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05.04.18
ED. 5840

Google se arma contra a eleição do fake news

O escândalo do vazamento e do uso de dados do Facebook na campanha de Donald Trump acendeu todos os sinais de alerta no Google. O site de buscas vai adotar políticas rigorosas nas eleições brasileiras, que servirão de laboratório para operações da empresa em outros países. Segundo o RR apurou, parte do cardápio de medidas profiláticas foi apresentada por executivos do Google Brasil ao então presidente do TSE, Gilmar Mendes, em reunião no fim de janeiro. A venda de mailings e informações de usuários para terceiros está fora de questão – foi nessa que Mark Zuckerberg mergulhou na maior crise da história do Facebook. O Google vai testar um novo sistema para brecar a proliferação de fake news, com base na ferramenta conhecida como “Snippsets”. A empresa pretende também trazer para o Brasil um modelo similar ao First Draft, desenvolvido nos Estados Unidos em parceria com a Harvard Kennedy School, que combina mecanismos de checagem de informações e de rastreamento de notícias falsas nas redes sociais. O site vai ainda restringir a comercialização de anúncios políticos por meio da ferramenta Google Adwords, na tentativa de evitar a associação de nomes de candidatos a determinadas palavras chave, notadamente aquelas que claramente ataquem a imagem de adversários.

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19.10.17
ED. 5728

O Google tem cada uma

O presidente Michel Temer é o “garoto propaganda” de José Yunes. Ao menos para os sempre afiados algoritmos do Google. Ao se pesquisar o nome do escritório de Yunes, o site de buscas exibe com destaque à direita da página, em forma de anúncio publicitário, a ficha da firma e uma foto do advogado ao lado de Temer à mesa de um restaurante. Curioso…

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11.07.17
ED. 5658

Próxima atração

O Youtube, leia-se Google, prepara-se para produzir séries próprias no Brasil, a exemplo do que já ocorre em outros países.

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08.12.16
ED. 5512

“Google chinês”

O Baidu, gigante chinês da internet, prepara sua entrada no Brasil. O site de buscas promete artilharia de guerra para deslocar mercado do Google no país. Um seleto grupo de executivos brasileiros da área digital, que viajou recentemente para Pequim a convite da companhia, teve uma pequena mostra dos planos. Consultado, o Baidu confirmou que “está analisando sua implementação no Brasil”

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13.07.16
ED. 5410

AmBev não é uma empresa-cidadã

 A Central Única dos Trabalhadores (CUT) pretende fazer uma campanha para retirar dos rankings das Maiores e Melhores que pululam na mídia as empresas com grande número de denúncias e condenações por práticas de assédio moral e escravismo, segundo apurou o RR. A gigantesca Ambev volta e meia aparece no top ten quando se fala de ambos os quesitos. Uma simples busca no Google revela que a cervejeira está associada direta ou indiretamente a 38.400 menções de assédio moral coletivo (dia 8/07). A tendência é que essas empresas monopólicas ou oligopólicas que escondem sua bipolaridade social através de um marketing de gestão espetacular desapareçam de rankings, ratings e índices de performance. Basta que se comece a implementar filtros de práticas sociais nocivas. O mercado de capitais também deve enquadrar a Ambev. Os índices de sustentabilidade da Bovespa (ISE) e da Dow Jones levam em consideração equilíbrio ambiental e justiça social. Não são os melhores predicados da Ambev, com toda a certeza. A cervejeira apresenta com pompa relatórios adornados e sondagens internas não auditadas, mas não revela a natureza das suas pendências na Justiça do Trabalho. Os demonstrativos dourados, da cor da cerveja, são capturados junto a população do andar de cima da companhia. São salários de R$ 11 mil a R$ 18 mil só na partida, com os trainees sendo tratados a banho de leite. Esse é o maior marketing da companhia. _____________________ Equipes de venda foram forçadas a usar chapéu de chifre, saia e batom _____________________  Valoração do capital humano, avaliação 360 graus e reuniões de feedbacks são exaustivamente mencionadas como pepitas da cultura de gestão da empresa em reportagens que invariavelmente citam o poderoso CEO, Carlos Brito, como uma demonstração do trainee que deu certo. É uma prática que surte efeito. Com uma ressalva: especialmente entre o pessoal que frequenta o site www.queroserambev.com.br. Já a turma do chão da fábrica e os que trabalham na máquina de venda da companhia, quando se pronunciam, injuriados – e com compreensível medo de fazê-lo – preferem sites como o www.euodeioambev.com.br. A empresa é contumaz denunciada em casos tétricos de assédio com uma coleção de sentenças negativas. Em Sergipe, funcionários foram obrigados a fazer flexões acima da sua capacidade física. Em fevereiro deste ano, a companhia teve recurso negado para anular na Justiça uma ação contra o procedimento de colocar deitado em caixões com galinhas enforcadas os profissionais que não cumpriram metas. Um ex-empregado da cervejeira em Minas Gerais, que teve ganho de causa no Tribunal Superior do Trabalho (TST), revelou as práticas dos capatazes da Ambev de colocarem a equipe de venda com chapéu de chifre, saia e batom.  A recorrência da companhia em um comportamento incompatível com regras salutares levou-a inclusive a firmar Termo de Ajuste de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público do Trabalho, comprometendo-se a orientar seus funcionários a evitar atitudes que possam promover o desrespeito mútuo. O TAC foi acordado em 2004. Pois bem, em 2014, o Ministério Público do Trabalho em Alagoas processou a companhia em R$ 1 milhão por infrigir humilhações aos seus funcionários. Certamente, os episódios não serão publicizados pela comunicação que propala as maravilhas da Universidade Lemann, entre outras marketadas. Duvida-se que os Marcel Telles e Vicente Falconi, síndico e mentor do andar de cima, saibam da missa a metade.  A Ambev contra-argumenta com sua versão de o filme O Porteiro da Noite, de Liana Cavani, na qual a personagem desenvolve uma dependência pelo torturador. Os profissionais, quando aceitam o trabalho, sabem da cultura competitiva, da busca pela superação. São esses que, na partida e em tese, estariam prontos para enfrentar abusos como corredor polonês, tapas nas costas e ficar de castigo em pé durante horas (caso de assédio moral coletivo julgado em 2004). Os incomodados que se mudem. Ou entrem na Justiça. São esses desertores que dão transparência a um dos pilares da lucratividade da empresa: a chibata moral. Nem tudo são orçamento base zero ou, na extremidade oposta, forçar vendedores evangélicos a fazerem demonstrações com garotas de programa para um batalhão de vendas (sentença favorável do TST). Há mais entre o céu e a terra do que a simples interpretação da Ambev como uma empresa movida à meritocracia.  O marketing da Ambev dilui no case de gestão de excelência o impacto da condição monopolística e de abuso do poder econômico. Como _____________________ Há 58 mil menções no Google associando a AmBev à escravocracia _____________________ não lembrar do programa de “fidelização com algemas” dos pontos de venda. Por conta dele, a empresa foi multada pelo Cade inicialmente em R$ 350 milhões. Depois de negociações a fatura desceu para R$ 221 milhões. Sim, existem evidências de que a cervejeira mete medo nos seus parceiros. É conhecida a política de refrigeração da companhia, já investigada pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) – acordos pelos quais a Ambev fornece freezers para varejistas com a condição de que eles os utilizem apenas para a venda de produtos da sua marca. Imagina-se que com seu poder de fogo, uma boa parte das inserções contrárias à cervejeira já tenha sido apagada dos sites de busca. Mas os registros do seu lado sinistro permanecem lá, nublando o seu lado solar. A Ambev são duas empresas. Uma é a firma premiada pelo Instituto Great Place to Work como uma das 100 melhores empresas do país para trabalhar. A outra é a que enche a internet com um total de 58.800 menções – associações diretas ou indiretas – a escravatura, segundo o Google (dia 8/07). Essa combinação de ações mefistofélicas com governança de luxo pode continuar dando sucesso econômico-financeiro. Mas a Ambev não deve mais ir para o trono das companhias que são referência. O RR encaminhou diversas perguntas à Ambev e fez vários contatos com a empresa. Porém, até 19h34, em ponto, não recebeu qualquer manifestação da companhia sobre os assuntos tratados nessa matéria.

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20.06.16
ED. 5393

Google mais

 O Brasil é um dos três países escolhidos para receber a Launchpad Accelerator, a fomentadora de startups do Google. Será um dos maiores investimentos da operação brasileira. A estimativa é que a nova empresa gere receitas de aproximadamente US$ 200 milhões em dois anos. A seguinte empresa não se pronunciou: Google.

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09.03.16
ED. 5323

Celular da Microsoft no Brasil chama, chama e ninguém atende

  A Microsoft prepara-se para interromper a produção e comercialização de smartphones das marcas Nokia e Lumia no Brasil. De acordo com uma fonte próxima à empresa, em recente reunião com executivos do grupo nos Estados Unidos, a própria presidente da subsidiária brasileira, Paula Bellizia, teria defendido o fim da venda de handsets e a saída em definitivo deste mercado. Os motivos para a decisão são variados, a começar pelo mau desempenho do negó- cio. No ano passado, a comercialização de smartphones da companhia caiu mais de 20%, quase o dobro do declínio do mercado em geral, em torno de 12%. Ninguém melhor do que a executiva para reconhecer as limitações concorrenciais da Microsoft neste segmento. Até julho do ano passado, ela comandava a Apple no Brasil, empresa que disputa palmo a palmo com a Samsung a liderança do mercado de smartphones.  O mais curioso é que o share do Windows Phone, sistema operacional que concorre com o iOS (Apple) e Android (Google), cresceu em 2015 no Brasil, saindo de 3,9% para perto de 5,5%. No entanto, esse avanço se deveu basicamente às vendas de outros aparelhos que usam o sistema, como Samsung e LG. Se dependesse do santo de casa, ou seja, as marcas Nokia e Lumia, provavelmente a participação de mercado do Windows Phone no Brasil seguiria lá atrás.  O consenso na Microsoft Brasil é que a empresa deve se concentrar na produção de softwares e na venda de PCs e consoles de video game, o Xbox. Mesmo porque os resultados obtidos no core business também não são nada alvissareiros. No ano passado, as vendas de programas, por exemplo, caíram em torno de 15%. Nem mesmo o lançamento mundial do Windows 10, o novo sistema operacional da companhia e grande aposta comercial dos norte-americanos, foi capaz de frear a queda. Procurada pelo RR, a Microsoft não comentou o assunto.

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16.12.15
ED. 5270

Só boatos

 O Google detonou os boatos de que estaria cortando gente neste fim de ano. Ao contrário. Informou ao RR que aumentou em 12% o número de empregados. Quanto ao faturamento, o Google não deu um pio.

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A operação brasileira do YouTube não teria atingido as metas de receita estipuladas pelo Google, seu controlador. Ao mesmo tempo, está perdendo a disputa por parcerias com emissoras abertas. Até o momento, fechou apenas com a Record. Já seu maior rival, a Netflix, selou acordos com Band e SBT. É por essas e outras que Alvaro Paes e Barros, nº1 do YouTube no Brasil, corre o risco de perder o cargo em 2016. A empresa nega a saída do executivo.

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29.06.15
ED. 5151

“Googlepólio”

Quem segura o Google? O vasculhador de vidas alheias pretende devorar, neste ano, 60% de toda a publicidade em internet no Brasil. Em 2014, a mordida do Google foi mais “modesta”: 50%, o equivalente a R$ 3,5 bilhões.

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22.05.15
ED. 5126

Google dá traço no mercado de pagamentos eletrônicos

Nem adianta procurar no Google: são raras as declarações do executivo Fabio Coelho sobre o mercado de pagamentos online. O silêncio é compreensível. O presidente do Google Brasil pouco tem a dizer de positivo sobre aquela que é – ou era – uma das grandes apostas dos norte-americanos para expandir seus negócios no país. Por ora, o Google Wallet não passa de uma carteira quase vazia. A meta do Google de alcançar cinco milhões de usuários no Brasil em 12 meses se desmanchou no ar. No período, a companhia não atingiu sequer 20% desse total. No quesito lojas credenciadas, os números são ainda mais decepcionantes. Até o momento, o buscador conseguiu indexar apenas 20 mil estabelecimentos a sua rede de negócios. Na comparação com o PagSeguro, do UOL, não dá nem para a saída: o maior sistema de pagamentos online do Brasil contabiliza mais de 400 mil lojas. Diante das circunstâncias, Coelho não tem outra saída: precisa virar esse jogo rapidamente, sob o risco do insucesso ser debitado na sua própria conta. No Google já se cogita a possibilidade de uma cisão dos negócios no mercado brasileiro. O Google Wallet daria origem a uma empresa independente, com gestão própria, o que significaria um esvaziamento dos poderes do executivo, responsável por implantar toda a operação no Brasil. O mau desempenho do Google Wallet no Brasil dói duas vezes no bolso da companhia. Além de um negócio per si, o sistema é uma isca para fisgar um ativo talvez até mais precioso: os dados de milhões e milhões de consumidores, fundamentais para a empresa ofertar produtos ainda mais rentáveis, como anúncios segmentados. Por isso, nada mais natural que os norte-americanos cacem suas bruxas. No entanto, é injusto jogar todo o peso pela fraca performance do Google Wallet no Brasil sobre as costas de Fabio Coelho e dos demais executivos no país. Mountain View – sede do Google, na Califórnia – também tem culpa no cartório. Como uma empresa que concentra mais de 95% de todas as buscas na internet no Brasil não consegue transferir uma parte expressiva deste contingente para o seu negócio de pagamentos eletrônicos? Parte desta resposta pode estar no reduzido investimento em marketing. Os norte-americanos gastaram pouquíssimo no lançamento do Google Wallet no Brasil, talvez com a crença de que sua famosa marca faria toda a diferença. No entanto, a maior razão para o fracasso da operação até o momento talvez esteja na demora da companhia em comprar mercado no país. Entre os próprios executivos do Google no Brasil, a percepção é de que já está passando da hora de os norte-americanos abrirem a carteira e adquirirem uma plataforma de pagamentos online. Depois vai tudo estourar na toca de Coelho.

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