17.04.18

Google se protege do risco jurídico das fake news

As eleições deste ano podem sair mais caras do que o previsto para o Google. Aliás, para ser mais preciso,  a temporada promete ser das mais infelizes para a empresa. O site de busca vem colecionando processos judiciais, ao mesmo tempo em que tenta se resguardar de todas as maneiras de novas ações relacionadas à campanha eleitoral. O Google espera um tiroteio de por todos os lados. A empresa já reuniu uma tropa de advogados de alto calibre com o objetivo de planejar contratos com maiores salvaguardas contra a acusação de reter informações caluniosas ou difamatórias.

Com base em dados já acumulados, a expectativa da companhia é que o Brasil seja, neste ano, a pior performance do Google no quesito “contenciosos”. Até porque a evolução dos processos revela uma mudança de psicologia comportamental que não estava tão clara anteriormente, com a redução do medo do confronto jurídico com o site. Havia em torno do Google uma aura de intocabilidade que está indo para as nuvens. O Google Maps, onde os internautas podem registrar estabelecimentos e empresas pelo nome, é um exemplo das armadilhas jurídicas em que a companhia pode cair.

Segundo o RR apurou, a cada dia o Google tem barrado dezenas de usuários que tentam marcar em seu serviço de mapas o sítio de Atibaia e o Condomínio Solaris, na Praia do Guarujá, como sendo o “sítio do Lula” e o “triplex do Lula”. Seria um prato cheio para a defesa do ex-presidente acionar o site. Procurado pelo RR, o Google não quis se pronunciar sobre o assunto. A ameaça jurídica é potencializada pela inflamável combinação de eleições e Lava Jato. Há um de citados na Operação que brigam na Justiça pelo chamado “direito ao esquecimento”. Desde 2009, o Google já recebeu mais de seis mil pedidos de exclusão de conteúdo de suas páginas, totalizando quase 65 mil itens.

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