08.08.18

O 11 de setembro de Lula

A direção do PT está bastante apreensiva com o novo encontro face a face entre Lula e seu algoz, Sérgio Moro. O interrogatório do ex-presidente no âmbito da ação do sítio de Atibaia está previsto para 11 de setembro. A defesa de Lula vai usar de todos os instrumentos jurídicos na tentativa de impedir a divulgação das imagens.

É muito pouco provável que alcance o intento. Desde o início da Lava Jato, Moro tem dado disclosure aos depoimentos, sobretudo o das estrelas da operação. O temor do PT é o impacto que a divulgação de novas imagens de Lula no banco dos réus, a três semanas das eleições, terá sobre o candidato do partido à Presidência, seja ele quem for. O que não faltará é farto material para ser utilizado nos programas eleitorais e nas redes sociais pelos demais presidenciáveis.

Uma saída seria o próprio PT se aproveitar da ocasião para bradar o discurso da prisão política. Mas, a essa altura, o próprio partido já não leva muita fé na eficácia do expediente. A grade de programação montada pelo juiz Sérgio Moro dá um caráter ainda mais midiático ao 11 de setembro de Lula. Como se não bastasse o interrogatório do ex-presidente, estão previstos para o mesmo dia os depoimentos da ex-presidente Dilma Rousseff e do ex-ministro Gilberto Gil, ambos na condição de testemunhas de defesa de Lula.

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