L Catterton mira a porta de saída do St. Marche com o BTG à espreita - Relatório Reservado

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L Catterton mira a porta de saída do St. Marche com o BTG à espreita

  • 10/11/2025
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O St. Marche atravessou a tormenta: fechou um acordo com os credores para a renegociação de R$ 530 milhões em dívidas e saiu da recuperação extrajudicial. Virada esta página, o L Catterton – acionista majoritário, com 70% – volta-se agora à venda de parte ou mesmo da totalidade das suas ações. Corre à boca miúda que o fundo norte-americano conversa com private equities interessados no negócio – entre eles, uma grande gestora brasileira. Mas talvez o nome do potencial comprador já esteja dentro de casa. No mercado, há rumores de que o BTG pode assumir o controle do St. Marche. O banco de André Esteves detém cerca de R$ 280 milhões em créditos contra a rede de supermercados, por meio de um fundo. A conversão de debt em equity combinada à aquisição das ações em poder do L Catterton daria ao BTG o controle da rede de supermercados paulista. A ver.

Há pelo menos um ano, o L Catterton ensaia sua saída do St. Marche. A instabilidade financeira da rede varejista sempre foi um empecilho. Agora, a situação é diferente. A empresa colocou as contas em ordem, com a regularização do pagamento a fornecedores e fluxo de caixa suficiente para tocar a operação. Com isso, o St. Marche voltou a ser um ativo de valor no processo de consolidação do varejo alimentar. Trata-se de uma rede premium encravada na maior economia do país, São Paulo. São 30 lojas, com faturamento superior a R$ 1 bilhão por ano. Procurado pelo RR, o St. Marche limitou-se a confirmar a saída da recuperação extrajudicial e a normalização dos pagamentos a fornecedores. Consultada especificamente sobre a venda da participação do L Catterton, a empresa não se manifestou. O BTG, por sua vez, não quis comentar o assunto.

#BTG #St. Marche

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