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Governo
Os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, estão travando um cabo de guerra orçamentário. Fávaro vem atuando dentro do governo com o objetivo de aumentar os recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). E de onde sairia o dinheiro? Do remanejamento de verbas hoje alocadas no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), gerido pela Pasta do Desenvolvimento Agrário. A mordida seria grande. Fávaro tem defendido a transferência de algo em torno de R$ 3 bilhões, o equivalente a metade do orçamento do Proagro previsto para este ano, o que já provocou a reação de Paulo Teixeira. O que se diz em Brasília é que o petista recorreu aos ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Articulação Política, Gleisi Hoffmann, na tentativa de evitar a tunga nas verbas do Proagro. Independentemente de onde sairá o dinheiro – e se sairá dinheiro de algum lugar -, o fato é que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural é um cobertor que não tapa nem a ponta dos dedos dos pés. O orçamento deste ano não passa de R$ 1 bilhão. Entre as grandes nações agrícolas do mundo, o Brasil é aquela com o menor volume de subsídios para o seguro rural. Nos Estados Unidos, por exemplo, os instrumentos de securitização cobrem mais de 90% da produção agrícola. No Brasil, estima-se que menos de 20% da safra de soja tenham seguro rural. No setor cafeeiro, o índice mal chega a 1%.
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