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Política
A votação do PL 4.443/2025, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, tornou-se mais um capítulo do crescente desgaste entre o Congresso e o Palácio do Planalto. Parlamentares acusam o governo de enviar “sinais trocados” sobre sua posição: ora, incentiva a tramitação do projeto no Senado, ora, articula nos bastidores para desacelerar o processo, com o objetivo de assumir a paternidade da iniciativa. A gestão Lula ainda tenta encaminhar uma proposta de sua autoria, elaborada a quatro mãos pela Casa Civil e pelo Ministério de Minas Energia. No entanto, em mais uma demonstração de fragilidade política, não tem conseguido furar a resistência do Congresso, que conta não apenas com um, mas com dois projetos sobre o assunto. Além do PL 4.443/2025, de autoria do senador Renan Calheiros, há um PL (2.780/2024) em tramitação na Câmara, este apresentado pelo deputado Zé Silva (Solidariedade-MG). No caso do Senado, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) havia programado a votação do PL 4.443 para o último dia 2. Mas adiou o prazo – o período de apresentação de emendas termina hoje. A postergação se deu a pedido da Vale e do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).
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