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Há uma condicionante no processo de venda do laboratório Medley que está criando arestas nas negociações. Trata-se da exigência da francesa Sanofi de que o comprador mantenha os 850 funcionários da companhia por pelo menos um ano. A cláusula tem provocado resistência entre os interessados no ativo. Nos bastidores do processo, potenciais compradores argumentam que o dispositivo limita a possibilidade de capturar sinergias logo após a aquisição e reduz a flexibilidade para integrar a operação à estrutura já existente. O desconforto é especialmente visível no caso da EMS, principal fabricante de genéricos do país e um dos nomes apontados como candidato ao negócio. A empresa mantém uma grande planta industrial em Hortolândia, cidade vizinha a Campinas, onde fica a fábrica da Medley. Essa proximidade geográfica, que em princípio seria um trunfo logístico, também evidencia possíveis redundâncias administrativas, comerciais e operacionais que naturalmente seriam alvo de integração caso a compra se concretize. A obrigação de manter toda a força de trabalho por um período mínimo, dizem interlocutores do setor, atrasaria esse processo. São arestas que precisam ser aparadas até o dia 13, data estipulada pela Sanofi para receber as propostas pela Medley. Procurado pelo RR, o grupo francês informa que “está avaliando opções estratégicas para o negócio de genéricos Medley, com o objetivo de apoiar seu crescimento sustentável e sucesso de longo prazo. Desde o anúncio do processo de independência da Medley, em agosto de 2025, a companhia vem analisando oportunidades com potenciais parceiros estratégicos alinhados a essa visão”. Também consultada, a EMS não se manifestou.
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