Mercado
Cogna ganha musculatura na negociação com Yduqs
No mercado, a leitura é que os resultados do terceiro trimestre fortaleceram ainda mais a Cogna nas tratativas para uma eventual fusão com a Yduqs, com impacto, inclusive, sobre a relação de troca de ações para a criação de uma nova companhia. Lucro líquido surpreendente, alavancagem no menor nível em sete anos e receita e Ebitda em forte expansão colocam a empresa em melhor posição de barganha. A dívida líquida caiu para cerca de R$ 2,6 bilhões, com alavancagem em torno de 1,1 vez o Ebitda. Esse é o principal ponto de reequilíbrio de forças entre os dois grupos, visando um possível M&A. Há dois anos, a Cogna carregava uma relação dívida líquida/Ebitda de 2,3 vezes. Com a repactuação do passivo, atingiu um nível inferior ao da Yduqs – seu nível de alavancagem atual é de 1,66 vez.
Cogna e Yduqs fazem um jogo de aproximações e distanciamentos, com conversas que vêm e vão. Há rumores no mercado de que as negociações para uma possível fusão se acentuaram nos últimos meses, estimuladas, sobretudo, por Chaim Zaher, o mais influente acionista da Yduqs. A valoração da Cogna nesse tabuleiro é uma construção que tem se acentuado desde o início do ano – no acumulado de 2025, o valor de mercado da companhia subiu 180%, chegando à casa dos R$ 7 bilhões. No mesmo período, o market cap da Yduqs aumentou “apenas” 55% – ontem, fechou a R$ 3,6 bilhões.
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