Saneamento é a nova frente de expansão do Grupo Votorantim

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Saneamento é a nova frente de expansão do Grupo Votorantim

  • 10/04/2026
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Qual será o próximo passo no processo de diversificação de investimentos dos Ermírio de Moraes? Onde o Grupo Votorantim vai alocar os R$ 8 bilhões que tem em caixa? Neste momento, a área de saneamento desponta como a resposta para ambas as questões. Segundo informações filtradas pelo RR, a Votorantim tem estudos avançados para entrar no setor e avalia, inclusive, participar do leilão da Copasa, prometido pelo governo mineiro para este ano. O grupo analisa também oportunidades para ingressar no capital de players privados. Em ambos os casos, todos os caminhos levam na direção da CPP Investments. O potentado de investimentos canadense, que administra um patrimônio na casa dos US$ 800 bilhões, já é sócio dos Ermírio de Moraes em duas empresas de energia, a Auren e a Floen. Ao mesmo tempo, tem um pé no setor de saneamento, como principal acionista da Iguá, com 66,5%. É uma porta que parece chamar pela Votorantim. Uma troca de ações com a CPP Investments permitiria o ingresso do grupo no capital da Iguá. Seria muitíssimo bem-vindo. A Iguá está hoje no centro de uma equação típica do novo ciclo do saneamento no Brasil: carteira relevante de concessões, forte pipeline de investimentos – cerca de R$ 30 bilhões até 2030 – e ativos ainda longe de assegurar uma geração de caixa. No passado, a CPP e seus sócios – a também canadense AIMCo e a BNDESPar – chegaram a ensaiar o IPO da companhia, mas a operação virou água diante das condições adversas do mercado. Consultado pelo RR, o Grupo Votorantim não se pronunciou.

Nos últimos anos, o Grupo Votorantim tem avançado sobre novas avenidas de crescimento ligadas a infraestrutura e energia renovável. A criação da Auren, fruto da reorganização dos ativos de geração e comercialização, marcou a entrada mais estruturada em energia renovável como negócio independente e não apenas suporte industrial. Na mesma linha, a parceria com a canadense CPP Investments na Floen consolidou uma plataforma voltada a projetos de energia e infraestrutura de longo prazo. A holding também estruturou veículos mais flexíveis, como a Altre, voltada a real estate e projetos urbanos, e passou a olhar com mais atenção setores como saúde e infraestrutura. Na contramão, reciclou portfólio com desinvestimentos relevantes — o maior deles, a venda recente de participação na CBA. Os números mostram o quanto a orquestra regida pelos Ermírio de Moraes está afinada. Em 2025, a Votorantim registrou lucro líquido de R$ 4,8 bilhões, o maior resultado da sua história. A receita bateu em R$ 47,6 bilhões e o Ebitda atingiu R$ 11,5 bilhões. São cifras hiperbólicas, assim como a saga dos Ermírio de Moraes.

 

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