Credores da Raízen querem se livrar logo de ativos no Paraguai

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Credores da Raízen querem se livrar logo de ativos no Paraguai

  • 8/06/2026
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Virada a página da venda dos ativos na Argentina, os credores da Raízen miram no próximo tanque a ser esvaziado. A pressão dos bancos e bondholders agora é para que a empresa se desfaça da sua operação no Paraguai. Por meio da Raízen Energia (Resa), o grupo é dono de uma participação de 34,9% na Raízen Paraguay, antiga Barcos y Rodados. O controle está nas mãos da família Ortega Echeverria, principal candidato a ficar com o restante das ações. Trata-se da maior rede de distribuição de combustíveis do país vizinho, com aproximadamente 300 postos da bandeira Shell e 150 lojas de conveniência. A alienação dos ativos vai fazer pouca ou quase nenhuma diferença na reestruturação financeira do grupo. Estima-se que a participação na Raízen Paraguay esteja avaliada em torno de US$ 85 milhões – para efeito de comparação, apenas 6% do valor amealhado com a venda da subsidiária argentina (US$ 1,4 bilhão). Em 2025, por exemplo, a operação paraguaia gerou para Raízen Energia pouco mais de R$ 46 milhões em equivalência patrimonial. Para os credores, que, com a conversão da dívida, se tornarão donos de 45% da Raízen, é um negócio que não fará a menor falta.

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