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Governo quer antecipar licitação da Hidrovia do Rio Madeira
12/03/2025
Asilo nos Estados Unidos? Tratar com Cristiane Brasil
12/03/2025O 8 de janeiro e afins virou um grande negócio. Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, tem aparecido nas redes sociais ofertando consultoria a brasileiros que querem “asilo” nos Estados Unidos. Nos vídeos, a ex-deputada federal e ex-ministra do Trabalho se dirige especialmente a “quem é de direita, assim como eu, e se identifica com essas pautas…” e “tem medo de ser perseguido por suas opiniões ou por fazer parte de algum grupo”. No reclame comercial, Cristiane garante à clientela a obtenção de “work permit” e de “social security”. Ou seja: ao que tudo indica, há um mercado de turismo receptivo para golpistas, foragidos e congêneres.
Votorantim tem mais dúvidas do que certezas em relação à sua siderúrgica na Argentina
12/03/2025O que fazer com a AcerBrag? Essa é a pergunta que vem sendo repetida pelos próprios dirigentes da Votorantim. A fotografia de momento da siderúrgica argentina, última sobrevivente entre os negócios dos Ermírio de Moraes no setor, é preocupante. A produção foi suspensa até o dia 17 de março.
Trata-se da segunda paralisação da usina, localizada em Bragado, na Província de Buenos Aires, em pouco mais de seis meses. Na Argentina, há rumores de demissões em massa – a companhia emprega aproximadamente 500 trabalhadores. São as consequências da forte queda da atividade na indústria de construção civil no país.
Em 2024, a retração do setor chegou a 27%, com um inevitável baque sobre a demanda por aços longos. Somente no mês de dezembro, o recuo foi de 10% em comparação ao mesmo mês em 2023. Há também o “efeito Trump”, leia-se a sobretaxação do aço importado pelos Estados Unidos, em vigor a partir de hoje, de consequências ainda insondáveis para a siderurgia argentina.
Ou seja: se a análise da Votorantim for guiada predominantemente pelo curto prazo, a AcerBrag pode ser considerada um negócio na corda bamba. No entorno dos Ermírio de Moraes há quem diga até que já era para a empresa ter sido vendida, a exemplo do que o grupo fez com seus ativos em siderurgia no Brasil e na Colômbia. A questão é que nunca teria aparecido um comprador. Procurada pelo RR, a Votorantim não se manifestou.
Há, no entanto, o outro lado da moeda. Se o presente tem pontos de corrosão, o jogo pode virar no médio prazo. Para começar, existem sinais de recuperação da atividade econômica na Argentina. Ainda que o PIB tenha fechado o ano de 2024 com queda em torno de 1,8%, a economia local cresceu nos dois últimos trimestres do ano.
O FMI projeta uma alta do PIB argentino de 5% tanto para 2025 quanto para 2026. Significa dizer que há uma alta do consumo de aço contratada logo ali na frente. E o track records mostra que, com a economia minimamente azeitada, a AcerBrag responde com bons resultados. Em 2023, por exemplo, antes do agravamento da crise da construção civil, a empresa teve uma performance satisfatória, com uma receita de US$ 482 milhões (5% de alta em relação ao ano anterior) e um Ebitda de US$ 197 milhões (aumento de 18%).
Ao mesmo tempo, a “tempestade Trump” ainda é uma incógnita. Não se pode desprezar a hipótese do mercurial presidente norte-americano, com a sua permanente diplomacia da chantagem, mais à frente recuar na sobretaxa ao aço importado. E, no caso específico da Argentina, existe também o alinhamento ideológico com Javier Milei, que deixa uma brecha para o presidente argentino buscar um tratamento diferenciado para o aço fabricado no país.
Na semana passada, o próprio Trump mencionou o interesse de estabelecer um acordo de livre comércio com a Argentina. Ressalte-se que mais de 50% da produção siderúrgica no país vizinho têm como destino os Estados Unidos. Hoje, a AcerBrag exporta proporcionalmente pouco, apenas 10% da sua receita.
No entanto, em um ambiente de barreiras alfandegárias proibitivas para os “inimigos”, notadamente a China, e de algum alívio tarifário para os “amigos”, a siderúrgica da Votorantim poderia se aproveitar para ampliar as vendas ao mercado norte-americano. Por ora, são conjecturas apenas. Mas é em cima desses cenários diferentes para timings distintos que o grupo vai decidir o que fazer e o que não fazer com AcerBrag.
GWM injeta combustível em P&D no Brasil
12/03/2025Segundo informações filtradas pelo RR, a montadora chinesa GWM sinalizou ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, que vai aumentar seus investimentos em P&D no Brasil. A empresa já montou uma equipe com aproximadamente 40 profissionais, entre brasileiros e chineses, número que vai aumentar nos próximos meses. Um dos principais projetos é o desenvolvimento de um veículo híbrido, movido a eletricidade e a etanol. O aceno de um volume maior de recursos em P&D funcionou como um cartão de visitas do novo presidente da GWM no Brasil e no México, Andy Zhang, no cargo há cerca de três meses. Os chineses prometem inaugurar sua fábrica de carros elétricos em Iracemápolis (SP) até maio. O Brasil já é o terceiro maior mercado da GWM fora da China, superado apenas por Rússia e Austrália.
Usina de açúcar na Argentina escorre entre os dedos da UPP Corporate
12/03/2025As negociações conduzidas pela brasileira UPP Corporate para assumir a usina de açúcar San Javier, na província de Missiones, na Argentina, fracassaram. A empresa tinha, inclusive, o projeto de adequar a unidade também para a produção de etanol. No entanto, as dívidas da usina e o alto investimento necessário para a troca de equipamentos obsoletos travaram a operação. A usina pertence ao próprio governo de Missiones desde a década de 1990, quando a cooperativa de produtores de açúcar que a controlava entrou em falência. Por ora, portanto, a UPP Corporate, empresa de desenvolvimento e fomento agrícola, segue focada em seus negócios em solo brasileiro, que incluem três usinas de açúcar no Nordeste.
Alexandre Silveira tem mil e uma utilidades para o governo Lula
12/03/2025Lula é mestre na arte da dissimulação, de fritar colaboradores sem sujar a mão de óleo. Mas, a julgar pelos recados encaminhados pelo Palácio do Planalto a Gilberto Kassab, Alexandre Silveira (PSD-MG) seguirá firme à frente do Ministério de Minas e Energia, apesar das manobras do Centrão para eletrocutá-lo. Silveira conta com o apoio de Rui Costa, o que, no atual governo, é meio caminho andado. Tem também notória ascendência sobre a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. É uma voz firme a favor da exploração da Margem Equatorial. E atende às demandas do Palácio do Planalto e de aliados que passam pelo seu gabinete. E não são poucas. Para que trocar o certo pelo duvidoso?