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Com parte expressiva dos seus negócios concentrada em São Paulo, a Red House International School quer se espraiar por outras regiões. O conglomerado de colégios premium bilíngues planeja construir uma nova unidade no Nordeste, possivelmente em Salvador. A empresa já tem uma escola em Recife. A investida no Nordeste é parte de um plano maior, que prevê a abertura de dez unidades em até dois anos. Recentemente, a Red House recebeu um aporte de R$ 100 milhões da Gama Capital, que passou a ter 50% do capital grupo. Suas 11 escolas cobram uma mensalidade média acima dos R$ 6 mil.
A Westwing travou. O RR apurou que a varejista de móveis e artigos de decoração congelou investimentos e planos de abertura de novas lojas. Ao longo deste ano, a empresa só fez perder dinheiro, sendo duramente atingida pela queda do consumo. Nos nove primeiros meses de 2023, a receita caiu 17% em relação ao mesmo intervalo no ano passado. O Ebitda, por sua vez, ficou negativo em R$ 35 milhões. Diante dos números, os investidores largaram o papel de lado: no ano, a Westwing perdeu 68% do seu valor de mercado em bolsa. Procurada pelo RR, a empresa disse que “não comenta rumores de mercado.”
Um indicador curioso de que Jair Bolsonaro virou as costas para o mundo tanto quanto o mundo virou as costas para Jair Bolsonaro. Segundo levantamento já feito pela Presidência da República, Bolsonaro terá direito a levar 42 itens catalogados como presentes de caráter pessoal, recebidos de chefes de estado e autoridades estrangeiras. São oito objetos oriundos de países da América, quatro da Europa, dois da África e 29 da Ásia. Na conta, ressalte-se, não entram itens classificados como de interesse público, que costumam permanecer no acervo da Presidência. Nesse quesito, a diferença do presidente que sai para o presidente que volta é abissal. Em oito anos de governo, estima-se que Lula tenha recebido cerca de 1,4 mil objetos de chefes de estado classificados como de cunho pessoal.
O Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) vai se reunir na próxima semana para deliberar sobre o orçamento de 2023. Segundo uma fonte do colegiado, o comitê vai aprovar o montante da ordem de R$ 9,5 bilhões. Será o último encontro durante o governo Bolsonaro. Dentro do próprio Conselho, a expectativa é de mudanças no perfil da carteira com a chegada de Lula à Presidência, com um foco maior, por exemplo, na agricultura familiar. Durante a campanha, o petista sinalizou a possibilidade de criar fundos dentro dos fundos constitucionais (Fundo de Financiamento do Centro-Oeste – FCO; Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste – FNE; Ficha de Cadastro Nacional de Empresas – FCN) para financiar especificamente cooperativas agrícolas.
Não se pode dizer que o comitê de transição para a área de trabalho e previdência esteja dividido. Mas a proposta com o objetivo de dar algum fôlego financeiro aos sindicatos tem a simpatia, ainda que tímida, de alguns dos seus integrantes. Por outro lado, a pressão dessas entidades para sua capitalização é grande. Os sindicatos ganhariam um pequeno percentual em cima de acordos coletivos de trabalho. O “sucess fee sindical” seria calculado sobre o valor do aumento real, ou seja, a diferença acima da inflação do período. Na prática, seria quase a volta do imposto sindical obrigatório travestido com outro figurino. Pode ser que com o decorrer das discussões a proposta ganhe fôlego. Mas a julgar pelo que disseram ao RR fontes do comitê de transição, a medida é difícil de emplacar.
A russa Eurochem, controladora da Heringer, e os minoritários da empresa caminham para um acordo. Nos próximos dias, segundo o RR apurou, a Medem Consultoria vai apresentar um novo laudo de avaliação em relação ao valor da oferta de recompra das ações da fabricante de fertilizantes. Os minoritários aguardam a conclusão do trabalho para bater o martelo. Nos últimos dias, já houve à mesa de negociações um distensionamento no cabo de guerra entre os investidores e a Eurochem, em razão da nova oferta apresentada pelo grupo. Os números foram recebidos com bons olhos pelos minoritários. Originalmente, os russos haviam estipulado duas condições distintas de recompra com preços de R$ 12,96 ou R$ 14,46 por ação. Na nova oferta, o sarrafo subiu para R$ 14,50 e R$ 19.
Em conversa com o RR, Eduardo Champs, CEO da LAV Capital – uma das principais acionistas da Heringer -, confirmou que os investidores receberam “muito bem a nova proposta enviada pela Eurochem no dia 29 de novembro, que demonstra um good will da empresa”. Champs afirmou à newsletter que qualquer decisão em relação à proposta ainda é “prematura sem o devido conhecimento do segundo laudo de avaliação”. A LAV Capital é vista no mercado como um balizador da posição que será adotada por grande parte dos demais minoritários. Sozinha, a gestora detém cerca de 12% do free float da Heringer.
O Twitch, plataforma de streaming controlada pela Amazon, estuda entrar na disputa pela compra de direitos de transmissão de campeonatos de futebol no Brasil. O projeto é estimulado pelo sucesso da maior estrela da empresa no Brasil, o influencer Casimiro, mais conhecido como Cazé. Com direito a exibir um jogo da Copa do Mundo por rodada, o canal de Cazé no Twitch tem alcançado mais de 300 mil espectadores simultâneos. O streamer ostenta o recorde da plataforma no país: no começo deste ano, atingiu quase 540 mil visualizações simultâneas na transmissão da pré-estreia do documentário “Neymar – O Caos Perfeito”. O Twitch já vislumbra a possibilidade de usar o canhão Casimiro em transmissões do Campeonato Brasileiro. No ano que vem os clubes devem dar a partida nas negociações para a venda dos direitos da competição a partir de 2025.
Ministros do STF, notadamente Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso, têm discutido com assessores do futuro governo e parlamentares ações para reforçar o aparato de segurança dos membros da Suprema Corte. Uma das medidas vistas como prioritárias passa diretamente pelo Legislativo. Segundo uma fonte do próprio STF, há uma articulação com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para que o Congresso vote em caráter de urgência o projeto de lei 2447/22. Trata-se da proposta de regulamentação das atividades da Polícia Judicial, responsável pela segurança dos magistrados e das instalações físicas de tribunais. Na prática, o projeto dá força de lei à Resolução 344 do Conselho Nacional de Justiça, de 2020, assinada pelo ministro Dias Toffoli. Com a medida, o STF passa a ter um órgão policial com atribuições e poderes similares às de outras forças de segurança, ainda que circunscritas apenas ao Judiciário e seus membros. A Resolução do CNJ amplia consideravelmente o escopo de atuação da Polícia Judicial. Entre outras funções, a corporação poderá conduzir “investigações de interesse institucional, operar equipamentos específicos de segurança no desempenho de atividades de inteligência e contrainteligência e interagir com unidades de segurança de outros órgãos públicos”.
Além da aprovação do projeto de lei, o STF quer ampliar o efetivo da Polícia Judicial. De acordo com a mesma fonte, ministros da Corte articulam, desde já, com o futuro governo a realização de concurso público para a contratação de novos agentes. A interlocução em torno do tema se dá, notadamente, com Flavio Dino, pule de dez para assumir o Ministério da Justiça no governo Lula. Uma das preocupações dos ministros do Supremo é que a proposta em tramitação no Congresso amplia os poderes da Polícia Judicial, o que certamente exigirá a criação de novas áreas e cargos, mas não faz menção ao aumento do efetivo. Consultado, o STF confirmou ao RR que “existe um projeto de lei para regulamentar a atuação da polícia judicial, mas sem previsão de concurso para contratação de novos.”
Não e de hoje que o STF é o alvo-mor dos “bolsonaristas raiz”. Os crescentes ataques a ministros nas redes sociais e em público, a exemplo do que ocorreu recentemente, com Luis Roberto Barroso e Alexandre de Moraes em Nova York, aguçaram o senso de urgência dos membros da Corte em relação ao fortalecimento da sua estrutura de segurança. No mês passado, o STF abriu licitação para a contratação de uma empresa de segurança privada para atuar na escolta dos ministros. Serão 42 agentes, que deverão “utilizar pistolas calibre 380 e coletes à prova de balas”, segundo reza o edital.
A BRF e o Public Investment Fund (PIF), fundo soberano da Arábia Saudita, negociam a construção de um grande complexo industrial no país. O empreendimento será voltado notadamente à produção e frangos e de alimentos tanto congelados quanto frescos. A ideia é abastecer não apenas a Arábia, mas exportar para outros mercados da região. BRF e PIF criaram recentemente uma joint venture, com investimentos previstos da ordem de US$ 500 milhões.
O Pátria Investimentos foi sondado pela família Bueno para comprar parte da Dasa. Os herdeiros de Edson de Godoy Bueno querem levantar cerca de R$ 2 bilhões com um aumento de capital da empresa, uma das maiores redes de medicina diagnóstica do país, com receita líquida superior a R$ 10 bilhões. Para o Pátria, seria uma volta no tempo: a gestora foi uma das idealizadoras da criação da Dasa, a partir da consolidação de uma série de aquisições, e se manteve como sócia relevante da empresa até 2009.
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