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A rota de voo da Motiva para a venda de seus aeroportos

8/10/2025
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Até segunda ordem, a direção da Motiva, a antiga CCR, está inflexível. A empresa insiste na venda de suas concessões aeroportuárias em um pacote único – a fase de apresentação de ofertas vinculantes foi aberta ontem. O que se diz no setor é que a pedida pelos 20 aeroportos beira os R$ 11 bilhões. O desafio da Motiva é encontrar um investidor disposto a assumir essa assemblage, com 17 aeroportos no Brasil e três no exterior (Equador, Costa Rica e Curaçao). No mercado, a leitura é que a irredutibilidade da Motiva vai até a página 2. Ou seja: se não receber propostas satisfatórias pelo combo, a tendência é que a empresa separe a sua divisão aeroportuária em dois blocos: de um lado, os ativos no Brasil; no outro, no exterior. A conferir.

#Aeroportos #Motiva

Novos “maquinistas” da Cosan trabalham para colocar a Rumo nos trilhos

8/10/2025
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A entrada do BTG e da Perfin Investimentos no capital da Cosan começa a ter seus primeiros desdobramentos sobre os negócios que compõem a holding de Rubens Ometto. Há informações de que Ometto e seus novos sócios discutem mudanças estratégicas na Rumo Logística.

No curtíssimo prazo, a prioridade é se livrar da Malha Oeste, vista dentro da companhia como um fardo, pela sua baixa rentabilidade e pela permanente queima de caixa – nos seis primeiros meses do ano, a ferrovia torrou cerca de R$ 215 milhões. O desafio da Cosan é fechar um acordo com o governo para a devolução da concessão até dezembro, seis meses antes, portanto, do fim do contrato, previsto para junho de 2026.

O assunto ricocheteia no Ministério dos Transportes e no TCU, atravessando trilhos sinuosos, por onde, aliás, circulam interesses privados e políticos. Um exemplo: o que se diz à boca miúda em Brasília é que, nas últimas semanas, o ex-ministro José Dirceu entrou nesse comboio em busca de uma solução para o imbróglio. Por solução, leia-se a relicitação da ferrovia, com o aval do TCU. É a porta de saída de que a Rumo precisa.

A Malha Oeste é a questão premente, fumegante, que precisa ser resolvida para ontem. Olhando-se mais para o médio e longo prazo, quem está na berlinda é a própria gestão da Rumo Logística, à frente o CEO, Pedro Palma. Há questionamentos à condução estratégica da empresa.

Entre os investidores, era dado como certo que a Rumo conseguiria um aumento considerável em seus preços de frete neste ano. Não só não ocorreu, como a companhia teve de engolir um decréscimo: na média, os contratos de transporte de grãos fechados no segundo trimestre deste ano tiveram preço de R$ 246 por tonelada, abaixo do valor médio de R$ 261 no ano passado. Aos olhos do BTG e da Perfin, a conta não fecha.

O maior fator de pressão sobre os resultados vem do binômio yelds cadentes/capex elevado. Quem o diz é o próprio banco de André Esteves: em recente relatório da área de research, o BTG apontou o baixo retorno sobre o capital aplicado e a gestão do plano de investimentos como dois problemas centrais da companhia.

Procurada pelo RR, a Rumo não se manifestou.

#Cosan #Rumo

Dasa coloca mais hospitais sobre o balcão

8/10/2025
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A Dasa tem buscado um comprador para o Hospital da Bahia, em Salvador. Há conversas com grupos do setor e também com um fundo de private equity. A família Bueno discute ainda a venda do hospital São Domingos, em São Luís (MA). Ambos ficaram de fora dos ativos hospitalares carreados pela empresa na fusão com a Amil. Nos últimos meses, a Dasa tem feito um esforço para vender participações e reduzir sua excessiva alavancagem. A negociação mais recente se deu no fim de setembro, com a alienação de suas operações na Argentina. A empresa levantou cerca de R$ 700 milhões com a transferência da rede de laboratórios Diagnóstico Maipú. Nos últimos 12 meses, a Dasa conseguiu reduzir a relação dívida líquida/Ebitda de 4,2 para 2,8 vezes. Todo o esforço dos Bueno é para chegar a um índice abaixo de duas vezes.

#Dasa

No-show do governo contribuiu para o fim das negociações entre Gol e Azul

8/10/2025
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A inapetência dos Constantino, controladores da Gol, em seguir adiante nas negociações com a Azul não se deu apenas pelo momento distinto que as duas empresas atravessam. O que se diz no setor é que o recuo do clã decorreu, em grande parte, da falta de garantia firme de apoio do governo à operação. O repasse de recursos do FNAC (Fundo Nacional da Aviação Civil) pelo BNDES, tantas vezes acenado pelas autoridades, não saiu do papel. O Ministério dos Portos e Aeroportos anunciou uma linha de crédito emergencial de R$ 4 bilhões para o setor – uma parcela expressiva seria destinada à amortização de dívidas das duas empresas. No entanto, a liberação dos recursos, a princípio prevista para o fim do ano passado, tem sido adiada reiteradamente. A última promessa era de que o dinheiro sairia em setembro, mas isso não ocorreu. No meio do caminho, aliás, o próprio ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, chegou a dizer publicamente algumas vezes que era contrário à fusão entre Gol e Azul.

#Azul #Gol

Quem será o segundo candidato de Bolsonaro ao Senado no Rio?

8/10/2025
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Há uma vaga em aberto no bolsonarismo no Rio de Janeiro: quem será o segundo candidato do clã ao Senado no estado? O primeiríssimo é Flavio Bolsonaro, que disputará a reeleição, e ninguém tasca. A família, no entanto, tem encontrado dificuldades para definir quem acompanhará o “01” na urna eletrônica. Antes considerado pule de dez, o governador Claudio Castro já não é tão próximo aos Bolsonaro como foi um dia. O próprio Castro, inclusive, já admite desistir da candidatura ao Senado. Um nome que o clã vinha guardando no bolso do colete para a disputa era o do deputado federal Alexandre Ramagem. Mas o ex-delegado da Polícia Federal foi condenado a 16 anos e um mês pelo STF pela sua participação na trama golpista. O senador Carlos Portinho (PL-RJ), cujo mandato se encerrará em setembro, tenta se aproveitar desse vácuo para se credenciar como candidato com o aval de Jair Bolsonaro e de sua prole. No entanto, o clã não vê em Portinho força política para se eleger – cabe lembrar que ele herdou a cadeira no Senado após a morte de Arolde de Oliveira, em 2020.

#Jair Bolsonaro

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