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10.07.19
ED. 6153

Cartão de visitas

Jair Bolsonaro está encantado com o trabalho do general Luiz Eduardo Ramos na Secretaria de Governo. Ontem, em conversa com parlamentares do PSL, teria dito que “Em cinco dias, ele já fez mais do que o Onyx em seis meses”, em referência ao ministro da Casa Civil, afastado da articulação política. No Palácio do Planalto, a percepção é que Ramos conseguiu encontrar um denominador comum na interlocução com Rodrigo Maia.

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08.07.19
ED. 6151

Trabalho de cão

A quem lhe pergunta sobre a perda da articulação política para o general Luiz Eduardo Ramos, Onyx Lorenzoni tem repetido com indisfarçável dose de cinismo: “O presidente sabe o que faz. Duas pessoas tomando conta do mesmo cachorro nunca dá certo”. Se depender da pressão do PSL, já, já o ministro Lorenzoni deixa o canil.

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03.07.19
ED. 6148

Bolso-Witzel

Há, desde já, uma articulação para que o PSC, partido do governador Wilson Witzel, não lance candidatura à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2020. A sigla apoiaria o candidato lançado pelo PSL. Caberia ao PSC indicar o vice, possivelmente o Pastor Everaldo. Seria a repetição da dobradinha Bolsonaro-Witzel que provocou um tsunami eleitoral no Rio em 2018.

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24.06.19
ED. 6141

PSL anda cítrico demais

O senador Major Olímpio prega a expulsão da deputada Alê Silva, de Minas Gerais, do PSL. A parlamentar denunciou o suposto esquema de candidaturas -laranja do partido em 2018, que teria sido comandado pelo atual ministro do Turismo, Marcelo Antonio. Já relatou até ter sofrido ameaças de morte por parte do ministro. No PSL, no entanto, há vozes, como de Joice Hasselmann, que tentam esfriar o Major Olímpio, por entender que o expurgo da deputada será um tiro no pé e dará muito mais ressonância ao caso.

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18.06.19
ED. 6138

Prévias tucanas

Um dos “pratos” que mais fizeram sucesso no jantar oferecido pelo empresário Paulo Marinho a João Doria, na última sexta-feira, no Rio, foi “fritada de Bruno Covas”. Joice Hasselmann foi cortejada durante toda a noite pelos tucanos. A deputada do PSL é o sonho de consumo de Doria para disputar a prefeitura pelo PSDB em 2020.

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13.06.19
ED. 6135

Desarticulação política

A base governista, leia-se PSL, tenta emplacar Alexis Fonteyne (Novo-SP) como relator da reforma tributária na Comissão Especial da Câmara. Batalha praticamente perdida. No que depender de Rodrigo Maia, o eleito será Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

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12.06.19
ED. 6134

“Capitã Moro”

Ontem, Joice Hasselmann fez uma blitzkrieg no Congresso, orientando parlamentares alinhados ao governo a dar declarações públicas de apoio a Sergio Moro e Deltan Dellagnol. Basicamente, a recomendação se aplica apenas aos novatos do PSL. Os veteranos do Congresso têm motivo de sobra para querer ver a “República de Curitiba” pelas costas.

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05.06.19
ED. 6129

Musas do PSL

Joice Hasselmann tem sido estimulada pela ala mais radical do PSL, a começar pelo Major Olímpio, a lançar imediatamente sua candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2020. Antes que Janaina Paschoal o faça.

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24.05.19
ED. 6121

Direita busca a coesão em concílio digital

Os ativistas de direita que se tornaram ex-bolsonaristas ou bolsonaristas com dor de cotovelo planejam um encontro para alinhar posições e discutir uma estratégia comum. Umas das propostas, segundo apurou o RR, é que o evento seja a primeira convenção digital da direita. A iniciativa é atribuída ao cantor Lobão. A pauta dos debates é incandescente. Vai da cooptação do vice-presidente Hamilton Mourão à atitude em relação ao filósofo Olavo de Carvalho (“enfrentamento ou congelamento”) até um plano com medidas alternativas de governo.

Há personagens mais e menos revoltados com Jair Bolsonaro. O colunista Reinaldo Azevedo, por exemplo, tornou-se quase um petista raivoso. São ativistas magoados o jornalista Augusto Nunes, o líder do MBL, Kim Kataguiri, e o ator e deputado Alexandre Frota. O cantor Lobão é o principal agregador do grupo. Ele tem um site – o “Lobão oficial” – que virou um point digital da “direita”. O escritor Martin Vasques da Cunha, o economista Rodrigo Constantino e o jornalista Francisco Escorsin estão na linha de tiro dos bolsonaristas, mesmo sendo do time construtivo, que acredita em uma virada na direção do “bem”.

O assessor internacional do Palácio do Planalto, Filipe Martins, por sua vez, tem sido chamado de “jacobino olavista”. Está à beira do expurgo. O filósofo Luiz Felipe Pondé – que também usa seu programa de entrevistas na internet como bunker ideológico – é um dos cruzados direitistas mais light, que tem expectativa de arrumar a casa. Consultado pelo RR sobre a proposta de realização de uma convenção digital organizada por Lobão e outros expoentes da nova direita brasileira, Pondé disse: “Não fui contatado por eles ainda”.

Janaina Paschoal e Lobão oscilam entre o “pau puro” e a “volta para casa”. Janaina é a mais empolgada em criar um canal direto junto a Hamilton Mourão. É difícil, mas a ideia é que, pelo menos em relação a alguns pontos, todo esse pessoal fale a mesma língua. Mas há um consenso de que é preciso afinar os discursos. Nas palavras atribuídas a Lobão, “a direita não pode ser o lobo da direita”. Dividida a direita já está. Mas pode piorar. Seus líderes acreditam que o racha vai aumentar após as manifestações do próximo domingo.

A julgar pelas reações antagônicas que a convocação gerou dentro da base de apoio de Jair Bolsonaro, esse risco não é pequeno. No entanto, há quem pense o contrário e enxergue nos protestos uma oportunidade de conciliação e até uma forma de estímulo à militância. Que o diga Alexandre Frota, que até alguns dias trás vinha sendo considerado persona nom grata pelo clã dos Bolsonaro – Eduardo Bolsonaro chegou a chamá-lo de “caroneiro”.

Em conversa com o RR, o deputado se disse, com todas as letras, integrante da “tropa de choque do presidente Bolsonaro”: “Eu me considero um guerreiro e não temo a esquerda.” A lealdade, no entanto, não o impede de dar uma cutucada no Capitão: “Acho que ele não prestigia o PSL como faz com o DEM, partido detentor de muitos cargos no governo”. Já o economista Rodrigo Constantino não esconde seu incômodo com a ala bolsonarista, que “continua agindo como se estivesse em campanha eterna”. Constantino acredita que as divergências vão se acentuar: “É como se Bolsonaro tivesse sido eleito para imperador absolutista. Há claro desprezo pela democracia em si. Portanto, não vejo como essa divisão se aliviar, já que a ala jacobina deve dobrar a aposta em sua retórica autoritária, o que os liberais e conservadores jamais aceitarão.”

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23.05.19
ED. 6120

Vazou para a imprensa

Na próxima terça-feira, dia 28, as atenções sobre o “Caso Queiroz” estarão voltadas para o Conselho Nacional do Ministério Público. O RR apurou que o órgão vai se reunir nessa data para analisar o recurso do PSL contra José Eduardo Gussem, procurador-geral de Justiça do MP do Rio de Janeiro, e o promotor Gláucio Cardoso. No papel de escudo de Flavio Bolsonaro, o partido pediu que os dois sejam afastados das investigações, acusando-os de terem vazado informações à imprensa. Vai ficar querendo. A tendência é que o Conselho engavete o pedido.

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13.05.19
ED. 6112

O silêncio da ética

A Comissão de Ética Pública da Presidência mantém um estranho silêncio em relação ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Mais de três meses após as primeiras acusações – feitas pelo ex-ministro Gustavo Bebianno -, o órgão não abriu qualquer procedimento para averiguar as acusações de que Álvaro Antônio liderou um suposto esquema de candidatos laranja do PSL em Minas Gerais. Durante o governo Temer, tido a Comissão abriu investigação contra dez ministros.

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10.05.19
ED. 6111

CPI do Fies a caminho

Parlamentares do PSL, a começar pela onipresente Joice Hasselmann, estão costurando o apoio de outros partidos para a criação da CPI do Fies, com o objetivo de investigar o repasse de recursos a grupos privados da área de educação. A Comissão quase saiu do papel no governo Temer, mas acabou no fundo da gaveta. Agora, ao que parece, a escalada da narrativa para justificar a CPI já começou: nesta semana, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, chamou o Fies de “desastre” e “tragédia”.

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07.05.19
ED. 6108

Sérgio Moro do B e do C

O PSL, de Jair Bolsonaro, mira em Deltan Dallagnol e Marcelo Bretas. O partido enxerga dois candidatos blockbusters, respectivamente, à Prefeitura de Curitiba e do Rio de Janeiro em 2020. Bretas, por sinal, também é o nome dos sonhos do governador Wilson Witzel.

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02.05.19
ED. 6105

Queda de braço

PP e PSL se digladiam pelo comando do Banco do Nordeste (BNB). O presidente do PP, Ciro Nogueira, trabalha, dia sim e o outro também, para emplacar Nelson de Souza no comando do Banco do Nordeste (BNB). Já o PSL defende a permanência de Romildo Rolim no posto. No Palácio do Planalto, o discurso é que Paulo Guedes tem carta branca para decidir.

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02.05.19
ED. 6105

Por um fio

O nome de Paulo Senise, expresidente da Companhia de Turismo do Rio, começa a ganhar corpo no Palácio do Planalto como potencial substituto de Marcelo Alvaro Antonio. O atual ministro do Turismo, investigado no esquema dos “laranjas” do PSL, está prestes a cair de maduro.

No próprio Ministério, já se dá como certo que a eventual demissão de Marcelo Antonio leva de arrasto o secretário executivo Daniel Nepomuceno.

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29.04.19
ED. 6103

Reserva de valor 1

O governo não apenas discute a fusão do Ibama com o ICMBio como também a nomeação de um quatro estrelas para comandar a superautarquia.

Reserva de valor 2

Apesar da cobiça do PSL e do DEM, o Palácio do Planalto também pretende indicar um militar para a vaga aberta na Anac. Helio Paes de Barros deixou a diretoria da Agência para comandar da Infraero.

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22.04.19
ED. 6098

Gentili & Frota

Bastou ser condenado em ação movida pela petista Maria do Rosário para o apresentador e humorista Danilo Gentili virar objeto de cobiça do PSL. No partido, que já abriga Alexandre Frota, há quem fale até que Gentili, identificado com o eleitor de direita, seria um bom nome para disputar a Prefeitura de São Paulo em 2020. E não é em tom de piada.

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01.04.19
ED. 6084

“CPI da Pedofilia”

Na próxima quarta-feira, líderes partidários vão se reunir para bater o martelo sobre a criação de uma CPI Mista para investigar crimes cibernéticos. A proposta já tem o apoio da bancada do PSL. Mas, ao contrário do que o nome possa sugerir, que ninguém pense em uma CPI para averiguar fake news e afins. O alvo principal são os crimes de pedofilia.

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29.03.19
ED. 6083

Desarticulador político

O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), tornou-se motivo de troça entre seus próprios pares no partido. Durante reunião da cúpula do PSL, ontem, o comentário uníssono é que bastou o deputado ser despachado para longe para a reforma da Previdência andar uma casa, com a escolha do seu relator. Hugo passou quase todo o dia em São Paulo

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25.03.19
ED. 6079

Inimigo íntimo

A bancada do PSL, a começar pela indômita Joice Hasselmann, tem feito duras críticas nos bastidores ao correligionário Felipe Francischini, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Mais de um mês após o presidente Jair Bolsonaro encaminhar à Casa a proposta da reforma da Previdência, a CCJ sequer deu a partida na análise de admissibilidade do projeto.

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25.03.19
ED. 6079

Cassinos buscam um novo “cabo eleitoral”

O lobby dos cassinos procura um novo “porta-voz” no governo. Acusado de comandar o “laranjal” do PSL, o ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antonio, tornou-se o anti-garoto propaganda. A cada declaração do ministro favorável à proposta, o projeto que libera o jogo no país volta uma casa no tabuleiro.

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22.03.19
ED. 6078

Não é pelos R$ 20 mil…

O contencioso entre Gilberto Gil e o neoídolo da extrema direita Alexandre Frota terá novos capítulos. Segundo o RR apurou, mesmo após ganhar em primeira instância o processo que move contra o deputado federal, Gil entrou com um recurso, na última quarta-feira, no Tribunal de Justiça do Rio. O compositor quer aumentar o valor da indenização que Frota terá de pagar. A defesa de Gil alega que a cifra de R$ 20 mil estipulada na primeira sentença é desproporcional às ofensas feitas por Frota no Twitter. O parlamentar do PSL publicou que, agora, Gil não poderia mais “roubar livremente recursos oriundos da Lei Rouanet”

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19.03.19
ED. 6075

Câmara sem escola

A bancada do PSL, especialmente o deputado Felipe Francischini, novo presidente da CCJ, tem feito carga para colocar o projeto da “Escola sem partido” na pauta da Câmara. No que depender de Rodrigo Maia, no entanto, a proposta deve ficar do meio para trás na fila.

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21.02.19
ED. 6060

Museu Nacional

O futuro do passado do Brasil tem provocado um racha no Congresso. PSL e DEM trabalham pela aprovação do projeto de criação da Agência Brasileira de Museus (Abram), proposta herdada ainda do governo Temer. Já o PT e o PSOL querem brecar a iniciativa. Pregam a manutenção do Ibram – Instituto Brasileiro de Museus, com a alegação de que a criação da nova agência é apenas um pretexto para a degola de parte do quadro funcionários da autarquia.

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20.02.19
ED. 6059

Segue o líder

Em meio ao alvoroço da demissão de Gustavo Bebianno, Jair Bolsonaro deverá se reunir hoje com um grupo de parlamentares do próprio PSL. Entre outros temas, vão tratar da possível substituição do Major Vitor Hugo (PSL-GO) como líder do governo na Câmara. O partido quer manter a primazia sobre o cargo, mas enfrenta a concorrência do DEM, de Onyx Lorenzoni.

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04.02.19
ED. 6047

Projeto de lei a futuro

O PSL quer mobilizar o Congresso para votar um projeto de lei alterando o dia da posse do presidente da República e, por extensão, de governadores e prefeitos. A proposta é empurrar a efeméride para fevereiro, coincidindo com o reinício das atividades no Parlamento. Seria uma forma de impedir o engessamento do governo logo na partida em assuntos que dependem do Legislativo. O PSL quer votar o projeto este ano, a tempo de valer para as eleições municipais de 2020. Mas talvez o partido esteja pensando mesmo na próxima posse de um Bolsonaro. Seja ele Jair, Eduardo, Carlos… menos o Flávio.

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21.01.19
ED. 6037

O guru é cruel

No YouTube, Olavo de Carvalho chamou de “palhaços” os parlamentares do PSL que viajaram à China. Fora do ar foi ainda mais cruel: chegou a recomendar a Eduardo Bolsonaro a expulsão de todos do partido. Como os Bolsonaro não vão rasgar voto no Congresso, vai ficar o dito pelo não dito.

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11.01.19
ED. 6031

Vulpino

Há uma raposa do PSL que considera a onda de feminicídios e abusos de menores como o primeiro degrau para que se chegue à pena de morte. A visibilidade desse circo de horrores vai aumentar. Em tempo: o projeto do castigo letal, caso seja realmente levado às últimas consequências, deverá sair do gabinete de Sérgio Moro. E daí para um plebiscito.

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04.01.19
ED. 6026

Siga o mestre

No melhor estilo Bolsonaro, o PSL vai investir consideravelmente na comunicação digital. Um dos principais projetos é a criação de um programa diário, no YouTube, para noticiar a atuação dos parlamentares do partido – uma espécie de “A hora do Brasil” privada em versão 4.0. A cúpula do partido quer chegar a um milhão de seguidores na plataforma de vídeos ainda neste ano – hoje são 200 mil.

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02.01.19
ED. 6024

Alta patente

Na esteira do “Caso Queiroz”, o senador eleito Major Olímpio vem ganhando terreno no tabuleiro parlamentar do PSL. Caso Jair Bolsonaro decida “preservar” o rebento Flavio, o PM surge como o nome mais cotado para ser o líder do governo no Senado.

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18.12.18
ED. 6017

Será fogo amigo?

O deputado Delegado Waldir (PSL-GO) ganhou pontos junto aos Bolsonaro pelo seu trabalho na articulação política. Seu nome já desponta como favorito ao posto de líder do partido na Câmara. O inusitado, neste caso, é o fato de a família Bolsonaro aparentemente estar satisfeita com um parlamentar do PSL.

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10.12.18
ED. 6011

Ameaça vermelha

Como se não bastasse a refrega entre Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann, uma questão aparentemente prosaica causa fissuras no PSL. Trata-se do convite do Partido Comunista Chinês a parlamentares brasileiros para uma visita a Pequim. O presidente do PSL, Luciano Bivar, defende a ida de uma comitiva da legenda. No entanto, boa parte da bancada, incluindo a própria Joice, rechaça a ideia de pisar “naquela terra de comunistas”.

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07.12.18
ED. 6010

Voto impresso racha os “bolsonaristas”

Uma pauta controversa provoca fissuras no núcleo duro do próximo governo. A bancada do PSL, notadamente o Major Olímpio, costura o apoio de outras legendas para a aprovação do voto impresso obrigatório. Aliada do PSL, a deputada eleita Bia Kicis (PRPDF) deverá apresentar, logo no início do mandato, projeto de lei determinando a adaptação do atual sistema do TSE para a impressão dos comprovantes de votação em todas as urnas eletrônicas. A premissa é a redução do risco de fraude eleitoral. A medida, no entanto, encontra resistências entre os assessores de Bolsonaro para a área de segurança. O temor é que o governo eleito com um forte discurso de combate ao crime organizado acabe dando um presente de bandeja para traficantes, milicianos e congêneres. Estes passariam a ter uma arma de grosso calibre para coagir o eleitor a votar em candidatos de seu interesse, com a devida “prova do crime”. Dados da Inteligência da PF indicam que criminosos têm influência direta sobre as eleições em pelo menos nove estados. Como seria de se esperar, o caso mais dramático é o Rio de Janeiro. Só no Grande Rio, estima-se que mais de dois milhões de eleitores vivam em áreas sob ingerência de traficantes e milícias.

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22.11.18
ED. 5999

O hedge de Rodrigo Maia

Ao que parece, Rodrigo Maia confia desconfiando no PSL. Não obstante o alinhamento com Jair Bolsonaro e os 52 deputados do partido – segunda maior bancada da próxima legislatura –, Maia intensificou as negociações com PCdoB, PSB e PDT em busca de apoio à sua reeleição para a presidência da Câmara. Se o PSL roer a corda, ainda terá um colchão de votos.

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19.11.18
ED. 5996

PSL News

A convenção do PSL paulista, no próximo dia 30, será exatamente isso: apenas uma convenção. Independentemente do resultado, o comando do diretório ficará com Eduardo Bolsonaro.

Jair Bolsonaro se reunirá nesta semana com o presidente do PSL, Luciano Bivar, para definir a pauta do partido no Congresso. Vai aproveitar para, digamos assim, frear o ímpeto de Bivar em lançar nomes à presidência da Câmara e do Senado. O Capitão tem enxergado um excesso de voluntarismo no presidente do PSL.

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16.11.18
ED. 5995

PSL toma um banho de loja

De volta ao comando do PSL, o deputado eleito Luciano Bivar vai conduzir um plano de reestruturação da legenda. O objetivo é apagar a pecha de partido de aluguel e montar uma organização à altura da sigla que elegeu o presidente da República, 53 deputados e quatro senadores. A prioridade no “business plan” de Bivar é estruturar os 27 diretórios estaduais. A maioria está instalada em imóveis temporários e tem direções interinas. Além disso, a bancada do PSL será submetida a uma espécie de “intensivão” sobre o funcionamento do Congresso. Uma parte expressiva dos eleitos é marinheiro de primeira viagem, que embarcou no fenômeno Bolsonaro.

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14.11.18
ED. 5994

Um sentinela do PSL

Jair Bolsonaro acalmou o ímpeto do Major Olímpio (PSL-SP) de concorrer à Presidência do Senado. O aliado deverá ficar com a liderança do partido na Casa.

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07.11.18
ED. 5989

Os sentinelas de Bolsonaro

Os quatro senadores eleitos pelo PSL, de Jair BolsonaroFlávio Bolsonaro (RJ), Major Olímpio (SP), Juíza Selma Arruda (MT) e Soraya Thronicke (MS) – vão se reunir pela primeira vez, hoje, em Brasília. O objetivo é discutir a estratégia da bancada para a disputa da mesa diretora da Casa. Nos primeiros contatos por WhatsApp, segundo o RR apurou, o quarteto definiu veto “total” à eleição de Renan Calheiros para a Presidência do Senado. Mas tudo pode mudar: o dono da palavra final, o próprio Bolsonaro, não faz parte do animado grupo de conversas pelo celular.

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31.10.18
ED. 5985

Coalizão

Em conversa com a cúpula do PSL, na última segunda-feira, ACM Neto mostrou na ponta do lápis que o Centrão já tem votos suficientes para reeleger Rodrigo Maia como presidente da Câmara sem precisar do apoio do partido presidencial. O recado sutil, ou nem tanto, foi dado: se o PSL não quiser um desgaste desnecessário, vota com Maia e assunto encerrado.

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30.10.18
ED. 5984

Bolsonaro apaga o fogo do PSL

Jair Bolsonaro enquadrou a bancada do PSL. À exceção de Eduardo Bolsonaro, que não conta, os 52 deputados do partido estão desautorizados a negociar cargos no futuro governo. Isso vale até mesmo para posições no próprio Legislativo. A autocampanha promovida pela deputada eleita Joice Hasselmann para assumir a liderança do governo na Câmara já foi desarmada. O nome para a função será discutido diretamente por Bolsonaro com o virtual ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Na mesma linha, o Capitão desarticulou a indicação de Beatriz Kicis, procuradora do Ministério Público Federal-DF e eleita deputada federal, para a presidência da poderosa Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

O PSL já se credencia como o grande consolidador partidário pós-eleitoral. Gustavo Bebianno, que formalmente deixou a presidência do partido ontem, desembarca em Brasília nesta semana para reuniões com dirigentes do PTC, Patriotas e PMN. As três siglas não alcançaram a cláusula de barreiras e deverão se fundir ao PSL. Caso isso ocorra, a legenda de Bolsonaro ganhará o reforço de dez deputados.

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26.10.18
ED. 5982

Sondagem RR – Pena de morte e liberação da posse de armas são prioridades máximas na segurança

É compreensível a liderança de Jair Bolsonaro nas pesquisas eleitorais diante do conservadorismo da sociedade brasileira, notadamente no que diz respeito à segurança pública. Parte expressiva da população apoia o uso de ações mais duras contra o crime, a exemplo da pena de morte e da liberação da posse de armas, que estão na base da pregação histórica de Bolsonaro. É o que revela sondagem realizada pelo Relatório Reservado em seis capitais de todas as regiões do país – Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Salvador e Manaus – publicada nesta edição especial que antecede o segundo turno da eleição à Presidência da República. O RR consultou 800 pessoas com a seguinte questão: “Classifique o grau de prioridade (Máxima, Média, Mínima ou Nenhuma) das medidas a seguir para o combate à violência”. Entre as 15 propostas apresentadas aos entrevistados, ficou patente o desejo da população pela instituição da pena de morte: 49% disseram que esta é uma ação de prioridade máxima. Outros 23% responderam média. Para 8%, trata-se de uma medida de urgência mínima.

Há, ressalte-se, uma parcela significativa contrária à punição radical: 20% afirmaram que a medida não tem prioridade nenhuma. Entre os presidenciáveis, Bolsonaro é o único que prega abertamente a pena de morte, assim como a prisão perpétua. Da mesma forma, sua defesa intransigente da liberação das armas também encontra eco na opinião pública. Entre os consultados, 61% afirmaram que esta é uma decisão de prioridade máxima para o combate ao crime, ao passo que 22% classificam a medida como de média urgência.

Entre os entrevistados, 2% e 15% tratam a autorização para a posse de armas como algo, respectivamente, de mínima ou de nenhuma importância para a redução da criminalidade. Outra medida severa e igualmente polêmica também conta com a aprovação da maioria da população. Respectivamente 51% e 32% consideram a redução da maioridade penal prioridade máxima ou média. Para 10%, a necessidade de mudança na lei é mínima, ao passo que 7% não enxergam qualquer impacto da medida sobre o combate à violência. Bolsonaro venceu mais uma vez.

O candidato apregoa a proposta e já deixou claro reiteradas vezes que trabalhará para baixar o sarrafo da punibilidade de 18 para 16 anos. Para isso, é necessário alterar o artigo 228 da Constituição e o artigo 27 do Código Penal, que dizem que menores de 18 anos são “penalmente inimputáveis” e estão sujeitos às normas de legislação especial. Parte do caminho já foi percorrida. Em 2015, a Câmara aprovou a PEC 171, de autoria do agora ex-deputado Benedito Domingos (DF), diminuindo a maioridade penal para 16 anos. O texto diz que a partir desta idade o jovem pode ser responsabilizado penalmente por crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. A PEC foi encaminhada ao Senado para ser votada na Comissão de Constituição e Justiça e, posteriormente, no plenário da Casa.

Intervenções militares
A enquete mostra o apoio da população a uma medida que foi trazida para o centro da questão da segurança pública neste ano: a intervenção federal no Rio de Janeiro. Entre os consultados, 78% classificam como urgência máxima que o expediente seja estendido para outros estados. A resposta reflete a confiança da sociedade em relação ao estamento militar e reforça a percepção de que, para a opinião pública, a solução da grave crise na segurança passa pelas Forças Armadas. Há ainda 10% que consideram a ação de prioridade média.

Apenas 6% apontam a possibilidade de intervenção em outras unidades da federação como de necessidade mínima, mesmo percentual dos que não enxergam nenhuma pressa na proposta. Haddad já se mostrou reiteradamente contra a intervenção militar. O petista propõe a substituição das Forças Armadas por policiais federais, com o argumento de que o apoio aos governos estaduais no combate ao crime deve ser feito por uma força policial civil. Bolsonaro é adepto da medida, mas com uma ressalva ao melhor estilo Bolsonaro.

Diz que uma intervenção militar não pode ser “branda” como a do Rio e usa como referência o Haiti: “Lá, o militar podia atirar! E aqui?” Em fevereiro deste ano, inclusive, durante uma das repetidas guerras de quadrilhas da Rocinha, no Rio, o candidato do PSL disparou sua solução: “Eu daria um prazo para que os bandidos saíssem da favela. Caso ficassem, metralharia o local”. Se a população quer mais intervenções, o mesmo não se pode dizer de outra experiência que teve o Rio de Janeiro como lócus. Se, um dia, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), uma criação do governo Sergio Cabral, pareciam ser, enfim, a solução adequada para escorraçar quadrilhas criminosas, hoje o modelo caiu em descrédito. Perguntados sobre a adoção de UPPs em todo o Brasil, apenas 6% entendem que a medida tem urgência máxima. Para 26%, trata-se de uma ação de prioridade média. Outros 14% consideram a proposta de necessidade mínima. A maior parte, contudo, 54%, acredita que a instalação de UPPs em outros estados não tem importância alguma no pacote para a área de segurança pública caso venha a ser proposta pelo próximo governo.

Descriminalização das drogas

O conservadorismo manifestado na iminente eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República se reflete também na opinião da população quanto à descriminalização das drogas como forma de combate ao crime – uma pauta mais afeita ao campo da esquerda. Entre os entrevistados pelo RR, 41% entendem que a proposta nada tem de prioritária. Para 28%, sua importância é mínima. Apenas 14% e 17%, respectivamente, consideram a medida como de prioridade média ou máxima para o equacionamento da grave crise da segurança pública no Brasil. A questão é tão controversa que o próprio Haddad tirou a proposta de descriminalização das drogas do seu programa de governo na campanha do segundo turno.

Crime organizado
O discurso duro contra a violência, que permitiu a Bolsonaro chegar a dois dias da eleição com meio corpo dentro do Palácio do Planalto, se reflete também no clamor por ações mais contundentes contra o crime organizado. Perguntados sobre a necessidade de um combate radical a facções criminosas, 67% responderam se tratar de uma prioridade máxima do próximo governo. Para 20%, esta é uma ação de premência média. Dos entrevistados, 12% classificaram a medida como de prioridade mínima.

E um índice irrisório de apenas 1% afirmou que não há razão na providência. Mais uma vez, ponto para o Capitão, que se apropriou como nenhum outro candidato do tema da segurança pública e, mais especificamente, do discurso agressivo contra criminosos. No Google, por exemplo, há 249 mil menções a “Jair Bolsonaro e crime organizado”; no caso de Haddad, seu concorrente, a mesma busca aponta menos da metade destes resultados: cerca de 114 mil. Sempre que pode, Bolsonaro e seu entorno trazem este assunto para o epicentro da campanha.

Na última quarta-feira, o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, disse que “o crime organizado aceita qualquer candidato, menos Jair Bolsonaro”. Embora exista a percepção de que toda a cadeia do crime organizado passa ou até mesmo começa na entrada de drogas e armas no país, curiosamente o reforço do patrulhamento das fronteiras não é apontado como uma questão a ser emergencialmente atacada pelo novo presidente da República. Apenas 9% dos entrevistados pelo RR disseram que esta é uma medida de prioridade máxima.

Em contrapartida, 60% afirmaram que não existe nenhuma urgência em se intensificar o monitoramento das fronteiras. Talvez esta parcela da população entenda que toda a energia deve ser concentrada, no curtíssimo prazo, no combate à violência nas áreas urbanas. Outros 19% consideram a medida de prioridade média, enquanto 12% responderam que esta é uma providência de urgência mínima. Não obstante o apoio à liberação da posse, a abertura do mercado brasileiro a fabricantes estrangeiros de armas não é tratada como uma medida prioritária, ainda que ela possa trazera reboque a ideia de um melhor aparelhamento das forças policiais.

Entre as 800 pessoas consultadas pelo RR, 68% disseram que a entrada de indústrias internacionais de armamentos e munição no país não tem prioridade alguma para o combate à violência. Outros 19% apontaram esta ação como de importância mínima. Somente 9% entendem a proposta como algo de relevância média para a segurança. E menos pessoas ainda, apenas 4%, classificaram a medida como de prioridade máxima.

Colégios militares
Verdade seja dita, nem todas as propostas de Jair Bolsonaro que tangenciam o combate ao crime encontram guarida na opinião pública. É o caso, por exemplo, da ideia de construção de colégios militares em comunidades, que perpassa tanto a educação quanto a área de segurança pública. A maioria esmagadora (70%) não vê qualquer senso de urgência na medida. Outros 13% consideram o expediente de prioridade mínima, ao passo que 14% responderam “prioridade média”.

Apenas 3% afirmaram que fincar escolas militares em comunidades é uma decisão de necessidade máxima para a melhoria da segurança pública. Em contrapartida, investimentos em educação, não necessariamente um ensino militar, são, sim, percebidos como ações importantes no curto prazo para a redução dos índices de violência. Para 52% dos entrevistados, esta é uma medida de premência máxima. Outros 32% classificam como uma providência de prioridade média.

Na opinião de 10% dos consultados, no horizonte imediato, esta é uma ação de necessidade mínima. Por fim, 6% não reconhecem na maior alocação de investimentos em educação um instrumento de mitigação do crime. polícias. Em 2015, a Câmara dos Deputados criou uma Comissão Especial de Estudo sobre a matéria. O grupo encerrou seus trabalhos em julho deste ano com uma série de proposições para a execução do projeto, incluindo a criação de um plano de carreiras único para os policiais. No entanto, com a composição da próxima legislatura e a crescente presença de representantes das polícias militares no Congresso, é pouco provável que a proposta avance. Eduardo Bolsonaro, filho do Capitão e reeleito como o deputado federal mais votado da história, é um crítico contumaz da proposta. Costuma dizer que a ideia vem dos grupos políticos que “defendem bandido”. Haddad não fez qualquer pronunciamento mais agudo em relação à integração das forças policiais nos estados. Pelo contrário. Nos remendos que fez para o segundo turno, o petista até mesmo tirou de seu programa de governo a proposta de desmilitarização da polícia.

Efetivo policial

O RR também ouviu a população acerca de duas medidas que costumam pontificar em qualquer receituário de candidatos para a área de segurança. Perguntados sobre a ampliação do contingente policial, 73% afirmaram que esta ação deve ser executada imediatamente. Outros 25% entabularam esta providência como de prioridade média. Os que consideram o aumento do efetivo das forças policiais algo de menor importância formam, como poderia se esperar, um universo residual.

Apenas 1% disse que esta medida é de prioridade mínima, mesmo índice dos que a classificaram como algo sem qualquer sentido de urgência. Ressalte-se que esta é uma questão complexa, de difícil efetivação, uma vez que a expansão dos contingentes das polícias militar e civil é atribuição dos governos estaduais, cada qual com realidades e condições financeiras distintas. Na mesma linha, o RR ouviu a população sobre a integração entre as polícias militar e civil.

Não chega a ser um tema que cause palpitação na opinião pública. Dos consultados, 33% afirmaram que não há qualquer prioridade nesta medida, enquanto outros 41% a classificaram como uma ação de urgência mínima. Apenas 7% entenderam que a integração das polícias no curto prazo é uma condição indispensável para o combate ao crime. Por fim, 19% dos entrevistados apontaram este expediente como de prioridade média.

Há, ressalte-se, cinco PECs em tramitação no Congresso que abordam a reestruturação das forças de segurança estaduais e a integração entre as duas polícias. Em 2015, a Câmara dos Deputados criou uma Comissão Especial de Estudo sobre a matéria. O grupo encerrou seus trabalhos em julho deste ano com uma série de proposições para a execução do projeto, incluindo a criação de um plano de carreiras único para os policiais. No entanto, com a composição da próxima legislatura e a crescente presença de representantes das polícias militares no Congresso, é pouco provável que a proposta avance. Eduardo Bolsonaro, filho do Capitão e reeleito como o deputado federal mais votado da história, é um crítico contumaz da proposta. Costuma dizer que a ideia vem dos grupos políticos que “defendem bandido”. Haddad não fez qualquer pronunciamento mais agudo em relação à integração das forças policiais nos estados. Pelo contrário. Nos remendos que fez para o segundo turno, o petista até mesmo tirou de seu programa de governo a proposta de desmilitarização da polícia.

Política carcerária
Por fim, o RR consultou a população sobre a relevância de novas políticas carcerárias para o enfrentamento do crime. A implementação de um programa nacional de construção de presídios foi apontada por 28% como algo que deve ser tratado pelo futuro presidente da República como prioridade absoluta. Exatamente a metade dos entrevistados classificou a ação como de emergência média. Outros 20% disseram que a medida tem peso mínimo no combate ao crime.

Somente 2% afirmaram que a proposta não tem qualquer grau de prioridade neste momento. Por sua vez, a privatização do sistema penitenciário está longe de ser uma pauta que sensibiliza o eleitorado e é percebida como uma ação que terá efeito prático na mitigação da criminalidade. Apenas 7% dos entrevistados cravaram a medida como de prioridade máxima, e outros 14%, como de prioridade média.

Para 52%, a entrega dos presídios a investidores privados tem importância mínima no contexto da segurança pública. Já 27% não veem qualquer necessidade de privatização do sistema carcerário neste momento. A situação carcerária é uma das variáveis mais dramáticas, pode-se dizer até desumanas, da equação da segurança pública no país. O índice de lotação nos presídios brasileiros é de 197%, ou seja, há praticamente dois detentos no espaço que deveria ser ocupado por apenas um.

Segundo estudos, zerar o déficit de vagas exigiria a construção de uma penitenciária por dia ao longo de um ano, considerando-se o gap em torno de 360 mil vagas. Em seu programa, Haddad prevê a criação de um Plano Nacional de Política Criminal e Penitenciária e de uma Política Nacional de Alternativas Penais. O petista defende ainda a implementação de uma Escola Penitenciária Nacional para capacitação de gestores de presídios, além de ações de reintegração social. Já Bolsonaro costuma tratar do tema com a crueza sincera que lhe é peculiar. Tem dito que a superlotação das cadeias é preocupação de quem está dentro e não fora da cela: “Não venham com essa historinha de que os presídios são cheios e não recuperam ninguém. Isso é problema de quem cometeu o crime…”

Sondagem
“Classifique o grau de prioridade (Máxima, Média, Mínima ou
Nenhuma) das medidas a seguir para o combate à violência”

Quem
800 entrevistados

Onde
Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Salvador e Manaus

Quando
Entre os dias 22 e 24 de outubro

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24.10.18
ED. 5980

Bolsonaro arruma as peças no tabuleiro

Jair Bolsonaro e Gustavo Bebianno, presidente do PSL, estão conversando, um a um, com os 53 deputados federais eleitos pelo partido. A todos, passam o mesmo recado: é preciso moderação no apetite por cargos no futuro governo. Antes que alguém pense em algum purismo, a recomendação está eivada de pragmatismo. Bolsonaro e sua equipe já começam a separar algumas fatias do pão para entregar a outros partidos.

Por sinal, Onyx Lorenzoni, virtual ministro da Casa Civil de Jair BoLsonaro, defende a escolha de um parlamentar de fora do PSL para ser o líder do governo na Câmara. Seria uma forma de ampliar o arco de apoios a Bolsonaro no Congresso. Lorenzoni já tem até um nome no bolso do colete: seu companheiro de partido Arthur Maia (DEM-BA), relator do atual projeto de reforma da Previdência.

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22.10.18
ED. 5978

A complexa simplicidade do fator Bolsonaro

Há dúvidas se as frentes democráticas de resistência tiveram papel determinante na queda das ditaduras. Com todo respeito ao comportamento heroico de personagens como o Dr.Ulysses Guimarães, Mário Covas e Luiz Inácio Lula da Silva, os regimes estavam caindo de podre. Há decerto uma histeria com as consequências exponencializadas do autoritarismo de Jair Bolsonaro A percepção popular sobre a probabilidade de um totalitarismo é rala.

As pessoas continuam indo à rodoviária e aos aeroportos, se defendendo na Justiça, lendo jornais e… votando. A comparação com Hitler, Átila ou Nero, ou a menção ao apoio da Ku Klux Klan soam à declaração de derrota. O tsunami no WhatsApp, sim, deve ser considerado como de alguma influência. Verdade seja dita, o fenômeno Bolsonaro vem sendo cevado não é de hoje. O capitão intuiu o drama do homem conservador normal: uma rotina desesperante de desacertos e um pavor da escalada da violência, que passou a ser considerada o motivo maior para o fechamento dos postos de trabalho, e não inverso.

Quem quiser conhecer o eleitor de Bolsonaro, pode assistir no Netflix ao filme “Dia de Fúria”. O “bolsonauta” é interpretado pelo ator Michael Douglas. De manhã até a noite nada dá certo na vida do personagem. Com base nessa demanda reprimida de autoridade Bolsonaro, sem nenhuma opinião, clareza de ideia ou projeto para as mazelas da Nação, convidou o homem comum e sem esperanças a embarcar nesta aventura do “ou vai ou racha”.

A esquerda insistiu em ofertar o que já vinha sendo dado: políticas assistencialistas, respeito às minorias, combate à fome, medidas na área social sociais, planos de emprego etc etc. Provável que o eleitor tenha considerado essas bandeiras como direitos já adquiridos. Ficou parecendo mais do mesmo. O fenômeno Bolsonaro foi ainda anabolizado pelo trágico destino do ornitorrinco formado por um grande líder popular, uma presidente esquizofrênica e um cleptocrata golpista. Em tempo: Ciro Gomes compreendeu o Zeitgeist. O PT não entendeu bulhufas.

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22.10.18
ED. 5978

Manu militari

Major Olímpio e Joice Hasselmann, que duelam pelo comando do PSL em São Paulo, travam uma disputa pelo que já não é mais seu. Eduardo Bolsonaro, filho do Capitão, está a postos para assumir as tropas do partido no estado.

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19.10.18
ED. 5977

Cargo de plebeu

A bancada do PSL já trabalha para que o príncipe e deputado eleito Luiz Philippe de Orléans e Bragança assuma a Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Será um prêmio de consolação. Orleáns e Bragança, que passou quase toda a campanha de Jair Bolsonaro cotado para o Itamaraty, foi destronado antes mesmo da coroação.

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11.10.18
ED. 5972

PSL conhece as “dores” de partido grande

O súbito crescimento do PSL, provocado pela onda Bolsonaro, deflagrou uma disputa interna de poder entre as duas principais correntes regionais do partido. Rio de Janeiro e São Paulo já duelam pela liderança da bancada e, sobretudo, pela indicação de um eventual candidato à presidência da Câmara dos Deputados. O PSL do Rio alega estar na frente por ter contribuído com mais deputados, 12 no total. São Paulo, no entanto, puxa para si a primazia por conta de Eduardo Bolsonaro, o candidato mais votado do estado, com 1,8 milhão de votos. O impasse só deve ser resolvido após o segundo turno. Por ora, a roupa suja ficará acumulada.

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03.10.18
ED. 5966

Lobby inflamável

Promete ser quente a disputa pela presidência da Frente Parlamentar de Biocombustíveis para a próxima legislatura – o atual líder, o deputado Evandro Gussi (PV-SP), não concorre à reeleição. Os dois candidatos mais fortes são Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do Capitão, e Baleia Rossi (MDB-SP), unha e carne de Michel Temer e citado na delação premiada do marqueteiro Duda Mendonça. A Frente Parlamentar tem uma agenda para 2019 que, digamos assim, deve valorizar o papel de seus integrantes: aprovar na Câmara a autorização para que as próprias usinas sucroalcooleiras vendam etanol diretamente ao consumidor final, sem a necessidade de um distribuidor.

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02.10.18
ED. 5965

O mensaleiro e o Capitão

É intensa a interlocução entre Roberto Jefferson e o PSL, notadamente o deputado Major Olímpio. Oficialmente, o PTB ainda está com Geraldo Alckmin. Mas boa parte dele deve desaguar na campanha de Jair Bolsonaro ainda no primeiro turno.

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21.09.18
ED. 5958

Bolsonaro está mais perto da vitória no primeiro turno do que mostram as pesquisas

O PSL tem fortes motivos para acreditar na vitória de Jair Bolsonaro já no primeiro turno. As pesquisas realizadas pelo partido indicam que as intenções de voto atribuídas a Bolsonaro tanto no Ibope quanto no Datafolha estão subestimadas. A defasagem seria da ordem de 2,5%, o que representaria algo entre 3,5 milhões e quatro milhões a mais na conta do Capitão.

O gap estatístico se deve aos critérios adotados pelos maiores institutos de opinião pública do Brasil. Tanto o Ibope quanto o Datafolha usam, como amostragem, um corte do colégio eleitoral baseado no Censo de 2010. Ocorre que essas ponderações estão descalibradas: as sondagens realizadas pelo PSL têm revelado que há um Brasil conservador, fruto da recessão econômica, que não está representado no universo dos institutos de pesquisa. De 2010 para cá, o PIB caiu 10%.

Nesse mesmo intervalo, o desemprego disparou de 4% para a casa dos 13%. Esse efeito gera o que os estatísticos chamam de uma subestimativa da medida amostral. Algo similar ocorreu na eleição de João Doria para a Prefeitura de São Paulo. As pesquisas não captaram a guinada conservadora na periferia paulistana. Nas últimas sondagens às vésperas da eleição, Doria tinha 44% dos votos válidos. Acabou eleito em primeiro turno, com 53,2%.

Na última pesquisa do Ibope, Bolsonaro apareceu com 35,5% dos votos válidos. Considerando-se a margem de erro de dois e meio pontos percentuais para cima e para baixo, na verdade, no melhor cenário, ele já estaria com 38%. Aplicando-se o modelo adotado pelos consultores do PSL, com o grau de dispersão de 2,5% não capturado nas pesquisas, o Capitão já chega, portanto, a 40,5% dos votos válidos nas sondagens recebidas pelo partido. O problema para Bolsonaro é que esse diferencial continuará sem ser quantificado nas próximas pesquisas dos grandes institutos. Ou seja: ele perde o impacto do “já ganhou”, que costuma ter um efeito-retroalimentador sobre a opinião pública.

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13.08.18
ED. 5930

O capitão é pop

O PSL, de Jair Bolsonaro, foi a sigla que mais recebeu filiados no primeiro semestre de 2018. Foram 13 mil fichas assinadas, nove mil a mais do que a soma obtidas por todos os demais partidos. Mais de 90% das adesões se deu depois de março, quando Bolsonaro chegou ao PSL.

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01.08.18
ED. 5922

Deputados estaduais à míngua

A partilha do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) revela a desimportância dos deputados estaduais na estratégia eleitoral dos grandes partidos. Nenhuma das siglas com pré-candidato à Presidência da República – MDB, PT, PSDB, Rede, PSL, PDT, PSOL, Podemos e Novo – planeja destinar recursos do Fundo para seus candidatos às assembleias legislativas. O mesmo se aplica a outras legendas de peso no tabuleiro político, como DEM, PP e PR. No total, o FEFC vai jorrar exatos R$ 1.716.209.431 nas campanhas eleitorais.

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11.06.18
ED. 5885

Janaina perde altitude

Cotada, inicialmente, para ser candidata vice na chapa de Jair Bolsonaro ou concorrer ao governo paulista, Janaina Paschoal deverá ter uma missão mais modesta dentro do PSL. O mais provável é que a “musa” da direita no impeachment de Dilma Rousseff dispute uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo.

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29.05.18
ED. 5877

Tiroteio na base aliada de Bolsonaro

Alguns dos principais grupos de apoio de Jair Bolsonaro travam um duelo entre si. Policiais, militares, bombeiros, líderes evangélicos e maçons abrigados no PSL, a casamata partidária de Bolsonaro, disputam o direito de indicar um número maior de candidaturas ao Legislativo. Só em São Paulo há mais de 30 pré-candidatos ligados às Forças Armadas e à PM e outro tanto vinculado a igrejas evangélicas. Vagas até existem, o problema é como financiar toda essa tropa. Com apenas oito deputados federais, incluindo o próprio Bolsonaro, o PSL terá direito a uma fatia bem fininha do fundo partidário. A missão de aplainar as arestas foi entregue ao deputado Major Olímpio, presidente do PSL-SP. A julgar pelo estilo do Major, é mais fácil ele colocar ainda mais pólvora no paiol.

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25.05.18
ED. 5875

Bolsonaro atropela seu partido

O PSL parece fadado a servir apenas de hospedagem eleitoral para Jair Bolsonaro. Dois meses após a sua filiação, o Capitão ainda não “entrou” no partido. Sua interlocução com os líderes da sigla, incluindo Luciano Bivar, presidente do PSL, é praticamente nula. Tudo que diz respeito a sua campanha passa exclusivamente pelas mãos de seus fi lhos – Flavio, Eduardo e Carlos Bolsonaro – além do economista Paulo Guedes, seu virtual ministro da Fazenda. Será que alguém no PSL esperava algo diferente?

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10.04.18
ED. 5843

O pito do capitão Bolsonaro

O reduzido público na manifestação a favor da prisão de Lula, na última quinta-feira, em Brasília, ainda repercute na campanha de Jair Bolsonaro. O capitão põe a culpa pelo baixo quórum – cerca de 1,5 mil pessoas – na conta do PSL, que não teria conseguido mobilizar filiados e os milhares de seguidores de Bolsonaro.

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06.02.18
ED. 5802

Os sertões

O empresário pernambucano Luciano Bivar, que “arrendou” o Partido Social Liberal (PSL) para Jair Bolsonaro, está organizando um tour do capitão pelo Nordeste para depois do Carnaval. Serão mais de 20  cidades no roteiro.

Por falar em Carnaval, a presença de Jair Bolsonaro na folia já está garantida. A máscara com o rosto do candidato é uma das mais vendidas no país.

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29.01.18
ED. 5796

O empresário do capitão

Luciano Hang, dono da varejista Havan, está com um pé no PSL. Espécime raro de empresário ligado a Jair Bolsonaro, Hang já foi citado pelo capitão como um possível candidato a vice em sua chapa. O partido, no entanto, prefere que ele dispute o governo de Santa Catarina.

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