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O CEO do Atacadão, Marco Oliveira, está em alta no Carrefour, controlador da rede. Seu nome tem sido cogitado dentro do grupo para um cargo na própria matriz, na França. O Atacadão virou um modelo para a companhia. O Carrefour já anunciou a intenção de lançar lojas no sistema “cash-and-carry”, o popular “atacarejo”, na França – a primeira deve ser inaugurada em 2023. Dentro do conglomerado, não haveria ninguém melhor do que o próprio Oliveira para tocar o projeto. No Carrefour há mais de 30 anos, entre outras ações, Oliveira liderou a conversão das lojas do Makro na bandeira Atacadão.
Uma série de ONGs das áreas ambiental e agroecológica e associações de moradores da região preparam uma saraivada de ações judiciais contra o Projeto Santa Quitéria, que prevê a exploração de fosfato e urânio no município de mesmo nome, no Ceará. O objetivo é impedir a concessão da licença ambiental pelo Ibama e consequentemente o início dos trabalhos de extração na jazida, um dos empreendimentos incluídos no Plano Nacional de Fertilizantes. A ofensiva na Justiça se dará com base em recente relatório produzido pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) – cujo teor foi antecipado com exclusividade pelo RR.
Um dos dados mais preocupantes é o nível de radiação de componentes químicos prejudiciais à saúde. O índice registrado pelo CNDH chegou a 0,3 microSievert/hora, o equivalente a 2,6 miliSievert/ano, quase o triplo do limite estabelecido pela CNEM (Comissão Nacional de Energia Nuclear) – 1miliSievert/ano. De acordo com o mesmo estudo, 11 cidades do Ceará podem ser impactadas pela radiação. O projeto Santa Quitéria, um investimento de R$ 2,5 bilhões, está a cargo da Galvani Fertilizantes e pela estatal INB (Indústria Nuclear Brasileira).
A Ricardo Eletro vem enfrentando dificuldades para montar seus estoques de Natal. Grandes fabricantes de eletroeletrônicos estão condicionando a venda de produtos a pagamentos à vista, algo que a rede varejista não tem condições de cumprir. No mercado, há fortes dúvidas quanto à capacidade de a empresa manter suas operações a longo a prazo. Com sua atuação restrita ao e-commerce, a Ricardo Eletro atravessa uma grave crise financeira. Em setembro, a empresa conseguiu reverter sua falência, que havia sido decretada um mês antes pela a 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro da Comarca de São Paulo. Com uma dívida em torno de R$ 4 bilhões, a companhia fechou todas suas lojas físicas.
Há um forte burburinho nos bastidores da CBF de que o ex-presidente do Corinthians Andres Sanchez terá um cargo de peso na entidade, diretamente vinculado ao presidente Ednaldo Rodrigues. Na prática, Sanchez teria mais poderes do que os próprios vice-presidentes da Confederação – entre os quais figura Fernando Sarney, filho de José Sarney. Nesse caso, o que mais chama a atenção é o timing da possível chegada de Sanchez. O ex-presidente do Corinthians, ex-deputado federal pelo PT, é bastante próximo a Lula. Era o mandatário do clube paulista quando da construção da Arena Itaquera pela Odebrecht. Em sua delação, o empresário Emilio Odebrecht teria se referido ao estádio como “um presente para Lula”.
Até o início da noite de ontem, o Palácio do Planalto não sinalizou ao TCU se Jair Bolsonaro comparecerá na posse de Bruno Dantas na presidência da Corte, marcada para amanhã, às 9h. No gabinete de Dantas, a presença de Bolsonaro é considerada pouco provável. Primeiro porque Lula e Geraldo Alckmin já confirmaram presença. Além disso, Dantas tem o apoio político de Renan Calheiros, desafeto de Bolsonaro. Como se não bastasse, dentro do TCU Dantas é um dos principais defensores dos processos que investigam possíveis irregularidades no pagamento do Auxílio Brasil.
Após a intenção frustrada de ter Paulo Guedes na sua gestão – informação antecipada pelo RR -, Tarcísio Freitas reduziu sua expectativa e desceu alguns degraus na hierarquia do Ministério da Economia. Freitas sondou a atual presidente da Caixa Econômica, Daniella Marques, para integrar o seu governo. Daniella é próxima de Guedes. Por indicação direta do ministro, ocupou o cargo de secretária especial de Produtividade e Competitividade da Pasta da Economia. De uma forma ou de outra, Freitas continuará namorando Guedes através dos seus prepostos.
Segundo o RR apurou, o Flourish Ventures vai começar 2023 anunciando a compra de mais uma fintech no Brasil. Não é só. De acordo com a mesma fonte, neste momento o venture capital conversa simultaneamente com outras cinco startups da área financeira. Até o momento, o fundo já soma sete fintechs compradas no país. Com aproximadamente US$ 600 milhões sob gestão, o Flourish Ventures pertence ao bilionário Pierre Omidyar, fundador do eBay e dono de uma fortuna estimada em US$ 10 bilhões.
Na medida em que o domingo ia se derretendo, ontem, às 21:19, o ex-secretário do Ministério da Fazenda e diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), Bernard Appy, dizia em um grupo de economistas que não foi convidado para um cargo junto à Fernando Haddad. “Se for convidado, aceitarei se o projeto for bom. Ou poderei também colaborar através do Centro de Cidadania Fiscal”. Appy é considerado o nome mais provável entre todos os cogitados para fazer parte da equipe econômica. É o responsável da já emblemática PEC 45, da reforma tributária, que roda que nem um pião no Congresso, sem sair do mesmo lugar. É uma daquelas “unanimidades” que ninguém quer chamar de sua. Na pauliceia, diz-se que Appy está para a PEC 45 como Marcos Cintra, ex-secretário da Receita Federal, está para o “imposto único” ou Eduardo Suplicy para a “renda mínima”. São projetos de uma vida. Mas parece que Haddad comprou o projeto. A ver. Sem Appy, não haverá a PEC 45, e sem a PEC 45 não haverá Appy.
O “revogaço” que se anuncia no governo de Lula pode envolver também a área de previdência privada. Entidades representativas de beneficiários de grandes fundos de pensão, como Previ e Petros, levaram a assessores do presidente eleito a proposta de reversão da Resolução nº 53 do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), aprovada em março deste ano. A medida alterou as regras para a saída de patrocinadores de fundos de pensão, criando brechas favoráveis aos mantenedores. A resolução permitiu a “rescisão unilateral do convênio de adesão por iniciativa da entidade”, o que é visto por algumas representações de trabalhadores de estatais – ecossistema onde estão as maiores fundações do país – como uma manobra do governo Bolsonaro para flexibilizar a extinção de planos específicos ou mesmo a retirada de patrocinadores.
Desde então, a medida tem gerado uma barafunda de interpretações conflitantes, inclusive entre as próprias entidades que representam uma determinada categoria. É o caso, por exemplo, dos petroleiros, beneficiários da Petros. A FUP (Federação Única dos Petroleiros) chegou a se manifestar classificando a resolução nº 53 de “falsa polêmica” e afastando o risco de saída de patrocinadores. Por sua vez, o Sindipetro-RJ enxergou ameaças e solicitou ao CNPC consultas públicas para discutir as mudanças.
Depois do TRF-6, em Minas Gerais, implantado no ano passado, o Judiciário pode dar novas “crias”. Segundo um dos ministros do STJ, há avançadas conversas dentro da Corte para a criação do TRF-7, que ficaria sediado em Curitiba. Além do Paraná, a jurisdição do novo Tribunal Regional Federal englobaria também Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Atualmente, os dois primeiros estão debaixo do guarda-chuva do TRF-4; já Mato Grosso do Sul compõe o TRF-3, ao lado de São Paulo. Em outro front, existem discussões também, nesse caso ainda incipientes, em torno da possível cisão do TRF-1, de Brasília. Pará, Amazonas e Maranhão passariam a formar um Tribunal Regional próprio.
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