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O delegado Andrei Passos Rodrigues vem ganhando força para assumir a direção da Polícia Federal. Rodrigues conta com dois apoiadores importantes: Flavio Dino, nome mais cotado para o Ministério da Justiça, e Dilma Rousseff. O delegado se aproximou da ex-presidente quando comandou o esquema de segurança da então candidata, em 2010.
Alexandre de Moraes vai agora na jugular de governadores e prefeitos. Segundo o RR apurou há pouco, o ministro vai despachar uma série de notificações contra chefes do executivo estadual e municipal que estariam sendo lenientes em coibir o bloqueio de rodovias. De acordo com uma fonte do próprio STF, a medida atingirá ao menos quatro prefeitos do Mato Grosso, estado que lidera o ranking das interdições. Há 14 rodovias federais com pontos de bloqueio de manifestantes pró-Bolsonaro.
O Carrefour vem conversando com grandes fundos de investimento internacionais para a venda de uma participação em sua futura empresa imobiliária. Segundo informações que circulam no mercado, entre os candidatos estão os norte-americanos Advent e BlackRock. O Carrefour está criando um braço de real estate, a partir da cisão de todos os seus ativos imobiliários. Trata-se de um negócio com 450 empreendimentos e um valuation potencial estimado em até R$ 17 bilhões.
O agronegócio já se mobiliza para ceifar pela raiz diferentes propostas de aumento da tributação do setor que começam a brotar tanto no âmbito estadual quanto na esfera federal. Segundo o RR apurou, grandes ruralistas do Mato Grosso pressionam o governo local para derrubar o projeto de implantação do Fundo de Infraestrutura do Estado, a partir da criação de uma nova taxa sobre produtos agropecuários. Curiosamente, a iniciativa foi desenhada para trazer benefícios ao próprio agronegócio. Parte dos recursos do fundo serão destinados não apenas à construção ou reforma de rodovias vitais para o escoamento da produção agrícola do estado – caso da BR-163 -, mas também para a melhoria da estrutura de armazenamento de grãos no estado. Trata-se de um problema grave: Mato Grosso tem um déficit de estocagem equivalente a mais de 50% da sua safra, notadamente de soja. Ainda assim, o setor quer barrar a criação do Fundo de Infraestrutura, a exemplo do que já acontece em outros estados. É o caso de Goiás, onde a criação de um mecanismo similar – o Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra) – enfrenta forte pressão contrária dos grandes empresários do agronegócio. A proposta de taxação de 1,65% sobre produtos agrícolas já foi aprovada em 1º turno na Assembleia Legislativa. No entanto, a votação em segundo turno teve de ser adiada após protestos de agricultores.
Além da ofensiva contra o Fundo de Infraestrutura, o sistema “imuno-tributário” do agronegócio já começa a criar anticorpos contra uma proposta que circula aqui e ali na equipe de transição do governo Lula: a criação de um imposto sobre a exportação de produtos agrícolas. A ideia não é nova: mais recentemente, chegou a ser estudada pela equipe de Paulo Guedes. O agronegócio chiou, como chia também agora. De acordo com informações apuradas pelo RR, o setor – por intermédio de Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura do próprio Lula – já fez chegar a assessores do petista sua objeção ao projeto.
O agronegócio parece viver em um mundo próprio, como se fosse uma República aparteada do Brasil. Não há contribuinte que goste de mais imposto. Até aí, morreu Neves. No entanto, se há um setor da economia que poderia contribuir um pouco mais para iniciativas específicas, como o aumento da taxação atrelado a investimentos em infraestrutura, por exemplo, é o agronegócio. Há uma percepção de que, proporcionalmente, o segmento paga menos tributos do que poderia, vis-à-vis sua pujança.
No ano passado, as exportações agropecuárias somaram mais de US$ 120 bilhões. O argumento de que a competitividade das exportações seria afetada por um novo gravame, como o imposto sobre exportações, por exemplo, não encontra eco na realidade. Mesmo em período de fortes turbulências na economia global, o volume de venda das seis principais commodities comercializadas pelo Brasil (responsáveis por mais de 50% dos embarques para o exterior) segue sempre crescente há mais de uma década.
O grupo inglês Inspired Education quer entrar em São Paulo. Os britânicos pretendem comprar uma rede de escolas do segmento premium. Em maio do ano passado, a Inspired adquiriu a rede de escolas Eleva junto ao fundo Gera de Educação, de Jorge Paulo Lemann. Por trás do conglomerado está o investidor Nadim Nsouli, que tem cidadania inglesa e libanesa.
Quase duas décadas após fechar o capital, a Tigre pode fazer o caminho contrário. A empresa avalia a hipótese de um IPO. Em agosto do ano passado, a fabricante de tubos e conexões da família Olsen pediu registro de companhia aberta na CVM, não exatamente para uma oferta de ações, mas, sim, na categoria B, que permite a emissão de títulos de dívida, como debêntures. De lá para cá, o Advent entrou em cena. A gestora norte-americana, que, em fevereiro deste ano desembolsou R$ 1,3 bilhão por 25% do capital, é a principal voz favorável ao IPO. Desde já, ao que tudo indica, quer deixar uma janela aberta para o futuro, leia-se o momento de reduzir ou mesmo se desfazer da sua participação na empresa.
A Dix Aeroportos vai assinar nos próximos dias a renovação do contrato de concessão do Aeroporto de Fernando de Noronha. Em troca da extensão do acordo por mais 25 anos, o grupo se comprometeu a duplicar a pista. Recentemente, a ANAC proibiu o pouso de jatos na ilha, em função do precário do estado do piso. Para o governo de Pernambuco, a renovação do contrato com a Dix tem sabor de derrota. O estado chegou a abrir um processo licitatório, apostando suas fichas, sobretudo, na participação da Aena, concessionária do Aeroporto de Recife. No entanto, a empresa espanhola arremeteu e desistiu de entrar na concorrência – informação antecipada pelo RR . Na falta de outros candidatos, o governo pernambucano cancelou a licitação e deixou tudo como dantes.
A Catterton vive um período de chegadas e partidas no Brasil. Se, de um lado, acaba de injetar R$ 600 milhões na CantuStore, maior varejista de pneus do Brasil, do outro o private equity norte-americano estuda reduzir sua participação no Eataly, complexo gastronômico na Juscelino Kubistchek, em São Paulo. A inapetência pelo negócio é crescente. Um exemplo é o projeto de expansão para o Rio de Janeiro, que foi colocado no freezer. Há pelo menos um ano e meio os demais investidores do Eataly buscam um novo sócio.
Assessores do ministro Paulo Guedes e auxiliares da equipe de transição de Lula já discutem a hipótese de prorrogação do Censo até o próximo ano. A princípio, o encerramento do trabalho de campo está previsto para dezembro. No entanto, dentro do próprio IBGE, há um consenso de que o processo de levantamento dos dados tem sido duramente afetado pela falta de verbas, ameaçando a qualidade do resultado final. Um dos problemas mais graves é a fuga de recenseadores, que abandonaram o trabalho devido à baixa remuneração. Há cerca de dez dias, o governo Bolsonaro editou às pressas uma MP autorizando a contratação de novos funcionários sem processo seletivo para ocupar os postos vagos. Até o momento, a menos de um mês das festas de fim de ano, apenas 65% do Censo foram concluídos.
Uma pequena herança maldita do governo Bolsonaro que cairá no colo do próximo ministro de Meio Ambiente, ou seja, possivelmente de Marina Silva: segundo o RR apurou, o Serviço Geológico do Brasil estima em R$ 51 milhões o valor que terá de ser gasto para a recuperação de 100 hectares de terras em Santa Catarina duramente atingidos pela extração de carvão no estado. Uma inspeção do órgão constatou que não é apenas a superfície que está comprometida. Rios e córregos também foram afetados. O trabalho inicial levará cinco anos para ficar concluído. O governo Bolsonaro nada fez para conter o estrago ambiental causado pela extração carbonífera. Pelo contrário. Entre outros afagos ao setor, sancionou um projeto de lei prorrogando até 2040 a contratação de energia do Complexo Jorge Lacerda, composto por três térmicas a carvão em Santa Catarina.
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