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A venda da Medley, braço de medicamentos genéricos da francesa Sanofi, tornou-se um acirrado leilão. No setor, já se fala na possibilidade de uma segunda rodada de propostas nesse “quem dá mais”. A Sanofi recebeu ofertas da EMS, Hypera, Aché, Cimed, União Química e da indiana Torrent. Nos bastidores há informações de a Sanofi e o Lazard, assessor da operação, já operam com uma shortlist mais enxuta, que não se baseia exclusivamente nos valores apresentados. A capacidade efetiva de fechamento da transação, especialmente no que diz respeito ao funding, é vista pelos franceses como uma variável relevante, que pode fazer diferença na disputa entre alguns dos principais sobrenomes da indústria farmacêutica nacional. A EMS, de Carlos Sanchez, e a Hypera, de João Alves de Queiroz Filho, o Junior, trabalham com estruturas baseadas majoritariamente em recursos próprios e endividamento local. Outros concorrentes, como a Cimed e a União Química, estariam na dependência de aportes de fundos internacionais. A Cimed, de João Adibe Marques, já tem um parceiro dentro de casa: o GIC, fundo soberano de Cingapura, acionista minoritário do laboratório. Por sua vez, a União Química, do empresário Fernando Marques, tem mantido intensas conversas com fundos de private equity. Marques está disposto a vender uma participação na companhia com forma de garantir o funding necessário para a aquisição da Medley. A ver se terá tempo para executar essa intrincada engenharia antes da Sanofi bater o martelo.
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