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Mineração
Os planos da mineradora St George Mining para o Brasil estão envoltos em brumas. Afinal, os australianos pretendem investir a longo prazo na produção de minério no país ou, desde já, seu objetivo é empacotar um portfólio de ativos para vendê-lo logo ali na frente? No setor, as especulações apontam para a segunda hipótese.
Mais do que isso: os olhares se voltam na direção da CBMM (Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia). A empresa dos Moreira Salles é tida como forte candidata à compra das reservas da St George Mining no país. Principalmente após a empresa australiana ter anunciado, na semana passada, a descoberta de nióbio e elementos de terras raras na área do seu Projeto Araxá, em Minas Gerais.
A jazida está localizada no mesmo complexo carbonatítico onde se encontram as reservas da CBMM. Por que a empresa dos Moreira Salles, praticamente monopolista do mercado de nióbio – responde por mais de 80% da produção global –, permitiria a presença de um intruso no seu latifúndio mineral? Procurados pelo RR, St George e CBMM não se manifestaram.
Alguns fatores aumentam no setor a percepção de que a St George Mining está disposta a vender seus ativos no Brasil. Até o momento, não há sinalização por parte da empresa de investimentos na produção de minério em Araxá.
Outro dado importante: por ora, a companhia não tem qualquer ativo operacional no mundo. Sua carteira é composta exclusivamente por projetos em fase de estudos mineralógicos – além de Araxá, há outras três jazidas na Austrália.
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