Arquivo Notícias - Página 290 de 1966 - Relatório Reservado

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Alexandre Padilha escancara as portas do Ministério da Saúde para a base aliada

14/03/2025
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O novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vai iniciar na próxima semana uma agenda de audiências individuais com líderes partidários. O tema das conversas é um só: verbas, verbas e verbas. Trata-se de uma medida profilática, de quem chega com a missão de curar os pigarros no relacionamento entre a Pasta e parlamentares.  As críticas da base aliada à dificuldade em obter recursos do Ministério foram determinantes para a saída de Nísia Trindade do cargo.

#Alexandre Padilha #governo Lula #Ministério da Saúde

Yduqs é o combustível que impulsiona a ação da Cogna

14/03/2025
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Há, desde ontem, um zunzunzum no mercado de que Cogna e Yduqs retomaram as conversas para uma possível fusão. Seria o combustível por trás da disparada da ação da Cogna, que acumula alta superior a 20% nos últimos 30 dias. As tratativas entre as duas empresas vão e vêm, vêm e vão há mais de um ano. Não é para menos. A costura é complexa, dada a dimensão do negócio. Juntas, as duas companhias teriam cerca de 2,5 milhões de alunos, ou seja, um terço do mercado privado no ensino superior, além de um Ebitda combinado de mais de R$ 2 bilhões. Outra dificuldade é contemplar os interesses dos principais acionistas de parte a parte: Chaim Zaher e Advent, do lado da Yduqs, e Alaska Investimentos, do lado da Cogna.

#Cogna #Yduqs

CPI dos Fundos de Pensão vira nova arma bolsonarista contra o governo Lula

14/03/2025
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A oposição mira em um velho e inflamado calcanhar de Aquiles dos governos petistas. O RR apurou que há uma articulação no Congresso, capitaneada por parlamentares da base bolsonarista, à frente os senadores Flavio Bolsonaro e Rogerio Marinho, para a criação de uma CPI dos Fundos de Pensão. O objetivo é virar e revirar as vísceras contábeis das fundações desde o início do Lula III.

A ambiência é favorável à oposição. O principal gancho para a iniciativa é a auditoria instaurada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar a gestão do presidente da Previ, João Luiz Fukunaga, e as razões do déficit de R$ 14 bilhões do chamado Plano 1 da fundação em 2024. Outro alvo da oposição é o Postalis, o carcomido fundo de pensão dos Correios.

A entidade acumula um rombo da ordem de R$ 15 bilhões, com impacto direto sobre as contas do seu mantenedor. No fim do ano passado, os Correios firmaram um acordo comprometendo-se a assumir R$ 7,6 bilhões do déficit do Postalis. Como se a estatal já não tivesse seus próprios problemas de gestão e performance – no ano passado, a velha ECT teve um prejuízo de R$ 3,4 bilhões.

Nos corredores do Congresso, o que se diz à boca miúda é que, além da costura política para a instalação da CPI, parlamentares do PL vão encaminhar um requerimento ao TCU pedindo também a abertura de uma investigação do fundo de pensão dos Correios. Não seria a primeira. Há cinco anos, o Tribunal de Contas condenou ex-gestores do Postalis a pagarem R$ 104 milhões por irregularidades financeiras.

A ameaça de uma CPI dos Fundos de Pensão se dá justo no momento que nomes do PT profundo de passado pouco recomendável parecem colocar as asinhas de fora na tentativa de interferir em entidades de previdência privada. No fim de 2024, por exemplo, o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto emplacou Gustavo Gazaneo na diretoria de Investimentos da Petros. Além do desgaste político per si – é aquela velha história: sabe-se como uma CPI começa, mas nunca como termina -, a investida da oposição pode ter impacto sobre medidas em estudo na gestão Lula.

Com uma Comissão Parlamentar de Inquérito no pescoço, o governo teria ainda menos margem de manobra para tirar do papel o plano de usar recursos dos fundos de pensão em obras do PAC. Até mesmo pleitos das próprias fundações ficariam na berlinda. É o caso do pedido para que o Conselho Monetário Nacional reveja a proibição a entidades de previdência privada de investir em imóveis.

Pela regra atual, em vigor desde 2018, os fundos de pensão terão de se desfazer das participações em real estate até 2030.

#Flavio Bolsonaro #Lula

Mobly prepara contra-ataque a fundadores da Tok & Stok

14/03/2025
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A direção da Mobly estudar acionar judicialmente o casal Régis e Ghislaine Dubrule. Antes do Carnaval, os Dubrule apresentaram uma oferta para a aquisição do controle da empresa. No entendimento dos dirigentes da Mobly, a proposta não passaria de um blefe, uma manobra de Régis e Ghislaine com o intuito de brecar ou ao menos postergar a fusão da companhia com a Tok & Stok, da qual ambos são acionistas fundadores. Desde a primeira hora, o casal se posicionou contra o M&A. O pano de fundo é o contencioso com a SPX Capital, que, ao assumir a administração dos investimentos da Carlyle no Brasil, herdou o controle da Tok & Stok. Para a Mobly, a principal evidência da real intenção pelos Dubrule seria o valor apresentada para a compra do seu controle. Em uma proposta nada usual, Régis e Ghislaine ofereceram praticamente a metade da atual cotação do papel em bolsa – R$ 0,68, contra R$ 1,30. Procurada pelo RR, a Mobly não retornou.

#Tok & Stok

Rural Ventures aduba o caixa de startups do agronegócio

14/03/2025
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A Rural Ventures deverá dar a partida, nas próximas semanas, em uma nova rodada de aportes em agtechs. Os cheques girariam em torno de R$ 1 milhão. A gestora comandada pelos ex-XP Fernando Rodrigues e André Amorim concluiu, no fim do ano passado, a montagem de seu primeiro fundo de venture capital, com a captação de R$ 50 milhões em mercado. Anteriormente, a Rural já havia feito aportes em sete agtechs, mas essencialmente com recursos do bolso de seus fundadores. Nos últimos meses, uma rede de empresários e investidores do agronegócio se juntou à empresa de investimentos, como José Américo Basso, CEO da fabricante de sementes Jotabasso, e Fabio de Rezende Barbosa, acionista e presidente do grupo sucroalcooleiro NovAmérica.

#Rural Ventures

Arthur Lira cobra do governo nomeação da sua candidata ao STJ

14/03/2025
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O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, pressiona o governo pela nomeação da procuradora de Justiça de Alagoas, Maria Marluce Caldas Bezerra para o STJ, na vaga destinada ao Ministério Público. Lira usa as armas que tem e sabe manejar com maestria. Já fez chegar ao Palácio do Planalto a possibilidade de brecar projetos de interesse da gestão Lula no Congresso caso a indicação não saia ainda neste mês. A escolha já era dada como certa nos bastidores do Judiciário, mas, nos últimos dias, o processo emperrou, ao que consta por interferência de Renan Calheiros. Maria Marluce é tia do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, aliado de Lira.

#Arthur Lira

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