Arquivo Notícias - Página 291 de 1966 - Relatório Reservado

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São Paulo deve receber primeira cafeteria da Juan Valdez no Brasil

13/03/2025
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A Juan Valdez, maior rede de cafeterias da Colômbia, prepara seu desembarque no Brasil. A empresa deverá abrir sua primeira loja no país, mais precisamente em São Paulo, até junho. Hoje, cerca de 25% do seu faturamento vêm da operação internacional – são mais de 130 lojas na Argentina, Costa Rica, Equador, Paraguai e Peru. A chegada da Juan Valdez ao Brasil tem dois componentes simbólicos. Primeiro pelo fato de a Colômbia ser uma concorrente histórica do Brasil no mercado de café. Além disso, a decisão de investimento chama a atenção também pelo timing. Ela se dá no momento que a Starbucks, agora sob a gestão do Mubadala, busca reequilibrar sua operação no país, após o fechamento de lojas causado pela debacle financeira da SouthRock, antiga responsável pela marca no mercado brasileiro.

#Café #Juan Valdez #São Paulo

China se torna grande proprietária do subsolo brasileiro

13/03/2025
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Há uma política de colonização mineral do Brasil pela China, deliberada ou espontânea, regida tão somente pelo interesse econômico ou por uma estratégia de geopolítica. A corrida dos orientais pelos insumos minerais brasileiros pode ser constatada com o número de aquisições de jazidas, áreas mineralógicas e projetos já em operação. Somente nos últimos 48 meses, os prospects e aquisições divulgados e anunciados chegaram a 11 operações.

Em uma sondagem preliminar, que remonta ao início da década, os números alcançam o dobro. A listagem desse biênio inclui empresas chinesas para todo o gosto e feitio. Estão no saco sino-mineral as seguintes companhias: MMG, BYD, China Nonferrous Metal Mining Group/Taboca, Wuhan Iron and Steel Co., Honbridge Holdings, Huaxin Clement, Bahari Still, Bohai Stell Group, Bio Gold, entre prováveis outras que não deram transparência aos seus prospects.

Essa incursão chinesa tem como pano de fundo uma disputa geoeconômica por minerais estratégicos cada vez mais acirrada. Disputa esta apimentada pelo fator Trump. No passado recente, os Estados Unidos insistiram para que o Brasil assumisse o compromisso de não restringir exportações de minerais estratégicos ou críticos. Não conseguiram.

Com Trump, essa pressão deve ser retomada. Basta ver a ferocidade do presidente norte-americano em assumir o controle sobre metade dos minerais críticos da Ucrânia.

A maior parcela dos M&A conduzidos pelos chineses no setor mineral no Brasil são no greenfield, o que exigirá investimentos pesados em infraestrutura. Um dado curioso é que no colar de projetos já em andamento, o minério de ferro consta como um dos insumos a serem explorados em 30% da mostra. Os minerais nucleares e relevantes para renovação da matriz energética, praticamente empatados com o ferro, são, segundo a ordem de interesse e andamento dos projetos: urânio, lítio, nióbio e níquel.

No caso do urânio, a decisão de permitir que a estatal Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) possa realizar parcerias internacionais explicaria em parte o consenso chinês em relação à extração desse minério no Brasil.

Dependendo do ângulo que se enxergue, a invasão chinesa pode ser avaliada de formas diferentes: ao mesmo tempo, em que colabora para a construção de infraestrutura, aquisição de equipamentos e geração de empregos; o resultado também pode ser mais poluição ambiental, domínio territorial de minerais e estratégicos (no presente e ainda mais no futuro) e perda de soberania.

A realidade é que os chineses chegaram e não vão sair. É o que indicam os fatos.

 

#China

Multas aplicadas a distribuidoras viram poeira na Justiça

13/03/2025
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O governo finge que regula; a Aneel finge que fiscaliza e pune. E as empresas de energia? Essas não têm sequer a preocupação de fingir que pagam. Importantes negociações para a renovação de concessões de distribuidoras estão travadas por conta do emaranhado de processos judiciais movidas pelo setor para escapar de multas aplicadas pela agência reguladora. O montante das sanções contestadas na Justiça beira R$ 1 bilhão. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, vem tentando montar um bem bolado: atrelar a prorrogação dos contratos ao pagamento ao menos de parte dessas multas. No entanto, as distribuidoras fingem que não é com elas. Para que gastar esse dinheiro se a Justiça tem lhes dado guarida, com várias decisões favoráveis? A campeoníssima no talonário de multas da Aneel é a Enel. Somadas suas distribuidoras no Ceará, Rio de Janeiro e, sobretudo, São Paulo, a capital nacional dos apagões, o valor passa dos R$ 600 milhões. É um dinheiro que faz uma falta à União…

#Ministério de Minas e Energia

Eletrobras surge como novo pouso seguro para Guido Mantega

13/03/2025
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A empregabilidade de Guido Mantega voltou à ordem do dia no governo e no PT. Após a furiosa e frustrada tentativa de encaixar o ex-ministro da Fazenda na Vale, o novo alvo é o conselho da Eletrobras. Ressalte-se que, com as mudanças no estatuto social, o número de assentos no board reservados à União subiu de um para três. Ou seja: o governo passou a ter espaço de sobra para aninhar o apadrinhado na ex-estatal. O ímpeto petista para a recolocação de Mantega em um cargo de influência ganhou combustível adicional com a recente decisão do juiz Antonio Claudio Macedo da Silva, da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. O magistrado extinguiu a punibilidade do ex-ministro na Operação Zelotes, livrando-o da denúncia de prática de lavagem de dinheiro apresentada pelo Ministério Público Federal.

#Eletrobras

Sindicatos tentam retomar o monopólio sobre as demissões no Brasil

13/03/2025
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Dirigentes da CUT, Força Sindical, CGT e UGT têm buscado o apoio do presidente Lula à proposta de que rescisões de contrato de trabalho voltem a ser obrigatoriamente homologadas apenas por sindicatos. Essa amarra caiu com a reforma trabalhista de 2018, ainda que o tema, até hoje, seja objeto de controvérsia legal. Existem decisões judiciais favoráveis à intermediação sindical compulsória em casos em que o dispositivo está previsto na respectiva Convenção Coletiva do Trabalho. As grandes centrais do país cobram o empenho do governo para a aprovação do projeto de lei 3.976/2019, que prevê a obrigatoriedade de rescisão por entidade sindical para empregados com mais de um ano de serviço.

#CGT #CUT #Força Sindical

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