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01.10.19

Maria da Conceição coloca sua tropa para pensar

A área econômica do PT, depois da sacudidela dada pela professora Maria da Conceição Tavares, decidiu experimentar um retorno ao pensamento propositivo. Conceição deu um susto nos seus companheiros ao adaptar as ideias do professor Ignacio Rangel, que pregava a transferência dos recursos da privatização de empresas maduros para novas áreas, inclusive estatais, ainda não desenvolvidas. Conceição defende que pelo menos metade do dinheiro das decantadas privatizações de Paulo Guedes seja carimbada como verba de investimento. O efeito foi relâmpago. Nesta segunda-feira, professores da Unicamp discutiram a indexação da rubrica de investimento na PEC do teto ao crescimento do PIB. O maior ou menor controle estaria associado à expansão da economia, ou seja, o teto não seria engessado, mas procíclico e contracíclico. O interessante nesse movimento dos intelectuais de esquerda é que as propostas não obedecem aos cânones marxistas, mas à revisão das medidas adotadas pelo governo.

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30.09.19

PT e MDB juntos e misturados de olho em 2022?

O enfrentamento do “bolsonarismo” nas urnas, em 2022, pode unir os pedaços de um vaso que o impeachment quebrou: a aliança PT MDB. Esta é a percepção de dirigentes empresariais, banqueiros, juristas, parlamentares, entre outros, consultados pelo Relatório Reservado em sondagem realizada entre os dias 23 e 26 de setembro. A partir de perguntas sobre o cenário político enviadas pelo RR a 161 assinantes, chamou atenção o resultado de uma questão específica: “Na sua avaliação, de zero a dez, qual é a probabilidade de ocorrer cada uma das coligações partidárias abaixo nas eleições presidenciais de 2022?” Parcerias mais lógicas – PT-PSOL-PCdoB, PSL-DEM e PT-PDT – apareceram nas três primeiras posições. Até aí, um museu de grandes novidades. A surpresa ficou por conta da elevada expectativa de reconciliação entre PT e MDB, que governaram o país juntos por 13 anos. De zero a dez, na média os assinantes do RR classificaram em 7,9 a probabilidade de os dois partidos se unirem daqui a três anos.

Três anos? Há fortes indícios de que a voz dos entrevistados já ecoa na política. Movimentos pontuais de parte a parte sugerem que o processo de reconciliação entre petistas e emedebistas é uma realidade. 2022 já começou. Antes mesmo da disputa presidencial de 2022, o reatamento da coalizão PT-MDB teria dois alvos prioritários. No atacado, as eleições municipais do ano que vem, com a formação de alianças, notadamente nas grandes capitais; no varejo, leiase a política do dia a dia, a ampliação do poder de fogo no Congresso. Juntos, os dois partidos somam 90 deputados – o PT mantém a maior bancada da Casa, com 56 representantes, seguido do PSL, com 51.

É bem verdade que o MDB está longe de ser um monólito: muitos “partidos” e interesses pulverizados coabitam sob o seu teto. Mas o núcleo duro da sigla passaria a ter um razoável grau de alinhamento com o PT, de forma a reduzir a margem de manobra de Bolsonaro no Congresso, que já não é muita, e impor dificuldades à aprovação de pautas de interesse do Palácio do Planalto. Ainda que não necessariamente dentro da aliança, partidos da esquerda que costumam votar contra o governo, como PDT e PSOL, seriam importantes satélites do PT e do MDB na Câmara e no Senado. Desde já, podar a força do governo no Congresso é uma forma de fragilizar o capital político e eleitoral de Bolsonaro para 2022.

Lula, como se sabe, tem canal direto com a cúpula do MDB. É também o grande interessado em reviver a dobradinha com o partido e, com isso, abrir uma janela para um possível retorno do PT à ribalta, se não com ele, com outro presidenciável. Além de Lula, Jaques Wagner é outro importante embaixador dos petistas junto a lideranças emedebistas, a começar por Michel Temer, que já não faz mais segredo sobre a articulação. A sinalização mais aguda de que a costura está em curso veio justamente de Temer, em sua recente entrevista ao programa Roda Viva.

O ex-presidente citou por duas vezes a palavra “golpe” ao se referir ao impeachment de Dilma Rousseff. Fez menção a Lula e ao PT sempre em tom conciliador, sobretudo ao revisitar os bastidores do período que antecedeu o afastamento de Dilma Rousseff. O affair está no ar. Para muitos, a possibilidade de religação do PT e do MDB depois de tudo que aconteceu pode soar como uma hipótese inverossímil. No entanto, o que é a política se não a arte do impossível. Ver novamente Lula, Dilma, Temer, Renan, Eunício juntos e – quem sabe? – com Ciro Gomes no mesmo palanque é muito menos estranho do que assistir a Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda e João Goulart reunidos nos anos 60. Ou a Luiz Carlos Prestes fazendo um discurso a favor de Getulio Vargas, no estádio de São Januário, após o presidente ter entregado sua mulher, Olga Benário, grávida de sete meses, para Hitler.

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19.09.19

O passatempo de Haddad

O PT já trabalha na fase 2 da Caravana Lula Livre com Fernando Haddad. O mote das andanças de Haddad seria a velha bandeira da reforma agrária. A ideia é que o ex-candidato, devidamente escoltado pelo MST, percorra áreas rurais em estados com o maior número de processos de desapropriação de terras parados no Incra. Diante da anemia da esquerda e do próprio PT, deve servir, no máximo, para o partido produzir conteúdo para as suas redes sociais.

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30.08.19

O menor dos males de Ceciliano

Uma denúncia a menos sobre os ombros de André Ceciliano (PT), sucessor de Jorge Picciani na presidência da Alerj. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça absolveu o deputado, por unanimidade, da acusação de ter deliberadamente anexado documentos falsos à Lei de Diretrizes Orçamentárias de Paracambi na época em que era prefeito do município. Trata-se de um problema relativamente pequeno se comparado a outros enfrentados por Ceciliano. O parlamentar está na lista de movimentações suspeitas do antigo Coaf, ao lado, entre outros, de Flavio Bolsonaro. Três assessores do deputado teriam movimentado cerca de R$ 45 milhões entre 2011 e 2017.

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15.08.19

Intercept Lula

Ideia que circula entre a carceragem da PF em Curitiba e a sede do PT em São Paulo: uma nova entrevista de Lula a Glenn Greenwald, desta vez com transmissão ao vivo nas redes sociais. Parece algo sob medida para ser vetado pela Justiça.

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06.08.19

Território partido

O campo da esquerda diverge em relação à convocação do ministro Sergio Moro pela Câmara. PT e PSOL insistem no requerimento para que Moro preste esclarecimentos sobre a Operação Spoofing e o destino das mensagens apreendidas pela PF. O PCdoB, no entanto, está inclinado a não assinar a convocação. O partido entende que a medida será um tiro n´água e apenas dará tribuna para Moro se vangloriar ainda mais da Lava Jato.

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23.07.19

Arqueologia de malfeitos

A Previ também procura ossadas da era PT. Abriu investigações internas para apurar as condições dos aportes no FIP GEP entre 2009 e 2014. O objetivo é reunir munição para responsabilizar criminalmente ex-executivos por eventuais malfeitos. Segundo a Operação Greenfield, o investimento no FIP GEP gerou perdas de R$ 1,3 bilhão para o trio Previ/Funcef/Petros.

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22.07.19

Tupã Air

O governo Bolsonaro vai abrir mais uma “caixa-preta” do PT. A Controladoria Geral da União foi convocada para investigar os gastos da Funai com aluguel de aeronaves. São aproximadamente R$ 80 milhões por ano em despesas com o deslocamento de funcionários da estatal. O pedido para que a CGU entrasse em cena partiu da própria comunidade indígena, por intermédio de Silvia Waiãpi, secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. Os gastos da Funai com o aluguel de aviões chamam ainda mais a atenção pela recente “descoberta” de que a estatal é dona de uma frota de sete aeronaves completamente sucateadas, que se encontram abandonados em diferentes aeroportos do país.

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Parlamentares do PT e do PSOL articulam a criação de uma bancada pela liberdade de imprensa. A ideia é encabeçada, entre outros, pelos deputados Paulo Pimenta e David Miranda, companheiro de Glenn Greenwald, editor do The Intercept. Seria um gesto simbólico e profilático contra eventuais tentativas da Justiça ou do MPF de impedir a divulgação das mensagens entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol e cia.

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28.06.19

Ordem presidencial

Partiu do próprio Lula a ordem para que o PT entre na Justiça contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Segundo a fonte do RR, a determinação chegou aos advogados do partido por volta das 10h30 de ontem, poucas horas depois do ataque desferido por Weintraub nas redes sociais, associando a quantidade de droga apreendida no avião da FAB ao peso de Lula e Dilma

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