduardo, ainda que de maneira ríspida e ameaçando encerrar entrevista, teve recepção razoável, mas ainda assim já seria insuficiente. Cenário vai piorar se o presidente mantiver tentativa subsequente, alegando que declarações do filho foram mal interpretadas. Pode diminuir a pressão amanhã, ou aumentá-la. A conferir.

Por fim, vale atenção para outros três pontos:

1) Como o caso influirá em embate interno no PSL e na manutenção de Eduardo na liderança do partido na Câmara. Bem como no comando do diretório em São Paulo.

2) Reação de alas militares, dentro e fora do governo, que parecem cada vez mais divididas. O grupo mais próximo ao presidente, ao que parece, será representado pelo general Heleno. Momento é delicado até porque, junto à polêmica ligada ao AI 5, ganham força críticas internas de associações de suboficiais. Acusam o governo e a cúpula das Forças Armadas de privilegiarem oficiais de alta patente na reforma da previdência militar. Tema pode se imiscuir no debate, amanhã.

3) Apesar de perder força hoje, apuração ligada ao assassinato da vereadora Marielle Franco ainda terá desdobramentos. E ajudará a radicalizar o ambiente político.

Partido Novo afasta Salles

Ministro do Meio Ambiente voltará ao centro das atenções, nesta sexta, devido à iniciativa de seu próprio partido (Novo), que decidiu suspendê-lo, há pouco.

Tendências na indústria

Saem nesta sexta-feira alguns números importantes do setor industrial, nacionalmente:

1) A PIM Produção Física de setembro (IBGE). Espera-se resultado positivo, com novo crescimento (0,9%, após alta de 0,8% em agosto). A destacar também previsões de salto – entre 1,5% e 1,9% – sobre setembro de 2018. Número seria bastante significativo, já que reverteria tendência anual . Houve queda de 2,3% em agosto, 2,5% em julho e 5,9% em junho, sobre os mesmos meses de 2018.

2) Utilização da Capacidade de setembro (CNI). Interessante avaliar se os números corroboram momento positivo para o setor industrial. Em agosto já houve avanços, com aumento em horas trabalhadas, faturamento e Utilização da Capacidade Instalada (que superou 78%).

3) Venda de Veículos (Fenabrave) de outubro. Resultados de setembro foram positivos, com alta de 10,1%. Mas dados precisam ser pesados, também, em função de resultados de exportações. Trata-se de área na qual retração do mercado argentino tem forte impacto para o Brasil.

Nesse âmbito, previsões são negativas. Números da Balança Comercial de Outubro (MDIC), que serão divulgados amanhã, devem trazer superávit entre 1,2 e 1,7 bilhão, o que significaria forte recuo frente a setembro (2,25 bilhões).

Por fim, deve ter repercussão nesta sexta estudo da Firjan abordando a situação fiscal dos estados. O levantamento dará força à inclusão dos mesmos na reforma da Previdência, através da PEC Paralela. Isso porque dados apontarão para a mudança de situação crítica para em dificuldade em relação a 70% das unidades da Federação.

Trump e o Impeachment: democratas confiantes

Votação na Câmara de Deputados, dominada pelo Partido Democrata, basicamente oficializa o processo de impeachment nos EUA. Daqui para a frente, inquérito e audiências podem ser abertos ao público. Iniciativa será interpretada como sinal de confiança dos democratas na solidez das investigações. E deve aprofundar esgarçamento institucional, já que o presidente Trump indica que, mesmo com votação, manterá estratégia de deslegitimar o processo.

Emprego estável nos EUA

Serão divulgados amanhã o Relatório de Emprego de outubro e o Índice de Atividade dos Gerentes de Compras Industrial ISM de Outubro, nos Estados Unidos. Expectativa é de que a taxa de desemprego se mantenha baixa, praticamente estável (3,6% contra 3,5% em setembro). Salários também tendem para alta, em torno de 3%. De negativo, apenas a provável desaceleração na taxa de expansão da folha de pagamento. Já no que se refere ao Índice ISM, previsão é de avanço (49,0 frente a 47,8 em setembro), mas ainda abaixo de 50 pontos.

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30.10.19

Enquanto isso, no PSL…

Em meio à batalha entre “bolsonaristas” e “bivaristas”, diretórios do PSL, como Sergipe e Amapá, perigam fechar as portas por falta de repasse de recursos do fundo partidário. Algo semelhante ocorre no interior de São Paulo, onde várias das representações regionais do partido constam na lista de devedores da Procuradoria-Geral Nacional da Fazenda.

O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança ameaça deixar o PSL. PSDB e PTB já abriram as portas ao “Príncipe”. Quanto mais o monarca nega, mais seus interlocutores têm certeza de que ele quer disputar a Prefeitura de São Paulo.

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25.10.19

Classificados partidários

Além do DEM, o trader Luciano Bivar também ofereceu a sua porção do PSL para uma fusão com o PTB, de Roberto Jefferson.

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21.10.19

As próximas reformas e a relação entre Câmara e Senado

Termômetro

A conferir, amanhã, como evolui a “corrida” para pautar as próximas reformas, lançada hoje pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Atenção, sobretudo, para: 1) Sinais de Maia e Alcolumbre acerca do papel da Câmara e do Senado nas tramitações. Clima parece pacificado, mas última etapa da Previdência gerou rusgas; 2) Indicação de prioridades de parte à parte. É preciso ver se Maia efetivamente apostará na reforma administrativa. Alcolumbre, por sua vez, ainda não mostrou claramente qual a sua agenda.

PSL – disputa por cargos

Nova reviravolta na guerra interna do PSL, com Eduardo Bolsonaro assumindo a liderança do partido na Câmara, não encerrará o conflito, amanhã. A questão é se recuos de hoje, especialmente da parte de “bivaristas” indicam possibilidade de trégua, nesta terça, ou apenas uma pausa antes de retomada de movimentações mais agressivas.

Nesse sentido, os principais fatores serão:

1) Escolha definitiva da liderança do partido na Câmara, que passará por 3 opções:  Manutenção de Eduardo;retomada do cargo por aliado de Luciano Bivar; ou escolha de um terceiro nome, que representepossibilidade de acordo entre as alas do partido.

2) Efetivação ou não de retirada de Eduardo e Flavio Bolsonaro das lideranças do PSL em São Paulo e no Rio, respectivamente. Bem como da suspensão de 5 parlamentares alinhados ao presidente Bolsonaro – bivaristas chegaram a falar em retirada da punição, mas voltaram atrás.

3) Tom do presidente e de parlamentares que assumiram a frente do conflito – Major Olímpio, Joice Hasselmann, delegado Waldir e Bivar, de um lado, filhos do presidente Bolsonaro, de outro.

Reflexos chilenos

Manifestações no Chile vão levantar pautas sobre impacto social da reforma da Previdência no Brasil. O Chile já foi considerado um modelo pelo ministro Paulo Guedes, e a Previdência, justamente, é uma das pautas dos protestos.

Justiça e meio ambiente

Cobranças da Justiça continuarão a desgastar o governo em relação ao vazamento de óleo que atinge o litoral do Nordeste. E tendem a se aprofundar questionamentos sobre suposto desmanche dos órgãos de controle ambiental na atual gestão.

Israel enfraquece Bolsonaro

Em meio à viagem na qual pode reforçar imagem internacional, muito abalada nos últimos meses, Bolsonaro perde força com anúncio, há pouco, de que o primeiro-ministro Netanyahu desistiu de formar o governo. O líder israelense é um de seus principais aliados

Inflação e Indústria brasileiras

Saem amanhã o IPCA-15 de outubro; a Prévia da Sondagem da Indústria (FGV), também de outubro, e a Sondagem Industrial, da CNI, de setembro.

Para o IPCA-15, considerado a prévia da inflação, estima-se crescimento na faixa de 0,03%. Em setembro, contudo, o número veio com alta de 0,09% e inflação oficial fechou com queda de 0,04%. Ou seja, confirmada a alta de 0,03% amanhã, ainda não se poderia descartar ausência de inflação – ou mesmo nova deflação –no fechamento do mês corrente. Atenção especial para o quesito alimentos, que puxou para baixo o IPCA de setembro e cuja queda havia sido detectada no IPCA-15.

Já as sondagens industriais da FGV e da CNI terão papel importante para detectar tendências do setor. No que se refere à CNI, olho na curva da Utilização da Capacidade Instalada. Levantamento de agosto apresentou redução de estoques indesejados, sinal positivo para aumento de produção.

Ao mesmo tempo, expectativas da indústria, tanto neste índice quanto no da FGV, de setembro, tiveram viés de baixa. Reversão evidenciaria confiança em retomada, confirmando alguns sinais de atividade econômica recentes.

Mercado imobiliário nos EUA e importações na Argentina

No exterior, vale conferir:

1) Números de Venda de Casas Usadas em setembro, nos EUA, que representam um bom indicador da pujança do mercado imobiliário norte-americano. Espera-se recuo frente a agosto, mas em patamar alto (da ordem de 5,45 milhões), entre os três melhores resultados do ano;

2) Balança Comercial da Argentina em setembro. Números de agosto trouxeram superávit acima do esperado, o que reflete, no entanto, queda de importações, com efeitos muito negativos para o Brasil, sobretudo no setor automotivo. Expectativa é de que tal tendência se mantenha.

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21.10.19

O que anda ruim pode ficar ainda pior

Observatório

Por Francisco Ourique, economista e especialista em comércio exterior.

Enquanto o ambiente político-partidário passa pelo tufão do “affair” do PSL versus Bolsonaro, na área econômica temos somente mais do mesmo: há evidências de perdas na área externa. O desarranjo neoliberal busca tapar o sol com a peneira, e procura inflar expectativas de ondas de investimentos que ainda ninguém viu e nem sabe de onde virá. Salvo a venda do acúmulo natural de petróleo da área do pré-sal, temos indicadores preocupantes.

Do pico das reservas internacionais verificadas em meados de junho de 2019, de USD 390,5 bilhões, estamos hoje com USD 373 bilhões em carteira, coisa de R$ 71 bilhões em alguns meses. A Balança Comercial brasileira também vem mostrando sinais preocupantes, com importações estáveis e exportações descendentes. Entre janeiro e setembro do ano em curso, o superávit ficou em USD 33,6 bilhões, perda de USD 8,1 bilhões, comparado ao desempenho do mesmo período do ano anterior.

Os investimentos Diretos Líquidos seguem a mesma trajetória. Entre janeiro e agosto de 2019 o Banco Central reporta resultado positivo de USD 41 bilhões, representando queda de USD 5 bilhões do mesmo período do ano anterior. Até quando será possível dizer que está tudo muito bom, está tudo muito bem? Não vai demorar muito para a área externa demonstrar que o discurso festivo de consistência não é o que parece.

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