Arquivo Notícias - Página 142 de 1964 - Relatório Reservado

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A difícil missão da PDG de manter suas quatro paredes sólidas

7/10/2025
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O aumento de capital de R$ 345 milhões homologado pela PDG na semana passada pouco ou nada serviu para diluir a desconfiança do mercado em relação ao próprio futuro da companhia. A operação se deu basicamente pela conversão de debt em equity, com a consequente entrada de credores no capital. Ou seja: dinheiro novo que é bom, nada. A ducha de água gélida foi tão grande que a ação despencou 61% em um único pregão, na última sexta-feira. Aos olhos dos investidores, a PDG tem poucas chances de soerguimento se não receber uma substancial injeção de recursos. Com uma receita pequena – apenas R$ 54 milhões no primeiro semestre deste ano, um grão de areia para quem já faturou R$ 10 bilhões ao ano -, a incorporadora não tem gerado caixa para fazer frente a sua dívida. Entre janeiro e junho, registrou ínfimo Ebitda de R$ 2,3 milhões. No mesmo período, teve um prejuízo de R$ 185 milhões, 35% a mais do que as perdas registradas em igual intervalo no ano passado. Na falta de um aporte de capital, a alternativa vista pelos investidores seria a PDG vender um volume expressivo de terrenos – seu landbank soma aproximadamente R$ 3 bilhões.

#PDG

Fim do acordo com a Colômbia põe em xeque políticas para o setor automotivo

7/10/2025
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O rompimento do acordo automotivo entre Brasil e Colômbia vai além da questão diplomática. Dentro do próprio governo, notadamente no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, comandando por Geraldo Alckmin, o episódio tem alimentado discussões sobre a eficácia, a médio e longo prazo, das políticas de incentivo à indústria automobilística.

Um dos motivos que ajudaram a minar o tratado bilateral foi a decisão do governo colombiano de privilegiar as importações de veículos elétricos, notadamente da China, para atender à crescente demanda interna. Os automóveis exportados pelo Brasil para a Colômbia são, quase na totalidade, movidos a gasolina ou etanol – como, aliás, praticamente todos os carros produzidos no país e vendidos para o exterior.

É um sinal de alerta em relação à possível perda de competitividade da indústria automotiva brasileira e a escolhas questionáveis do governo. Enquanto o mundo caminha na direção da transição energética, os subsídios concedidos no Brasil à produção de automóveis cheiram a combustível fóssil. Não existem programas de estímulo diretamente voltados à fabricação de veículos elétricos.

O Mover – lançado no ano passado, com incentivos de R$ 19 bilhões até 2028 – sai pela tangente. O regime estabelece metas para a redução de emissões de carbono, que se referem mais às próprias fábricas do que ao tipo de automóvel. Em grande parte, “mérito” do bem-sucedido lobby da Anfavea – leia-se, sobretudo, Volkswagen, Stellantis e General Motors – que tem conseguido bloquear eventuais subsídios à produção e mesmo à importação de veículos movidos a eletricidade.

Em julho, o governo antecipou em um ano e meio a data prevista para a aplicação da alíquota cheia de 35% sobre automóveis elétricos fabricados no exterior. Inicialmente, o “tarifaço” passaria a valer em julho de 2028, mas agora entrará em vigor em janeiro de 2027.

#Colômbia #setor automotivo

O “downgrade” calculado de Celso Amorim nas conversas com os EUA

7/10/2025
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Ao pé do ouvido, Celso Amorim segue como o principal conselheiro de Lula na área de política externa. No entanto, o presidente da República decidiu promover uma espécie de downgrade circunstancial do fiel colaborador, tirando Amorim da linha de frente das tratativas com a Casa Branca. Esse papel caberá à troika Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Mauro Vieira. O entendimento é que Alckmin, Haddad e Vieira conferem um grau de institucionalidade e impessoalidade maior às conversas com os Estados Unidos.
De todas as autoridades que participaram da conversa telefônica com Donald Trump, na manhã de ontem, Amorim teve a presença mais contida, segundo fonte do Palácio do Planalto. O embaixador, contudo, permanece como observador e conselheiro onipresente. Até porque Lula gosta, confia e se acostumou com participação do assessor ao seu lado em reuniões e teleconferências. Figura marcante de todos os mandatos de Lula, seja como chanceler, seja como assessor direto do presidente, Amorim tem revelado sinais de fadiga. O desgaste físico em sua idade com a carga de stress inevitável de sua função tem mudado a realidade das suas condições de trabalho. Amorim está resguardado para missões e encontros bilaterais nos quais poderá tatear sensibilidades de outros países em relação às negociações com os Estados Unidos. Agora, o projeto está entregue ao “Departamento de Estado” do governo, em uma tour de force que parece ser a mais importante da história das conversações bilaterais do Brasil. Amorim seguirá a fila, mas com trunfos junto ao presidente que permanecem intactos e garantidos.

#Celso Amorim

Família Roldão encontra uma porta fechada no Pão de Açúcar

7/10/2025
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A eleição dos novos conselheiros do Grupo Pão de Açúcar (GPA), ontem, trouxe uma pista sobre o futuro societário da companhia. Aos olhos do mercado, a Roldão Atacadista, uma das postulantes à compra da participação do Casino, é carta fora do baralho. A família Coelho Diniz, hoje a maior acionista individual do GPA, com 26,4%, se articulou nos bastidores junto a outros investidores para brecar a indicação de Ricardo Roldão, acionista da Roldão. Há algumas semanas, o empresário vem comprando ações do Pão de Açúcar em Bolsa. Roldão via na sua nomeação para o Conselho uma forma de ter, desde já, influência nos desígnios da companhia e, assim, costurar por dentro, a possível compra da participação de 22,5% do Casino. Ficou na vontade. Faltaram votos para Roldão garantir uma cadeira no board.

#Pão de Açúcar

CFEM coloca Agência de Mineração na mira do TCU

7/10/2025
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A declaração do ministro do TCU Antonio Anastasia de que há “falhas e omissões” em relação à CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), ontem em evento no Tribunal de Contas de Minas Gerais, é sintomática. Anastasia sabe muito bem onde estava mirando. Prefeitos de Minas Gerais e do Pará têm feito gestões junto ao TCU para que a Corte instaure uma auditoria com o objetivo de investigar o recolhimento e a distribuição dos recursos da CFEM. Os municípios alegam que há inconformidades por parte da ANM (Agência Nacional de Mineração) na cobrança do tributo e, sobretudo, na repartição do dinheiro. Existem duros questionamentos também aos recorrentes atrasos para a partilha dos recursos.

#TCU

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