Arquivos Medley - Relatório Reservado

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Negócios

Quem dá mais pelo controle da Medley?

16/12/2025
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A venda da Medley, braço de medicamentos genéricos da francesa Sanofi, tornou-se um acirrado leilão. No setor, já se fala na possibilidade de uma segunda rodada de propostas nesse “quem dá mais”. A Sanofi recebeu ofertas da EMS, Hypera, Aché, Cimed, União Química e da indiana Torrent. Nos bastidores há informações de a Sanofi e o Lazard, assessor da operação, já operam com uma shortlist mais enxuta, que não se baseia exclusivamente nos valores apresentados. A capacidade efetiva de fechamento da transação, especialmente no que diz respeito ao funding, é vista pelos franceses como uma variável relevante, que pode fazer diferença na disputa entre alguns dos principais sobrenomes da indústria farmacêutica nacional. A EMS, de Carlos Sanchez, e a Hypera, de João Alves de Queiroz Filho, o Junior, trabalham com estruturas baseadas majoritariamente em recursos próprios e endividamento local. Outros concorrentes, como a Cimed e a União Química, estariam na dependência de aportes de fundos internacionais. A Cimed, de João Adibe Marques, já tem um parceiro dentro de casa: o GIC, fundo soberano de Cingapura, acionista minoritário do laboratório. Por sua vez, a União Química, do empresário Fernando Marques, tem mantido intensas conversas com fundos de private equity. Marques está disposto a vender uma participação na companhia com forma de garantir o funding necessário para a aquisição da Medley. A ver se terá tempo para executar essa intrincada engenharia antes da Sanofi bater o martelo.

#Medley

Destaque

Na disputa pela Medley, Cimed pode receber novo aporte de capital

30/10/2025
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Há informações no setor farmacêutico de que João Adibe Marques, controlador da Cimed, está em conversações com o GIC, fundo soberano de Cingapura, em torno da possibilidade de um novo aporte de capital na companhia. Em março, os asiáticos montaram uma posição minoritária no laboratório. O tamanho da participação e o valor não foram oficialmente revelados, mas especula-se que o fundo tenha desembolsado algo em torno de R$ 1 bilhão para ficar com 12,5% das ações. Agora, qualquer semelhança entre a possível capitalização adicional da Cimed e as negociações para a compra da Medley não seria mera coincidência. Um movimento estaria indexado ao outro. A empresa da família Marques é uma das candidatas à aquisição da Medley, braço de genéricos da francesa Sanofi no Brasil. A nova injeção de capital do GIC – um potentado com quase US$ 1 trilhão em ativos – daria à Cimed a dosagem financeira necessária para a investida. No mercado, a Medley é avaliada em torno de US$ 500 milhões. Com o M&A, o laboratório de João Adibe Marques saltaria de R$ 2,7 bilhões para mais de R$ 4 bilhões em vendas e de R$ 630 milhões para quase R$ 850 milhões em Ebitda. O RR consultou a Cimed, mas não obteve retorno.
A disputa pela Medley é acirrada. Além da Cimed, outras sete empresas do setor farmacêutico manifestaram interesse na compra do laboratório. No meio dessa corrida, há, inclusive, um duelo consanguíneo. A União Química, controlada por Fernando Marques, tio de João Adibe Marques, figura entre os candidatos à aquisição. Por sinal, ambas parecem seguir a mesma bula. Assim como a Cimed, a União Química também busca uma capitalização em mercado. A companhia contratou o UBS BB com o objetivo de levantar cerca de R$ 1 bilhão mediante a venda de parte do seu capital – conforme informou o Pipeline, do Valor Econômico, no último dia 28.

#Cimed #Medley

Remédio fora da validade

15/12/2016
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Os franceses da Sanofi têm mais um motivo para se preocupar com a demora em encontrar um comprador para o laboratório Medley, sobre o balcão desde o início do ano. Trata-se de inevitável depreciação do ativo com a recente queda no consumo de genéricos, exatamente o principal negócio da companhia. Em faturamento, as vendas de medicamentos sem patente recuaram quase 6% em outubro no comparativo com o mês anterior. Em setembro, já haviam caído 2,8%.

#Medley #Sanofi Aventis

Teuto e Medley chegam ao seu prazo de validade

26/10/2016
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  A Pfizer e os herdeiros do empresário Valterci de Melo – donos, respectivamente, de 60% e 40% do Teuto – vão anunciar até o início de dezembro a venda do controle do laboratório. Estima-se que a operação, conduzida pelo JP Morgan e pelo BTG, fique em torno de R$ 1 bilhão. Dos seis concorrentes que iniciaram a disputa apenas três entraram na reta final: as gestoras norte-americanas Advent e Bain Capital e a indiana Torrent Pharmaceuticals, já presente no Brasil. A venda do Teuto encerrará uma relação societária esquizofrênica: desde que se uniram, em 2010, a Pfizer e a família Melo vivem num ambiente de hostilidade mútua e alguma dose de paranoia. Os norte-americanos sempre alimentaram a suspeita de que os sócios, à frente da gestão, usaram de artifícios contábeis para inflar os números da companhia e, com isso, aumentar o valor de venda dos seus 40%. Em meio às enfermidades societárias, o Teuto vem apresentando um desempenho financeiro frustrante. Para não perder mercado, abusou de uma agressiva política de preços nas negociações com o varejo – em alguns casos de até 80% –, asfixiando sua rentabilidade. Sua margem Ebitda, que, há dois anos, beirava os 30%, já estaria abaixo dos 15%, o menor índice desde 2012. Procurado, o Teuto não quis comentar o assunto. Torrent, Advent e Bain Capital também não se pronunciaram.  A venda do Teuto terá razoável impacto no mercado de genéricos – segmento responsável por mais de 60% do seu faturamento (R$ 560 milhões no ano passado). O laboratório é o oitavo maior fabricante de medicamentos sem patente do país. Foi exatamente este o fator que atraiu para a disputa a Torrent Pharmaceuticals, que fatura mais de US$ 3 bilhões por ano em todo o mundo. O grupo, que atua há 14 anos no mercado brasileiro apenas importando medicamentos da Índia, está decidido a ter uma produção própria de genéricos no país. O apetite dos indianos pode ser medido pela sua presença nas duas grandes operações de M&A em curso no setor. Além da proposta pelo Teuto, a Torrent também estaria em conversações com a Sanofi Aventis, que teria colocado à venda o controle do Medley – outros candidatos seriam os laboratórios brasileiros Cimed e Aché. Consultada, a Sanofi “não confirma que o Medley esteja à venda”. Cimed e Aché não se pronunciaram.  Esta, sim, seria uma operação capaz de chacoalhar o ranking do mercado brasileiro de genéricos. O Medley é o segundo maior fabricante do país, atrás apenas da EMS . Neste ano, deverá faturar mais de R$ 1 bilhão no segmento. Para o Aché, por exemplo, a aquisição valeria a liderança na venda de genéricos no Brasil, com mais de R$ 1,5 bilhão de receita anual. A exemplo do Teuto, o Medley desperta a cobiça da concorrência mais pela sua estratégica posição de mercado do que exatamente pela performance financeira. O futuro controlador terá trabalho: o laboratório dá prejuízo há dois anos, apesar da profunda reestruturação conduzida pela Sanofi Aventis. Os franceses perderam mais tempo tentando consertar a herança que receberam do que pensando na expansão do negócio. A Medley tinha uma pesadíssima estrutura de custos. Por custos, entenda-se não apenas os corporativos como os de seus controladores. Em um ano, o laboratório teria desembolsado quase R$ 100 milhões para pagar despesas pessoais da família Negão, sua antiga controladora.

#Aché #Advent #Bain Capital #BTG #Cimed #JP Morgan #Medley #Pfizer #Teuto #Torrent Pharmaceuticals

Biotônico

21/09/2016
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 O Aché, das famílias Siaulys, Baptista e Depieri, entrou na disputa pelo Medley. Vai duelar com a Cimed e a EMS, outros candidatos à compra do laboratório, controlado pela francesa Sanofi Aventis. Estima-se que o Medley valha algo perto dos R$ 600 milhões. No ano passado, a empresa faturou R$ 1 bilhão, mas, lucro que é bom, os franceses não veem há muito tempo.

#Aché #Cimed #EMS #Medley #Sanofi Aventis

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