Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Advent pode se “internar” no capital da Dasa

23/02/2023
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O RR apurou que os acionistas da Dasa vêm mantendo conversações com o Advent. A gestora norte-americana é forte candidata a aportar recursos na holding de empresas da área de saúde controlada pelos herdeiros de Edson Bueno. A Dasa pretende levantar algo entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões com um aumento de capital. A injeção de capital deverá impulsionar um novo ciclo de aquisições do grupo, notadamente na área hospitalar.

#Advent #Dasa

O próximo ataque na guerra dos Safra

23/02/2023
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A disputa entre os herdeiros de Joseph Safra reserva ainda mais fel e fúria para os próximos capítulos. O RR apurou que Alberto Safra autorizou seus advogados a iniciar os procedimentos para a transformação da ASA Investments, sua gestora de recursos, em banco. De acordo com a mesma fonte, com o upgrade da ASA, Alberto passaria a ter a sua própria casa bancária, um lócus que lhe permitiria iniciar um segundo movimento: cooptar para a nova instituição uma parcela dos clientes do Safra. A genealogia bancária do clã guarda um episódio similar. No início dos anos 2000, Joseph, pai de David e Alberto, e seu irmão Moise travaram uma briga igualmente eivada de rancor e mágoa pelo comando do Banco Safra. Joseph abriu uma nova instituição financeira, o J. Safra, e carregou consigo uma parcela da carteira de clientes do Safra. O êxodo surtiu o efeito desejado, forçando o irmão a um “acordo”. Em 2006, enfim, “seu José”, como gostava de ser chamado pelos próprios funcionários, comprou a parte de Moise e assumiu sozinho o controle do Safra.  

Alberto Safra tem feito seguidos movimentos para aumentar a musculatura da ASA Investments, que administra cerca de R$ 4,3 bilhões em ativos, segundo o ranking da Ambima. Há cerca de duas semanas, comprou a Tower Three, gestora especializada em renda variável, com aproximadamente R$ 90 milhões em ativos. No ano passado, incorporou a CORE Real Estate, como o nome sugere focada em fundos imobiliários. A metamorfose para virar um banco seria o passo mais agudo dessa escalada, passo este que ganharia uma dimensão maior em razão do timing. Alberto e David Safra, como se sabe, estão no meio de um ruidoso litígio. Deserdado pelo pai, Alberto entrou na Justiça contra a própria mãe, Vicky Safra, e David, assim como seus outros dois irmãos, Jacob e Esther. Jacob responde pelo banco suíço J. Safra Sarasin e pelo Safra National Bank de Nova York. David é o condutor de todos os negócios da família no Brasil, acirrando ressentimentos nutridos desde antes da morte de Joseph. Em 2019, em outro momento de fortes tensões, Alberto renunciou à sua posição no Conselho do Safra. Foi nesse momento que fundou a ASA Investments. Na semana passada, o litígio entre Alberto e David teve um novo capítulo: o Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou os conselheiros do Banco Safra indicados por Alberto, André Franco de Moraes e Ricardo Tepedino, a terem acesso a informações financeiras detalhadas do banco. Moraes e Tepedino alegam que só ficaram sabendo da exposição do Safra à Americanas pela imprensa. Segundo os conselheiros, o assunto teria sido levado ao board apenas no dia 18 de janeiro, uma semana após a fraude contábil da rede varejista vir à nota. Os representantes de Alberto no Conselho afirmam ainda que o Safra teria ainda elevada exposição a outras nove empresas. 

Marx dizia que a história se repete, na primeira vez, como tragédia e, na segunda, como farsa. Neste caso, há só tragédia no jogo de repetições dos Safra. A história de um dos mais longevos e míticos clãs de banqueiros – iniciada em meados do Século XIX, com o Safra Frères & Cie, em Alepo, na Síria – é recorrentemente marcada por cismas e diásporas. No Brasil, essa saga teve início nos anos 50, com a chegada de Jacob Safra. A dinastia teve continuidade com seus filhos, Edmond, Joseph e Moise. Edmond se separou dos dois irmãos e, de certa forma, viraram concorrentes. No início dos anos 60, Edmond vendeu sua parte nos negócios no Brasil e se mudou para a Suíça. Abriu o Trade Development Bank e, posteriormente, o Republic National Bank. Ficou com o filé das operações bancárias dos Safra. Edmond vendeu o Republic Bank em 1999. Àquela altura, a relação entre os três irmãos estava deteriorada. Joseph já iniciara o momento de investir sozinho em negócios paralelos. Mais de duas décadas depois, Alberto mostra que não foi de todo deserdado. Joseph deixou-lhe como herança o ensinamento de como atacar um irmão tentando minar os seus negócios. 

#Alberto Safra #ASA Investments #Joseph Safra #Ricardo Tepedino

Mubadala quer morder uma participação na IMC

23/02/2023
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O Mubadala tem fome de Brasil. Se, de um lado, não desistiu da compra das operações do Burger King no país, do outro tem feito sondagens para a aquisição de uma participação na International Meal Company (IMC). A holding reúne 14 bandeiras do mercado de fast food, entre as quais Pizza Hut, KFC e Viena. A principal acionista da IMC é a UV Gestora. Entre os acionistas está também o empresário Carlos Wizard, fundador da escola de idiomas de mesmo nome.   

#Brasil #Burger King #Carlos Wizard #fast food #holding #IMC #International Meal Company #KFC #Mubadala #Pizza Hut #Viena

O candidato de Rui Costa para o STJ

23/02/2023
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A indicação dos dois novos ministros do STF é um jogo que, em grande parte, vem sendo jogado no 4º andar do Palácio do Planalto, mais precisamente no gabinete do ministro da Casa Civil, Rui Costa. O ex-governador da Bahia trabalha pela indicação do presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Nilson Castelo Branco. O magistrado, no entanto, tem um “adversário” conterrâneo: o atual presidente do TRE-BA, Roberto Frank.

#Casa Civil #ministros #Nilson Castelo Branco #Palácio do Planalto #Roberto Frank #Rui Costa #STF #Tribunal de Justiça do Estado

Gleisi corta Itaipu em fatias e serve à base aliada

23/02/2023
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A presidente do PT, Gleisi Hoffmann está costurando uma espécie de Tratado de Tordesilhas de Itaipu, com objetivo de dividir a estatal entre partidos da base aliada. Pelo desenho traçado, segundo o RR apurou, MDB e PSD indicariam os titulares das diretorias jurídica e financeira. Já o PT ficaria com as diretorias administrativa e de coordenação. Ressalte-se que o partido já emplacou o deputado federal Enio Verri no comando do lado brasileiro da usina binacional.   

#Gleisi Hoffmann #MDB #PSD #PT #Tratado de Tordesilhas de Itaipu

Pelé segue como um cobiçado garoto-propaganda

23/02/2023
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O RR teve a informação de que uma megacompanhia paulista – melhor dizendo, do mundo – discute campanha para que todos os brasileiros tenham um retrato de Pelé em sua casa. O conceito da iniciativa é o de que o maior jogador da história não pode ser esquecido jamais. A ausência de registros perenes fará com que a memória do Rei do futebol vá se esmaecendo com o tempo na lembrança da população. A presença da sua imagem em todos os lares eternizaria sua imagem. O nome da campanha ainda faz parte do brainstorm. Mas até agora o vencedor é “Pelé, eterno”.

#campanha #jogador #memória #Pelé #Rei do futebol

BNDES deve permanecer no capital da Energisa

17/02/2023
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Reviravolta à vista no BNDES: a gestão de Aloizio Mercadante deverá suspender o processo de venda da participação da BNDESPar na Energisa, iniciado pela gestão anterior. A instituição detém algo em torno de 11% da empresa de energia da família Botelho. À cotação atual do mercado, a fatia equivale a aproximadamente R$ 1,7 bilhão. Para a nova diretoria do BNDES, trata-se de uma posição estratégica, sobretudo diante do boom da energia renovável e da entrada do Brasil no hidrogênio verde.

BR Properties coloca um pé fora da bolsa

17/02/2023
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Circula no mercado a informação de que a BR Properties vai fechar seu capital e deixar a bolsa. Seria o ato final do redesenho societário da companhia, conduzido pela GP Investimentos. A gestora de private equity comprou a participação do ADIA, fundo soberano de Abu Dhabi, e lançou uma oferta pública de recompra de ações da BR Properties. O fiel da balança para a OPA e a eventual saída em definitivo da bolsa é a Vista Capital, o “maior dos minoritários”, com 10% do capital da empresa de real estate

#BR Properties

Prates trabalha em busca de licença do Ibama para a Margem Equatorial

17/02/2023
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O próprio presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, está conduzindo diretamente as tratativas com a Ibama para destravar o licenciamento ambiental da Margem Equatorial. O ex-senador Prates tem bom trânsito junto ao novo presidente do Instituto, Rodrigo Agostinho, um handicap que carrega dos tempos de Parlamento. O atual presidente da Petrobras integrou a Comissão de Meio Ambiente do Senado no mesmo período em que Agostinho, então deputado federal, não apenas participava da Comissão congênere na Câmara como liderava a Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso.  

Resolver o imbróglio da Margem Equatorial é uma das mais intrincadas missões de Prates neste início de gestão. O impasse se arrasta desde antes da Petrobras assumir a operação de campos na região. A francesa Total, antiga acionista majoritária e operadora dos blocos FZA-M-57, FZA-M-86, FZA-M-88, FZA-M-125 e FZA-M-12, tentou por quatro vezes receber a licença do Ibama. Levou bomba atrás de bomba: em todas as ocasiões, o estudo de impacto ambiental apresentado pelos franceses foi rejeitado pelo órgão. A Margem Equatorial é um dos grandes projetos na área de E&P em curso na companhia. O plano de negócios da empresa para 2023-2027 prevê investimentos de US$ 2,94 bilhões na região, considerada a nova fronteira do pré-sal no Brasil. 

#Câmara #Comissão de Meio Ambiente do Senado #Ibama #Jean Paul Prates #licenciamento ambiental #Margem Equatorial #Petrobras #Pré-Sal #Rodrigo Agostinho

A segunda crise de Josué Gomes da Silva

17/02/2023
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Depois de conter um movimento golpista para tirá-lo da presidência da Fiesp, Josué Gomes da Silva enfrenta um período turbulento na Coteminas. O RR apurou que a empresa vem atrasando o pagamento de salários, notadamente em Minas Gerais. Denúncias já foram encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho e ao Tribunal Superior do Trabalho. A Coteminas deve e não nega. Em contato com o RR, o diretor de Relações com Investidores João Bomfim, informou que “a situação será imediatamente normalizada e agradecemos compreensão dos dedicados colaboradores da empresa.”. O grupo fundado pelo ex-vice-presidente da República José Alencar vive tempos difíceis. No último balanço publicado até o momento, a Coteminas reportou um prejuízo de R$ 151 milhões no primeiro semestre de 2022, mais do que o triplo das perdas registradas entre janeiro e junho de 2021.

#Coteminas #Fiesp #João Bomfim #José Alencar #Josué Gomes da Silva #Minas Gerais #Ministério Público do Trabalho #movimento golpista #Tribunal Superior do Trabalho

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