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Política
Em 48 horas, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, contabilizou mais uma derrota e meia no governo. A meia veio de “dentro de casa”, com a aprovação do Ibama à Avaliação Pré-Operacional (APO) realizada pela Petrobras na Margem Equatorial. Mas essa já era, digamos assim, favas contadas. O que Marina não esperava era o recuo do governo em relação ao pedido de regime de urgência para a votação da nova Lei de Licenciamento Ambiental no Congresso. A ministra do Meio Ambiente tinha recebido a garantia do Palácio do Planalto de que a solicitação de urgência não seria retirada, o que acabou ocorrendo. Para todos os efeitos, o governo vendeu a ideia de um acordo com a Câmara para destravar a pauta da Casa – como o prazo de 45 dias para a proposta ir a plenário havia se esgotado, o projeto passou a trancar a votação de outras matérias. No entanto, o meia-volta, volver se deu após intensas conversas entre a ministra da Articulação Política, Gleisi Hoffmann, e líderes da base aliada ao longo da última quarta-feira, quando o Palácio do Planalto reconheceu que perderia a votação se o PL fosse apreciado. O relator, deputado Zé Vitor (PL-MG), é ligado ao agronegócio e já deixou claro que vai esquartejar o projeto do governo. Marina Silva não tem muito para onde correr. E o Planalto também não.
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